Mercado financeiro registra terceiro pregão seguido de perdas na Bolsa brasileira, com recuo de 2,68% nesta quarta-feira (28), em meio às incertezas fiscais e políticas.
Porto Velho, RO – O mercado de câmbio encerrou a quarta-feira (28) com o dólar comercial negociado a R$ 5,34, após uma desvalorização de 0,19%. A moeda norte-americana chegou a atingir R$ 5,399 durante a tarde, mas perdeu força nas últimas horas de negociação. O movimento ocorreu após o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciar a manutenção das taxas de juros do país.
Enquanto a cotação do dólar apresentou uma pequena redução, o mercado acionário brasileiro enfrentou mais uma sessão de perdas. O Ibovespa, principal indicador da B3, terminou o pregão aos 171.006,10 pontos, com retração de 2,68%. Foi o terceiro fechamento consecutivo em território negativo, ampliando para 16,6% a desvalorização acumulada pela Bolsa nesta semana.
No cenário internacional, a decisão do Fed manteve os juros norte-americanos no intervalo de 3,75% a 4% ao ano, resultado que já era esperado pelos agentes financeiros. A medida contribuiu para o enfraquecimento do dólar no exterior, embora seus efeitos sobre o desempenho das ações brasileiras tenham sido limitados. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, composto por 500 grandes empresas, avançou 0,28% no encerramento das negociações.
A movimentação do câmbio brasileiro também refletiu a influência do ambiente externo. Durante a sessão, por volta das 13h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,399. Posteriormente, a cotação recuou e terminou o dia em baixa, acompanhando a perda de força da divisa internacionalmente.
Apesar da redução registrada nesta quarta-feira, o dólar apresenta valorização de 6,95% na semana. Parte significativa desse desempenho está relacionada à forte alta observada na segunda-feira (26). Considerando outubro, o avanço acumulado chega a 3,19%. Em relação ao início do ano, entretanto, a moeda ainda registra desvalorização de 2,59%.
Na Bolsa de Valores, a pressão vendedora atingiu empresas de diferentes segmentos econômicos. Os papéis de companhias ligadas ao setor imobiliário e de empresas de menor capitalização estiveram entre os mais afetados, em um ambiente marcado pela cautela dos investidores diante das perspectivas para a economia brasileira.
Durante as negociações, o Ibovespa chegou à máxima de 175.711,22 pontos e recuou até 170.162,48 pontos. O fechamento representou o menor patamar do indicador desde 20 de agosto, quando havia terminado o pregão aos 167.927,15 pontos. No acumulado de outubro, as perdas do principal índice da Bolsa brasileira alcançam 8,2%.
A saída de recursos estrangeiros também integra o cenário de pressão sobre o mercado acionário. Informações divulgadas pela B3 apontam que investidores internacionais retiraram R$ 2,846 bilhões da Bolsa brasileira na segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após o segundo turno das eleições presidenciais.
Desde a divulgação do resultado eleitoral, ajustes nas carteiras de investimentos vêm sendo realizados pelos participantes do mercado. A movimentação ocorre em meio às avaliações sobre os possíveis desdobramentos econômicos e políticos da formação do novo governo.
As indefinições relacionadas à condução da política fiscal brasileira permanecem entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. Também estão no centro das atenções os efeitos do cenário político nacional sobre as relações com os Estados Unidos.
Dessa forma, mesmo com a estabilidade dos juros norte-americanos e a ligeira redução na cotação do dólar, o mercado financeiro brasileiro encerrou mais uma sessão marcada por perdas expressivas nas ações e pela continuidade das incertezas sobre os rumos da economia.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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