Alertas sobre ilícitos eleitorais, visita de Augusto Cury, rearranjos na disputa ao Senado, movimentos internos no PSD e novos apoios às candidaturas proporcionais completam a coluna
Prof. Herbert Lins – MTE 1143
Faltam 11 dias: na reta final, cinco erros podem transformar uma eleição ganha em mandato perdido
CARO LEITOR, Faltam 11 dias para a eleição. E, nesta reta final, cinco erros podem custar caro, inclusive um mandato. O primeiro é a compra de votos; depois vêm o transporte irregular de eleitores no dia da votação, o derrame de santinhos nos locais de votação e vias próximas, a boca de urna e a publicação de conteúdo novo no domingo. São condutas vedadas pela legislação eleitoral e pelas normas do TSE. A eleição não termina quando a campanha desacelera; ela entra no momento mais delicado. O candidato que chegou até aqui precisa controlar equipe, aliados e impulsos. Um deslize cometido nas últimas horas pode transformar meses de trabalho em problema jurídico. Na reta final, ganhar voto é importante, mas preservar o mandato é indispensável. A regra é simples: faltam 11 dias para decidir a eleição e um erro pode decidir o destino do candidato.
Esperteza
Dinheiro, cesta básica, combustível, conta paga ou promessa de emprego não são “ajudinhas”. Podem caracterizar compra de votos e virar multa, cassação do registro ou diploma. Na reta final, a esperteza pode custar o mandato.
Santinho
Santinho jogado no chão não é “estratégia de última hora”. O derrame na véspera ou no dia da eleição pode render multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil e ainda abrir espaço para apuração criminal. Papel no chão pode virar processo.
Orientar
“Foi o apoiador” não é salvo-conduto. Candidato precisa orientar equipe e aliados sobre o que pode e o que não pode. Na eleição, terceirizar a campanha pode ser fácil; terceirizar a responsabilidade, nem sempre.
Problema
Na internet, o relógio também vota. Conteúdo novo no dia da eleição pode caracterizar propaganda irregular. O que já estava publicado pode permanecer, mas inventar post, story, reels ou status novo no domingo é pedir problema com a Justiça Eleitoral.
Cury
O presidenciável Augusto Cury (Avante) chega amanhã a Porto Velho. O desembarque está previsto para as 14h, no Aeroporto Jorge Teixeira. Em seguida, segue em carreata até a Avenida Santos Dumont, onde participa de um mega adesivaço.
Rendeu
O debate da SIC TV entre os candidatos ao governo rendeu cortes que rapidamente viralizaram nas redes sociais. Entre os mais compartilhados estão os de Marcos Rogério (PL), que ganhou destaque ao responder e confrontar adversários.
Arrastão
O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) realizou ontem (22) um arrastão na zona leste de Porto Velho. Hoje (23), a agenda segue na zona sul, com caminhada a partir da Rua Tancredo Neves, 4.645, no Caladinho.
Ganharam
A candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) e o candidato ao governo Hildon Chaves (União) ganharam um apoio de peso em Nova Mamoré. O movimento reforça a articulação da dupla no Berço do Madeira e na Pérola do Mamoré.
Declarou
O candidato a deputado federal Dr. Welison Nunes (PRD/SDD) deixou a campanha de Adailton Fúria (PSD) e declarou apoio a Hildon Chaves (União) ao governo e a Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado.
Disputou
Filho de Nova Mamoré, Dr. Welison Nunes é advogado previdenciarista e mantém uma rede de escritórios na capital e no interior. Já disputou a Prefeitura, em 2020, e a Câmara Federal, em 2022, com boa votação.
Retorna
Fora da disputa municipal de 2024 para concluir o mestrado e ingressar no doutorado, Welison Nunes retorna às urnas defendendo aposentados, professores e produtores rurais. Sua pauta inclui regularização fundiária e combate às multas ambientais consideradas exorbitantes.
Perder
Com novas adesões migrando de Adailton Fúria (PSD) para Hildon Chaves (União), a campanha do candidato governista pode perder sustentação territorial na reta final. Nas alianças conjuntas, Mariana Carvalho (Republicanos) também amplia sua rede de apoio.
Peso
Falando em migrar, Coronel Marcos Rocha (PSD) poderá descobrir que máquina pública não é patrimônio vitalício. Se seus candidatos ao Senado e à Câmara fracassarem nas urnas, o governador pode terminar o mandato sem o mesmo peso político com que chegou ao PSD.
Caminho
Marcos Rocha (PSD) poderá até repetir o caminho de outros governadores e retornar ao estado de origem, a exemplo de Jorge Teixeira. Afinal, depois de deixar o Palácio Rio Madeira, resta saber se Rondônia continuará sendo endereço político ou apenas uma página importante de sua trajetória de vida.
Conta
O staff de Marcos Rocha aposta em nomes como Jaqueline Cassol e Luiz Claudio para fortalecer seu grupo no PSD. A conta eleitoral, porém, precisa fechar. Política partidária não vive de intenção: vive de voto, mandato e poder.
Matemática
Se Juliane Fúria (PSD) e Pastor Evanildo (PSD) saírem das urnas com mandatos de deputado federal, o grupo de Expedito Júnior poderá recuperar espaço dentro do PSD. É aquela velha matemática da política: quem elege deputado, ganha o comando partidário.
Chave
O governador Coronel Marcos Rocha entrou no PSD com o comando partidário nas mãos. Agora, se o grupo de Adailton Fúria, Expedito Júnior e Marcelo Cruz ampliar sua força eleitoral dentro da legenda, o governador poderá descobrir que, na política, até a chave do partido muda de bolso.
Aproximou
Em Ji-Paraná, onde a disputa pelo Senado apertou, Acir Gurgacz (PDT) parece ter percebido que não dá para brincar de isolamento. Na reta final, deixou o afastamento do PT de lado e se aproximou da candidata Luciana Oliveira (PT) ao Senado.
Sinaliza
O gesto tem endereço político. Ao declarar apoio a Luciana Oliveira (PT) e defender a vitória de Lula (PT-SP), Acir Gurgacz (PDT) sinaliza que prefere manter abertas as portas do Palácio do Planalto. Em política, porta fechada hoje pode fazer falta amanhã.
Vento
A aproximação desmonta a tentativa de esconder o óbvio: Acir Gurgacz (PDT) não quer ficar longe de Lula (PT-SP). Depois de medir o vento em Ji-Paraná, ajustou as velas. E, desta vez, o vento parece soprar mais para Brasília do que para as urnas.
Forte
Falando em vento, Tânia Garimpeira (Podemos) sopra forte na disputa pela Câmara e poderá superar Euma Tourinho (Podemos) nas urnas. A missão é clara: conquistar uma cadeira e levar ao Congresso as pautas dos garimpeiros de Rondônia.
Trecho
O deputado estadual Alan Queiroz (PL) corre trecho pela reeleição. Com presença consolidada na capital e no interior, o parlamentar chega à reta final fortalecido e busca confirmar nas urnas uma votação entre as maiores do PL.
Mira
Em Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (União) reuniu mais de cinco mil pessoas ontem (22) para declarar apoio ao filho, Ninho Testoni (PL), que disputa uma cadeira na Assembleia. Família reunida, palanque cheio e voto na mira.
Batalha
Luizinho Goebel (PV) trava sua batalha dentro do PL para preservar a cadeira na Assembleia Legislativa. Após cinco mandatos, chega à reta final carregando um argumento político: não ter seu nome associado a escândalos de corrupção.
Bunda-moles
No Distrito de União Bandeirantes, Paulo Moraes Júnior (Podemos) disparou contra uma “meia dúzia de vereadores bunda-moles”. A frase provocou reação nos bastidores. Mas, como diz o velho ditado, só ajeita a carapuça quem acha que serviu.
Trabalham
Os irmãos Gedeão e Edwilson Negreiros trabalham para eleger Professora Glaucia Negreiros (Podemos) à Assembleia. A candidatura ganhou corpo e ela busca chegar entre as mais votadas da legenda para conquistar sua cadeira.
Sério
Falando sério, faltam 11 dias para a urna abrir e a política já mostra que vento muda de direção, apoio evapora e palanque encolhe. Na reta final, quem confundir euforia com voto pode descobrir tarde demais que eleição não perdoa excesso de confiança.

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AUTOR: HERBERT LINS





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