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DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Violência contra idosos pode ocorrer sem agressão física e exige atenção aos sinais

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Humilhações, ameaças, abandono, negligência e uso indevido de dinheiro e bens estão entre as violações que podem acontecer de forma silenciosa

Por Yan Simon - segunda-feira, 21/09/2026 - 08h13

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Porto Velho, RO – Mudanças repentinas de comportamento, medo, isolamento, tristeza, falta de cuidados e dificuldades financeiras sem explicação podem indicar que uma pessoa idosa está enfrentando algum tipo de violência. Nem sempre a agressão provoca lesões aparentes, o que torna a atenção de familiares, vizinhos, amigos, cuidadores e profissionais da rede de proteção essencial para a identificação dos casos.

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMPI), chama a atenção para situações que podem configurar violação de direitos, mesmo quando não existem marcas físicas.

Entre elas está a violência patrimonial ou financeira. Ela ocorre quando dinheiro, aposentadoria, pensão, cartão bancário, documentos ou outros bens da pessoa idosa são utilizados, apropriados ou controlados de forma indevida. A identificação pode se tornar mais difícil quando a prática parte de alguém próximo e existe uma relação de confiança entre a vítima e o responsável pelo controle dos recursos.

Outra situação que exige atenção é a violência psicológica. A prática pode envolver ameaças, humilhações, constrangimentos, intimidações, insultos ou isolamento. Mesmo sem deixar sinais externos, esse tipo de agressão pode comprometer a autoestima, a autonomia e o bem-estar da pessoa idosa.

A violência física, por outro lado, envolve o uso da força e pode causar dor, sofrimento ou lesões. Empurrões, tapas, socos, queimaduras e formas inadequadas de contenção física estão entre os exemplos apontados.

A falta de assistência também pode representar uma forma de violência. A negligência é caracterizada quando não são oferecidos os cuidados necessários relacionados à saúde, alimentação, higiene, segurança ou bem-estar da pessoa idosa. Já o abandono ocorre quando a assistência deixa de ser prestada mesmo diante da necessidade de apoio e cuidados.

Também pode existir a chamada autonegligência, quando a própria pessoa idosa não consegue manter cuidados considerados essenciais e passa a colocar a própria saúde ou segurança em risco. Nessas circunstâncias, a atuação da família e dos serviços de proteção pode ser necessária, considerando a preservação dos direitos e da autonomia individual.

A violência sexual também integra as formas de abuso que podem atingir pessoas idosas. Ela é caracterizada por atos de natureza sexual praticados sem consentimento. O direito de decidir sobre o próprio corpo permanece independentemente da idade.

Segundo a Semias e o COMPI, a observação dos sinais é uma das etapas importantes para interromper situações de violência. O controle excessivo exercido por terceiros, alterações na rotina, isolamento, medo e ausência de cuidados podem servir de alerta.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, afirmou que a identificação das diferentes formas de agressão contribui para fortalecer os mecanismos de proteção. Segundo ele, é necessário compreender que a violência contra a pessoa idosa não se restringe às agressões físicas e também pode ocorrer por meio de ameaças, humilhações, abandono, negligência e exploração patrimonial.

“A proteção começa quando a sociedade reconhece o problema e não se omite”, afirmou.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, também defendeu o envolvimento da sociedade e dos órgãos responsáveis pela proteção da população idosa. De acordo com ele, as ações devem buscar garantir segurança, dignidade e autonomia.

“Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção e conscientizar a população para que nenhuma forma de violência seja ignorada”, declarou.

A orientação da Semias é que situações suspeitas ou já confirmadas sejam comunicadas aos órgãos e serviços responsáveis, permitindo que os casos recebam atendimento e os encaminhamentos necessários.

As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque Direitos Humanos, no número 100. O serviço funciona 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Nos casos em que houver risco imediato à integridade da pessoa idosa, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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