Suspeitas de lavagem de dinheiro envolvem imóveis de alto padrão, aeronaves, veículos de luxo e empresas utilizadas para esconder patrimônio de organização criminosa.
Porto Velho, RO – Imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas estão entre os bens investigados por suspeita de utilização em um esquema de ocultação patrimonial no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal (PF), propriedades e valores teriam sido registrados em nome de terceiros para dificultar a identificação dos verdadeiros donos e disfarçar a ligação com uma organização criminosa.
As apurações apontam que familiares, pessoas próximas aos investigados e indivíduos sem vínculo formal com o núcleo suspeito teriam sido utilizados como proprietários de bens. A estratégia, conforme a investigação, permitiria manter patrimônios de elevado valor econômico fora do nome dos integrantes do grupo.
Também foram identificados indícios de utilização de empresas brasileiras e estrangeiras, incluindo estruturas estabelecidas em paraísos fiscais. Entre os mecanismos investigados estão transações com dinheiro em espécie e movimentações financeiras que dificultariam o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
A possível participação de entidades religiosas e holdings patrimoniais integra outra frente das investigações. A suspeita é de que essas estruturas tenham sido empregadas para afastar formalmente a titularidade de bens de seus reais proprietários.
Diante dos elementos reunidos, quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta quinta-feira (29 de outubro), na capital fluminense. As diligências fazem parte da nona fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal para aprofundar a apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova etapa ocorre após uma série de ações destinadas a investigar a movimentação de recursos e a composição patrimonial dos suspeitos.
Na oitava fase da Operação Unha e Carne, foram presos um ex-prefeito de um município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer os mecanismos utilizados para movimentar recursos e ocultar bens relacionados ao grupo investigado.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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