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Bruno Bolsonaro Scheid diz que Renan Santos não representa a direita; ataca discurso de Marina Silva; e critica repressão ao garimpo

Bruno Bolsonaro Scheid diz que Renan Santos não representa a direita; ataca discurso de Marina Silva; e critica repressão ao garimpo
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Candidato do PL ao Senado diz que “vagabundo tem que morrer na cadeia”, defende desoneração para acabar com escala 6 por 1 e afirma que cobrará Marcos Rogério se aliado fizer governo ruim

Por Yan Simon - segunda-feira, 07/09/2026 - 08h03

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Porto Velho, RO – O candidato ao Senado pelo PL Bruno Bolsonaro Scheid defendeu mudanças na legislação penal, criticou a audiência de custódia, afirmou que pretende atuar pela retirada de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal e questionou a forma como operações ambientais são realizadas em Rondônia. As declarações foram dadas ao RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia.

A segurança pública concentrou algumas das declarações mais incisivas de Scheid. Ao falar sobre o tratamento dispensado a autores de crimes graves, o candidato criticou diretamente as audiências de custódia e defendeu alterações no processo penal.

“Eu acho que o vagabundo tem que morrer na cadeia mesmo. A audiência de custódia é uma ferramenta desgraçada contra a sociedade”, afirmou. Na sequência, questionou o procedimento adotado nessas audiências e voltou a defender endurecimento das regras. “Tem que acabar com essa merda, cara. Chega, chega”, declarou.

RD Entrevista · Senado 2026
Bruno Bolsonaro Scheid: sem filtro
O candidato do PL expôs sua visão sobre segurança, trabalho, garimpo, bolsonarismo e os conflitos internos da direita — e condensou o discurso em dez declarações diretas.
01
Linha dura
Crítica às audiências de custódia e defesa de penas mais severas.
02
Trabalho
Fim da escala 6 por 1 condicionado à desoneração da folha.
03
Amazônia
Regularização e fiscalização no lugar da repressão automática.
04
Bolsonarismo
Fidelidade a Jair Bolsonaro e rejeição à chamada nova direita.
10
Dez frases, seis frentes políticas
As posições percorrem o STF, a legislação penal, a escala de trabalho, a fiscalização ambiental, os acordos eleitorais e a história familiar do candidato.
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01
Três nomes, três fronteiras
O candidato definiu adversários, aliados e o campo político que afirma representar.
Alexandre de Moraes
Alvo declarado
Scheid afirmou que pretende convencer senadores a apoiar a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal.
Renan Santos
Ruptura na direita
Ao ser questionado sobre o Partido Missão, reagiu com “Que direita?” e rejeitou a identificação do grupo com o bolsonarismo.
Jair Bolsonaro
Referência política
Scheid disse que o apoiava desde 2018, descreveu uma amizade construída posteriormente e atribuiu ao ex-presidente papel central na direita.
02
Segurança e punição
A crítica à audiência de custódia foi o ponto mais agressivo da entrevista.
Processo penal
Fim da audiência de custódia
O candidato classificou o instrumento como prejudicial à sociedade e afirmou que pretende participar de mudanças na legislação.
Crimes sexuais
Penas mais rígidas
Defendeu castração química de estupradores, restrição à progressão de pena e impedimentos ao retorno de condenados à sociedade.
03
Trabalho, campanha e Governo
Scheid procurou combinar redução da jornada, proteção ao empregador e liberdade para cobrar aliados.
Escala 6 por 1
Apoia o fim do modelo, desde que a folha seja desonerada para evitar que o custo recaia integralmente sobre as empresas.
Marcos Rogério
Afirmou apoiar o candidato ao Governo, mas prometeu fazer cobranças públicas se considerar ruim uma eventual gestão.
Candidatura própria
Disse não construir um personagem eleitoral e declarou estar confortável em se apresentar como é.
04
Garimpo e Amazônia
O candidato atacou a repressão ambiental e defendeu que atividade econômica seja regularizada e fiscalizada.
Rio Madeira
Crítica às operações contra dragas
Scheid afirmou haver abuso de autoridade e comparou o aparato das fiscalizações ambientais ao investimento disponível para a segurança pública.
Baixo Pará
Preservação além da floresta
Relatou ter encontrado comunidades vulneráveis e defendeu que educação, infraestrutura, segurança e proteção social integrem a política amazônica.
Marina Silva: após ser questionado sobre uma fala anterior, Scheid negou desejar a morte da ministra e disse dirigir suas críticas à política ambiental adotada para a Amazônia.
05
A história usada para explicar a política
Sequestro relatado, perda do pai, relação com a mãe e aproximação com Bolsonaro formam o eixo biográfico.
P
Pará e Rondônia
Nasceu em Paragominas e chegou ainda bebê a Rondônia depois do assassinato do pai, segundo seu relato.
18
O episódio de 2018
Disse ter sido sequestrado por integrantes da LCP numa propriedade rural e vinculou a experiência à entrada na política.
M
Cuidado com a mãe
Afirmou ter sido criado por ela e declarou orgulho por poder retribuir os cuidados recebidos.
10
As dez declarações
As frases que resumem o tom e as prioridades apresentadas por Bruno Bolsonaro Scheid.
01
“Eu acho que Alexandre Moraes tem que ser cassado sim para o bem desse país”
Ao defender a retirada do ministro do STF por meio de articulação no Senado.
02
“Eu acho que o vagabundo tem que morrer na cadeia mesmo”
Durante as críticas às audiências de custódia e a defesa de penas mais duras.
03
“Tem que acabar com essa merda, cara. Chega chega.”
Na sequência da crítica ao procedimento das audiências de custódia.
04
“Acabar com a escala 6 por 1 desonnerando a folha. Sou favorável.”
Ao condicionar a redução da jornada à compensação dos empregadores.
05
“Eu tenho dito desde o primeiro dia da minha pré-campanha. Até agora. Eu não faço acordo.”
Ao explicar o apoio a Marcos Rogério sem renunciar a futuras cobranças.
06
“Eu me sinto confortável porque eu estou me entregando ao eleitor como sou.”
Ao comentar sua estreia eleitoral e a posição alcançada nas pesquisas.
07
“Não é que eu gostaria que a Marina Silva moresse”
Ao negar desejar a morte da ministra e redirecionar a crítica à pauta amazônica.
08
“Você não persegue atividade comercial, você regulariza e fiscaliza”
Ao criticar operações contra dragas e garimpo no Rio Madeira.
09
“Eu vou cuidar dela até o último dia.”
Ao falar sobre a mãe e a relação de cuidado entre os dois.
10
“Porque não tem direito sem Bolsonaro”
Ao explicar sua identificação com o bolsonarismo e o papel atribuído ao ex-presidente.
↑ Recolher infográfico
Fonte: entrevista de Bruno Bolsonaro Scheid ao RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova e produzido pelo Rondônia Dinâmica em parceria com o Informa Rondônia.

Scheid também abordou crimes sexuais e mencionou a proposta de castração química de estupradores. O candidato criticou partidos de esquerda que, segundo ele, se posicionaram contra a medida e defendeu uma legislação ainda mais rígida para condenados por estupro, inclusive com restrições à progressão de pena e à possibilidade de retorno à sociedade.

Alexandre de Moraes apareceu na sequência das propostas que Scheid pretende defender caso seja eleito. O candidato afirmou que deseja conversar com outros senadores para atuar pela saída do ministro do STF.

“Eu acho que Alexandre Moraes tem que ser caçado, sim, para o bem desse país”, declarou. Scheid também citou oposição ao aborto e à identidade de gênero e defendeu redução de impostos como parte das pautas que pretende levar ao Congresso Nacional.

O ministro já havia sido mencionado quando Scheid comentou informações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. Ao falar sobre notícias que disse ter acompanhado, o candidato questionou a natureza da relação atribuída aos envolvidos e mencionou uma discussão que, segundo ele, teria ocorrido entre André Mendonça e Moraes.

Vinícius Canova também questionou o candidato sobre uma comparação entre o episódio citado por Scheid e patrocínios ligados a Flávio Bolsonaro. O candidato rejeitou a equivalência e sustentou que um patrocínio privado teria natureza diferente da relação que ele atribuía ao caso envolvendo Moraes e Vorcaro.

Outro tema central foi a escala de trabalho 6 por 1. Scheid afirmou ser favorável ao fim do modelo, mas condicionou a mudança à desoneração da folha de pagamento. Para ele, aumentar o período de descanso sem reduzir os custos das empresas poderia resultar em demissões.

“O empresário não pode ser penalizado e o empregado também não. Então, vamos melhorar a vida do empregado. Acho que tem uma galera que trabalha para caramba, que merece dois dias com o filho, tem que estar em casa com o filho, mas vamos achar o meio, desonerar a folha de quem paga o salário”, declarou.

O candidato disse que o trabalhador precisa ter mais tempo com a família, mas criticou a transferência integral dos custos da mudança para o empregador. Scheid também acusou políticos de modificarem posições durante o período eleitoral e afirmou que pretende apresentar sua candidatura sem adotar um comportamento diferente daquele que mantém fora da campanha.

As operações ambientais em Rondônia abriram outra frente de críticas. Questionado sobre ações contra dragas e atividades de garimpo no Rio Madeira, Scheid afirmou que pretende fiscalizar a forma de atuação dos agentes públicos e disse haver casos de abuso de autoridade.

“Você não persegue atividade comercial, você regulariza e fiscaliza”, afirmou. Para o candidato, atividades econômicas devem ser submetidas a regras e fiscalização, mas não tratadas automaticamente pela via repressiva. Scheid também criticou a política ambiental do governo federal e a influência que atribui a interesses externos sobre decisões relacionadas à Amazônia.

A ministra Marina Silva foi citada durante esse debate. Após uma sequência de críticas, Canova questionou Scheid sobre uma declaração relacionada à ministra. O candidato negou desejar a morte dela.

“Não é que eu gostaria que a Marina Silva morresse”, afirmou. Scheid disse que sua crítica era direcionada à maneira como Marina trata questões relacionadas ao bioma amazônico e defendeu que a realidade de quem vive na região receba maior atenção.

Na sequência, o candidato relatou uma viagem ao baixo Pará feita com a família. Scheid afirmou ter encontrado comunidades em situação de vulnerabilidade e relatou casos de exploração sexual envolvendo crianças. Para ele, a discussão sobre a Amazônia precisa alcançar, além da preservação ambiental, temas como educação, infraestrutura, segurança e proteção social.

A chamada nova direita também foi alvo de Scheid. Questionado por Vinícius Canova sobre movimentos que reivindicam esse espaço político, com menção a Renan Santos e ao Partido Missão, o candidato rejeitou a identificação desse campo com a direita que afirma representar. “Que direita?”, reagiu. Para Scheid, grupos que evitam determinados enfrentamentos assumem uma postura “permissiva” e não representam a direita bolsonarista. O candidato citou infraestrutura, saúde e educação entre os problemas que exigiriam posições mais firmes por parte de quem ocupa funções públicas.

No cenário estadual, o candidato reafirmou apoio a Marcos Rogério na disputa pelo Governo de Rondônia, mas disse que o alinhamento eleitoral não significa compromisso de apoio irrestrito a uma eventual administração.

“Eu tenho dito desde o primeiro dia da minha pré-campanha até agora: eu não faço acordo”, afirmou.

Scheid disse considerar Marcos Rogério o melhor nome para o Governo e afirmou que trabalhará pela eleição do aliado. Ao mesmo tempo, declarou que fará cobranças públicas caso considere ruim uma futura gestão.

A disputa pelo Senado também levou à discussão sobre Fernando Máximo, que concorre ao mesmo cargo pelo PL, e sobre o desempenho eleitoral de Scheid. Questionado sobre entrar na campanha sem experiência anterior como candidato, ele afirmou estar confortável.

“Eu estou me entregando ao eleitor como sou”, declarou. Scheid voltou a dizer que não pretende construir um personagem para a campanha e relacionou sua candidatura às posições que vem defendendo publicamente.

A rejeição ao PT também apareceu de forma simbólica quando Scheid falou sobre o número 13. O candidato evitou pronunciá-lo diretamente, recorrendo à expressão “12 mais 1”, e contou que chegou a pedir a retirada de um dos 13 postes instalados em sua propriedade. Na sequência, dirigiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, atribuindo ao partido mais de duas décadas de problemas no país. A passagem serviu para Scheid explicar parte da identificação política que, nos anos seguintes, o aproximaria do bolsonarismo.

A relação com Jair Bolsonaro ocupou parte significativa da entrevista. Scheid contou que já apoiava Bolsonaro em 2018 e distribuía camisetas e materiais de campanha antes mesmo de desenvolver uma relação pessoal com o ex-presidente.

O candidato relacionou a aproximação a um episódio ocorrido naquele ano. Scheid afirmou ter sido sequestrado por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres, a LCP, quando estava em uma propriedade rural com a esposa. Segundo o relato, homens armados renderam o grupo e o submeteram a violência.

Scheid classificou o episódio como o pior acontecimento de sua vida e disse que a experiência teve influência direta em sua entrada na política.

Segundo o candidato, a repercussão do caso abriu o primeiro contato com pessoas próximas de Bolsonaro. A relação posteriormente se aprofundou e passou a envolver convivência pessoal.

“Uma amizade que foi sendo construída sobre seriedade, sobre muito trabalho”, afirmou ao descrever a aproximação com o ex-presidente.

Scheid também falou sobre os processos e a prisão de Bolsonaro. O candidato afirmou considerar injustas as acusações contra o ex-presidente e disse ter acompanhado de perto os acontecimentos.

Ao ser questionado sobre o sentimento provocado pela situação, afirmou sentir incapacidade diante do que considera uma injustiça e disse considerar inexistentes os fatos imputados a Bolsonaro.

A proximidade com o ex-presidente foi relacionada por Scheid à própria história familiar. O candidato contou que perdeu o pai ainda criança e foi criado pela mãe depois que a família deixou o Pará e se mudou para Rondônia. Disse que, nos últimos anos, passou a acompanhar de perto cuidados pessoais de Bolsonaro, incluindo medicamentos e questões relacionadas à saúde cotidiana.

Scheid nasceu em Paragominas, no Pará, e chegou a Rondônia ainda bebê. Segundo ele, a mudança ocorreu depois do assassinato do pai. O candidato cresceu em Porto Velho antes de construir sua trajetória profissional em Ji-Paraná.

Ao falar sobre desenvolvimento, criticou a ideia de Rondônia permanecer permanentemente associada a uma promessa de crescimento futuro e defendeu que os problemas atuais sejam enfrentados no presente.

A relação com a mãe também apareceu durante a conversa. Scheid disse que foi criado por ela e afirmou sentir orgulho por hoje poder retribuir os cuidados recebidos durante a infância e a adolescência.

“Eu vou cuidar dela até o último dia”, afirmou.

Na reta final, o candidato explicou como pretende organizar um eventual gabinete no Senado. Scheid defendeu a contratação de profissionais técnicos para atuar em áreas específicas e citou regularização fundiária, saúde, tributação e redução do custo da máquina pública.

Para ele, projetos estruturados tecnicamente teriam melhores condições de avançar nas comissões e conquistar apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas. Scheid disse que pretende defender suas propostas diante de senadores de centro, direita ou esquerda a partir do conteúdo de cada projeto.

Antes do encerramento, o candidato voltou às operações ambientais e estabeleceu uma comparação com os recursos destinados à segurança pública. Scheid afirmou considerar desproporcional o aparato utilizado em determinadas fiscalizações diante da estrutura disponível para o policiamento.

“Eu tenho um aparato de guerra para tratar trabalhador como criminoso e tenho investimento pífio, quase vergonhoso, em segurança pública”, declarou.

Na manifestação final, Scheid afirmou que a permanência em Brasília ao lado de Bolsonaro serviu como preparação para a vida pública. Disse que sua sobrevivência financeira não depende de mandato e que continuará cuidando dos próprios negócios caso não seja eleito.

O candidato pediu a confiança dos eleitores e afirmou que pretende representar Rondônia diretamente no Senado Federal.

RD Entrevista é apresentado por Vinícius Canova e produzido nos estúdios do Rondônia Dinâmica em parceria com o Informa Rondônia. A direção, pós-produção e motion é de Roberto Lamarão.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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