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A cultura de que o espaço e o poder público pertencem aos homens persiste e dificulta a aceitação da liderança feminina

Por Larina Rosa - quarta-feira, 23/09/2026 - 10h06

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A vida anda uma correria. Cada uma está batalhando pelo seu. A família e o trabalho vêm consumindo a maior parte do nosso tempo, por isso nem nos atentamos aos candidatos da vez.

Sabemos que política não é assunto de homem, houve algumas mudanças e hoje existem regras de cotas de gênero e destinação de recursos do fundo eleitoral para a candidatura delas. Mas o cumprimento efetivo ainda tem resistência e enfrenta resistência na hora de fiscalizar.

Acontece que mesmo formando 52% do eleitorado brasileiro, ainda ocupamos apenas 18% da Câmara dos Deputados e 20% do Senado Federal. E isso tem nos custado caro, por causa dessa falta de representação nossas pautas não estão sendo atendidas.

Também já sabemos que os partidos políticos possuem uma baixa proporção de mulheres em cargos de poder. Apesar da exigência legal da reserva mínima de candidaturas de gênero, eles encontram meios de burlar ou descumprir as regras nas disputas locais.

Não é novidade que a presença de mulheres na política é fundamental para garantir a diversidade democrática e assegurar que as políticas públicas atendam às necessidades reais da população. Mas ainda não avançamos.

As resistências e barreiras enfrentadas pelas mulheres na política são muitas. A cultura de que o espaço e o poder público pertencem aos homens persiste e dificulta a aceitação da liderança feminina.

Candidatas sofrem mais ataques pessoais e sexualizados na internet por homens que buscam invalidar suas candidaturas. Além da violência psicológica, ameaças ou assédio, elas ainda convivem com as desigualdades de recursos e duplas jornadas com os cuidados com a família. Nesse contexto, mulheres negras, indígenas e trans são as que mais sofrem rejeição. Logo são as menos selecionadas para serem candidatas.

Precisamos lembrar que a falta de referências e lideranças femininas pode desestimular outras mulheres a se consolidarem na política. Apenas colocar mulheres nas urnas não é o bastante, precisamos nos candidatar e também aprender a votar em candidatas que representam pautas essenciais como igualdade salarial, assistência social e combate à violência contra a mulher.

As candidatas da vez podem ajudar a transformar a estrutura de poder do país. Cabe a nós depositar um tempo e escolher as melhores propostas delas. Só uma mulher com um voto consciente pode tornar o mundo mais parecido com a gente.

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AUTOR: LARINA ROSA





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