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SEGURANÇA PÚBLICA

Coronel Vital diz que buscou R$ 80 milhões para segurança e promete mandato “sério e de cobrança”

Coronel Vital diz que buscou R$ 80 milhões para segurança e promete mandato “sério e de cobrança”
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Ex-secretário de Segurança Pública participou do Pimenta com Cebola e destacou gestão, inteligência, investimentos e independência para fiscalizar o Executivo

Por Yan Simon - domingo, 06/09/2026 - 09h42

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Porto Velho, RO – O Coronel Vital colocou experiência em gestão pública e segurança como principais credenciais de sua candidatura durante participação no programa Pimenta com Cebola, apresentado por Fábio Camilo. Ex-secretário de Estado da Segurança Pública e Cidadania, ele afirmou que pretende levar para a atividade parlamentar o mesmo perfil de cobrança que diz ter adotado na administração estadual.

Ao tratar da função de um deputado, Vital defendeu conhecimento sobre as contas públicas antes da apresentação de promessas eleitorais. Para ele, orçamento, capacidade financeira e prioridades do Estado precisam ser conhecidos por quem pretende participar das decisões na Assembleia Legislativa.

“O candidato tem que saber de gestão pública e de orçamento público”, afirmou.

Vital também elogiou a iniciativa do Tribunal de Contas de apresentar aos candidatos ao Governo informações sobre a situação estadual. Segundo ele, conhecer previamente a realidade impede que dificuldades financeiras sejam usadas posteriormente como justificativa para compromissos que não possam ser cumpridos.

Na mesma linha, afirmou que a fiscalização do Executivo será uma das prioridades caso seja eleito.

“Eu vou fazer o mandato que eu acredito, sério e de cobrança. Vou cobrar o Executivo, vou cobrar e fazer o que o deputado tem que fazer”, declarou.

A segurança pública ocupou boa parte da entrevista. Vital recuperou o período em que comandou a pasta e afirmou que sua estratégia começou por um diagnóstico da estrutura disponível e das necessidades das forças estaduais.

“Quando eu aceitei o desafio, eu sempre trabalhei com inteligência. Então, antes de tudo, de qualquer decisão, você faz o trabalho de inteligência. Eu fiz o trabalho da inteligência, o dever de casa, entendi o problema da segurança pública”, disse.

A partir desse levantamento, segundo ele, ficou evidente que os recursos estaduais não seriam suficientes para os investimentos considerados necessários. Vital afirmou que passou então a buscar dinheiro fora do orçamento estadual.

“Eu fui atrás de recurso”, resumiu.

Ao recordar uma agenda em Brasília, o coronel disse que apresentou ao então ministro da Justiça Flávio Dino as características de Rondônia, incluindo a fronteira com a Bolívia, a presença do presídio federal e a preocupação com a atuação de facções criminosas.

Segundo Vital, a articulação resultou no envio de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

“Foi quando ele mandou R$ 40 milhões no primeiro ano, no segundo ano mais R$ 40 milhões”, afirmou.

Vital acrescentou que deixou a Secretaria de Segurança com recursos federais ainda disponíveis e relacionou esse reforço financeiro à realização de obras, entregas e investimentos durante sua gestão.

Ao falar sobre a origem do dinheiro público, rejeitou a divisão ideológica como critério para a busca de investimentos.

“Independente de quem esteja sentado lá, eu não olho para a esquerda ou para a direita”, afirmou, ao defender que recursos disponíveis em Brasília devem ser buscados para atender Rondônia.

Na avaliação apresentada por ele, dinheiro do Fundo Nacional de Segurança Pública não pertence a uma corrente política, mas é formado a partir dos impostos pagos pela população e deve retornar em serviços e estrutura para a sociedade.

Vital também enumerou equipamentos incorporados à segurança pública. Segundo ele, pouco antes de sua saída foram realizadas entregas superiores a R$ 28 milhões, incluindo embarcação blindada, viaturas blindadas e armamentos.

O ex-secretário citou ainda a modernização dos equipamentos utilizados pelas forças policiais, mencionando novos fuzis, pistolas e caminhonetes.

“Hoje a tropa está andando de caminhonete Hilux”, afirmou. Ele também mencionou a chegada de 2,6 mil pistolas Glock e armamentos adquiridos para reforçar a estrutura operacional.

Para Vital, a combinação de recursos externos para investimentos com recursos estaduais permitiu ampliar a capacidade operacional das forças de segurança.

“O que me fez com que eu tivesse uma sobra do recurso da fonte do Estado e focasse em operações. Então, eu tinha recurso de fora para investimento, com o recurso que sobrou de dentro, era operação uma atrás da outra”, declarou.

O coronel também relacionou os resultados de uma administração à capacidade de trabalhar com equipes alinhadas e objetivos definidos. Ao recordar decisões tomadas quando estava à frente da Segurança Pública, afirmou que buscava comandos dispostos a acompanhar o ritmo das políticas estabelecidas e a entregar respostas à sociedade.

“Eu não queria alguém que eu tivesse que estar cobrando, empurrando. Eu precisava de um comandante-geral, de um delegado-geral que estivesse caminhando comigo, alinhado, para dar resposta à sociedade”, disse.

A disposição para enfrentar problemas também apareceu quando Fábio Camilo perguntou sobre sua presença em comunidades e o período de enfrentamento às facções.

“Não tenho medo, Fábio. Graças a Deus, eu sou um homem destemido”, respondeu Vital.

O histórico profissional foi lembrado desde o início da conversa. Vital falou de sua passagem pelo Exército, pelo Corpo de Bombeiros Militar e pela Secretaria de Segurança Pública e afirmou que sempre encontrou satisfação em atividades ligadas à solução de problemas e gerenciamento de crises.

“Quem faz o que gosta está sempre se divertindo. […] Tanto na segurança pública como no Corpo de Bombeiros Militar, como no meu período do Exército, eu sempre fiz o que eu gostava de fazer”, declarou.

No Pimenta com Cebola, o Coronel Vital procurou vincular essa trajetória à função parlamentar que pretende exercer: conhecimento da máquina pública, busca por recursos, fiscalização do orçamento e cobrança por resultados.

A mensagem que deixou para um eventual mandato foi direta: “Vou cobrar o Executivo, vou cobrar e fazer o que o deputado tem que fazer”.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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