Programa Conexão Produtiva orienta empresas de Porto Velho sobre contratação, permanência, adaptações e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência e neurodivergentes
Porto Velho, RO – Empresas de Porto Velho poderão contar com acompanhamento técnico para identificar obstáculos no ambiente profissional, elaborar planos de adaptação e qualificar gestores e equipes para receber trabalhadores com deficiência e neurodivergentes. O suporte faz parte do Conexão Produtiva, programa disponibilizado gratuitamente pela Prefeitura para organizações interessadas em fortalecer práticas de inclusão no mercado de trabalho.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), a iniciativa prevê análise das necessidades dos trabalhadores, implementação de adaptações e acompanhamento de indicadores relacionados à contratação, permanência, desenvolvimento e promoção profissional.
O atendimento começa após o preenchimento do Formulário de Interesse. Em seguida, representantes da empresa participam de uma reunião para conhecer as etapas da consultoria e as atribuições de cada parte. A adesão é formalizada por meio de um Termo de Compromisso, que antecede o início do acompanhamento técnico.
Entre os procedimentos previstos estão a identificação de barreiras existentes no local de trabalho e a elaboração do PAR — Plano de Adaptação Razoável. O programa também acompanha a execução das medidas propostas e oferece capacitação destinada às equipes e aos gestores das organizações participantes.
Os dados reunidos durante esse processo também serão utilizados na composição de informações do Observatório Municipal da Inclusão. Segundo a Prefeitura, os indicadores deverão contribuir para a avaliação das ações existentes e para a formulação de novas políticas públicas na área.
Além de apoiar o cumprimento da Lei de Cotas, o Conexão Produtiva busca atuar sobre fatores que dificultam a continuidade dos trabalhadores nas empresas. A proposta integra a política municipal de empregabilidade e direciona atenção não apenas à contratação, mas às condições necessárias para permanência e progressão profissional.
A secretária-adjunta da Semias, Tércia Marília, afirmou que a permanência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda representa um dos principais desafios enfrentados pelo município. Segundo ela, o cenário exige medidas que avancem além do acesso inicial às vagas e ofereçam condições para o crescimento profissional.
Dentro dessa estratégia, também foi criado o SGIP, sistema que deverá ser disponibilizado gratuitamente às empresas para acompanhamento de indicadores relacionados à inclusão. De acordo com Tércia Marília, a utilização de orientação técnica e dados permitirá identificar barreiras que prejudicam a permanência dos trabalhadores e direcionar as adaptações necessárias.
A secretária-adjunta acrescentou que a intenção é fazer dos planos de adaptação razoável o início de um processo voltado à valorização, autonomia e desenvolvimento dos profissionais.
O secretário da Semias, Paulo Afonso, destacou que a administração municipal pretende aproximar o setor público das empresas durante esse processo. Segundo ele, a disponibilização de conhecimento técnico busca facilitar a adoção das medidas necessárias e estabelecer uma atuação conjunta entre o município e o setor produtivo.
Para Paulo Afonso, o trabalho não deve ficar restrito ao aumento das contratações. A proposta também envolve assegurar condições para que pessoas com deficiência e neurodivergentes permaneçam nas empresas e tenham oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional.
O prefeito Léo Moraes também ressaltou a participação das empresas na ampliação das oportunidades. Segundo ele, o município busca apoiar tanto quem gera empregos quanto quem procura inserção no mercado de trabalho.
“A Prefeitura quer ser parceira de quem gera emprego e também de quem busca uma oportunidade”, afirmou.
De acordo com o prefeito, o Conexão Produtiva pretende oferecer suporte para que as organizações estejam preparadas para promover a inclusão e, ao mesmo tempo, proporcionar condições para a permanência e evolução profissional dos trabalhadores.
As empresas que participarem da iniciativa e atenderem aos critérios definidos pelo município ainda poderão receber o Selo Empresa Amiga da Inclusão. As organizações reconhecidas também poderão integrar o Ecossistema Municipal de Inclusão.
O selo será destinado às empresas que adotarem práticas relacionadas à inclusão, permanência, desenvolvimento e valorização profissional das pessoas com deficiência.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
COMENTÁRIOS:





