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MANDATO E RESULTADO
Fernando Máximo detalha R$ 260 milhões em emendas, comenta 8 de Janeiro e confirma filiação ao PL para disputar o Senado

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Deputado federal fala sobre recursos destinados à saúde, educação e agricultura, aborda pandemia após citação de Adaílton Fúria, nega rixa com Bruno Scheid e afirma que não houve golpe de Estado

Por Vinicius Canova - terça-feira, 03/03/2026 - 15h31

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Porto Velho, RO – A destinação de quase R$ 260 milhões em emendas parlamentares para Rondônia foi apresentada pelo deputado federal Fernando Máximo como um dos principais eixos de sua atuação no mandato. Segundo ele, mais de R$ 172 milhões desse total foram direcionados à área da saúde, com aplicação em construção de unidades hospitalares, reformas e ampliações de Unidades Básicas de Saúde, aquisição de equipamentos médicos, compra de medicamentos e custeio de cirurgias eletivas.

Ao detalhar os investimentos, o parlamentar afirmou que os recursos foram concentrados em projetos estruturantes, voltados à ampliação da capacidade de atendimento da rede pública. Entre as iniciativas mencionadas está o programa de avaliação oftalmológica em escolas públicas, que, conforme relatou, já atendeu 16 mil estudantes em diferentes municípios. Ele explicou que os alunos passam por consulta com oftalmologista, realizam exames e, quando há prescrição, escolhem armação para a confecção personalizada dos óculos, entregues posteriormente.

Também foi citado o programa de tratamento da obesidade com uso do medicamento Mounjaro, inicialmente implantado em Vilhena e Ji-Paraná, com recursos destinados para Porto Velho. De acordo com Máximo, o projeto inclui acompanhamento multiprofissional por seis meses, com médico, endocrinologista, nutricionista, educador físico e psicólogo, além de exames laboratoriais periódicos. O objetivo, segundo ele, é reduzir complicações associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.

Na agricultura, o deputado relatou a destinação de tratores, implementos e caminhões para apoio ao pequeno produtor rural. Como exemplo, mencionou uma carreta para transporte de calcário, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, destinada a agricultores que não possuem condições de arcar com o frete. A medida, conforme explicou, busca ampliar a produtividade e reduzir custos para produtores de menor porte.

Na área da causa animal, foi destacado o programa de castração que, segundo informou, deve alcançar 18 mil procedimentos até abril. Ele afirmou que a ação contempla animais de rua e é realizada em parceria com protetores independentes e entidades locais. De acordo com o parlamentar, a iniciativa também contribui para a redução de acidentes envolvendo motociclistas e cães soltos em vias públicas.

O deputado afirmou ainda que todas as 38 APAEs de Rondônia receberam recursos de seu mandato, além de instituições voltadas ao atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista e outras entidades como AMA e Pestalozzi. Segundo ele, visitas periódicas são realizadas para acompanhar a execução das emendas e verificar a aplicação dos recursos.

Em outro momento da entrevista, a reorganização do cenário eleitoral também foi abordada. Fernando Máximo confirmou que deixará o União Brasil e formalizará filiação ao PL dentro da janela partidária, cujo prazo se encerra em 5 de abril. Ele declarou que se coloca como pré-candidato ao Senado pela legenda, em alinhamento com o grupo do senador Marcos Rogério.

O parlamentar afirmou que a permanência na antiga sigla tornou-se inviável naquele contexto e relatou que buscou uma alternativa partidária compatível com sua linha de atuação política. Rumores sobre eventual disputa interna envolvendo o nome de Bruno Scheid foram mencionados pelo entrevistador. Máximo negou qualquer conflito ou imposição e declarou que a narrativa de rixa não corresponde à realidade, afirmando que não houve briga nem condicionamento para exclusão de outro nome.

A pandemia de Covid-19 também foi tratada na entrevista após o repórter mencionar que Adaílton Fúria, do PSD, pré-candidato ao governo do Estado, tem utilizado a condução da crise sanitária como argumento político, dizendo que teria mantido o comércio aberto em contraposição ao Estado. Máximo, que ocupava o cargo de secretário de Saúde à época do pico da pandemia, afirmou que Rondônia esteve entre os estados que mais mantiveram atividades abertas, porém com cautela.

Ele declarou que as decisões foram tomadas com base no que classificou como controle de danos e que a equipe atuou com os recursos disponíveis diante de uma doença nova. “Nós fizemos o que foi preciso fazer naquele momento para salvar o máximo número de pessoas”, afirmou. Sobre a cloroquina, disse que a decisão de uso foi deixada a critério de médicos e pacientes, sem imposição ou proibição.

No campo jurídico-político, os atos de 8 de janeiro e a discussão sobre anistia também foram abordados. Máximo afirmou que, na avaliação dele, não houve configuração de golpe de Estado nas circunstâncias registradas. “Impossível o golpe de estado”, declarou, citando ausência de armas e o fato de os prédios estarem fechados naquele domingo. Ao mesmo tempo, disse que considera erradas as depredações e defendeu que os envolvidos respondam de forma proporcional aos danos causados.

Questionado sobre eventual apoio a impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, caso eleito senador, afirmou que qualquer medida deve depender de investigação formal. Segundo ele, ninguém está acima da lei e as providências devem ocorrer dentro da Constituição, sem exageros ou acusações sem base legal.

Encerrando a entrevista, o deputado afirmou que projetos de lei e destinação de recursos surgem de conversas com diferentes segmentos da sociedade, como mães de autistas, produtores rurais, associações e sindicatos. Ele declarou que considera essencial acompanhar presencialmente a execução de obras e programas financiados com verba pública, sustentando que a fiscalização direta integra as responsabilidades do mandato parlamentar.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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