Candidato do PL destacou Opera Rondônia, envio de especialistas ao interior, integração por estradas e pontes e projetos voltados a estudantes
Porto Velho, RO – O candidato ao Senado Fernando Máximo (PL) fez da saúde pública o principal eixo de sua participação no debate promovido pela TV Norte Rondônia nesta sexta-feira (11), mas também apresentou propostas nas áreas de infraestrutura, educação e segurança. Médico cirurgião, ex-secretário estadual de Saúde e deputado federal, ele recorreu à própria trajetória profissional para sustentar as medidas que pretende defender caso seja eleito senador.
Já no primeiro bloco, Fernando relacionou infraestrutura e qualidade dos serviços públicos. O candidato defendeu obras capazes de integrar municípios e distritos, melhorar o transporte de pacientes e facilitar o escoamento da produção. Citou União Bandeirantes e outras ligações regionais como exemplos de locais em que estradas pavimentadas poderiam reduzir distâncias e ampliar o acesso aos serviços.
“Pequenos asfaltos ali fazem integração para escoar melhor os nossos produtos, para transportar melhor os nossos pacientes, para poder fazer com que o Estado desenvolva de verdade”, afirmou. Fernando também defendeu melhorias em pontes, alternativas à dependência da BR-364 e chegou a mencionar a possibilidade de uma ferrovia para Rondônia.
Ainda na infraestrutura, o candidato colocou o saneamento básico entre as prioridades e relacionou investimentos no setor à prevenção de problemas de saúde. A lógica apresentada durante o debate foi a de utilizar obras estruturantes não apenas como instrumento de desenvolvimento econômico, mas também como forma de melhorar diretamente a qualidade de vida da população.
Foi no bloco de saúde, porém, que Fernando apresentou suas propostas mais detalhadas. Ele defendeu a destinação de recursos federais para municípios, hospitais na capital e no interior e a retomada do Opera Rondônia, programa que, segundo explicou, permitia ao Estado repassar recursos aos municípios para a realização de cirurgias de pequeno e médio porte.
“Eu quero ser senador para continuar defendendo a saúde pública de qualidade no estado de Rondônia”, afirmou. Fernando disse que pretende levar especialistas às cidades do interior para reduzir filas e evitar que pacientes precisem se deslocar até Porto Velho para conseguir atendimento.
Em outra participação, o candidato aprofundou essa proposta. Fernando lembrou que trabalhou durante nove anos no Hospital João Paulo II e que comandou a Secretaria de Estado da Saúde durante a pandemia. Ao falar do Opera Rondônia, disse que pretende buscar recursos no Senado para ampliar novamente a realização de procedimentos nos próprios municípios.
Também citou a estrutura hospitalar adquirida em Porto Velho durante o período da pandemia e defendeu sua ampliação, além da contratação e disponibilização de mais especialistas. “Colocar mais especialistas para atender as pessoas, para as filas diminuírem, para que a gente possa atender com mais celeridade”, declarou.
Fernando ainda defendeu hospitais estruturantes na capital e no interior. A proposta apresentada combina recursos federais, articulação política e execução estadual, estratégia que ele resumiu nas considerações finais ao afirmar que projetos de maior porte dependem de trabalho conjunto entre diferentes agentes públicos.
Na educação, um dos momentos mais pessoais da participação de Fernando ocorreu quando relatou sua própria trajetória. Filho de professores, afirmou ter estudado em escola pública no interior e disse que a formação em medicina transformou sua vida e a de sua família.
“Educação transforma vidas. Eu vim de uma família muito pobre, com todas as dificuldades. Filho de pais professores, escola pública do interior. Graças a Deus consegui entrar num vestibular para medicina, consegui me formar. Isso foi um divisor de águas na minha vida e na vida da minha família”, afirmou.
No mesmo bloco, Máximo citou o projeto Enxerga Rondônia, voltado à identificação de problemas oftalmológicos em crianças e à entrega de óculos para estudantes que necessitam de correção visual. Ele vinculou a iniciativa à melhoria da aprendizagem e à redução das dificuldades enfrentadas por alunos dentro da sala de aula.
Nas considerações finais, Fernando resumiu sua candidatura com a ideia de trabalho conjunto. Relembrou os nove anos de atuação como cirurgião no João Paulo II e afirmou que entrou na vida pública com o objetivo de melhorar a saúde oferecida à população. “Ninguém faz nada sozinho”, declarou, ao defender uma atuação articulada entre o Senado e o Governo de Rondônia. A saúde voltou a aparecer como prioridade até a última frase de sua participação.
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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