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REÚSO
Programa Cisterna Sanear Amazônia amplia acesso à água potável para 800 famílias ribeirinhas em Porto Velho

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Iniciativa executada em parceria com a Prefeitura atende 24 comunidades com sistemas de captação e tratamento de água da chuva

Por Yan Simon - terça-feira, 03/03/2026 - 09h03

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Porto Velho, RO – Cerca de 800 famílias ribeirinhas de Porto Velho deverão ser contempladas pelo Programa Cisterna Sanear Amazônia, que alcança 24 comunidades da capital com ações voltadas ao acesso à água tratada e ao saneamento básico. A execução ocorre em articulação com o município, com a finalidade de evitar sobreposição de iniciativas e ampliar o alcance das políticas públicas.

O projeto foi apresentado à equipe da Prefeitura de Porto Velho pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), durante reunião institucional. De acordo com o coordenador do MAB, Océlio Muniz, a agenda teve como objetivo estreitar a relação com a gestão municipal e consolidar a integração das ações já em andamento nas áreas ribeirinhas. Segundo ele, o foco está na garantia de água tratada e saneamento para famílias de baixa renda que vivem em regiões de difícil acesso, buscando atuação conjunta para ampliar o atendimento e assegurar melhores condições às comunidades.

A importância da integração entre as instituições também foi destacada pelo diretor executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte. Ele afirmou que a união de esforços permite alcançar um número maior de famílias e fortalecer as ações locais. “O acesso à água de qualidade impacta diretamente na saúde e na qualidade de vida das pessoas”, declarou.

Desenvolvido com recursos federais, o programa implanta o Sistema Pluvial Multiuso Autônomo em áreas de várzea. A tecnologia social é destinada à captação, tratamento e armazenamento da água da chuva para uso doméstico. A estrutura é composta por calhas, dispositivo de descarte da primeira água, reservatórios de 1.000 e 5.000 litros, filtro de barro e instalação sanitária adaptada ao período de cheias da Amazônia.

O funcionamento ocorre por meio de dois módulos integrados. No módulo domiciliar, a água é captada do telhado, tratada e armazenada em reservatório individual de mil litros, sendo direcionada para banheiro, chuveiro e pias. Já o módulo comunitário complementar opera com fonte adicional, reservatórios de cinco mil litros, tratamento simplificado e distribuição por rede, especialmente em períodos de estiagem. Também é realizada capacitação das comunidades para gestão, uso e manutenção das estruturas.

Para reforçar as tecnologias implantadas, sistemas de energia solar fotovoltaica estão sendo instalados em substituição à rede convencional. As implementações ocorrem atualmente nas comunidades de Betel, Paulo Leal e Belmont.

As tecnologias sociais executadas pela ADAI, em parceria com o MAB, totalizam 398 unidades distribuídas nas comunidades de Betel (24), Paulo Leal (26), Belmont (19), Bom Será 1 (41), Bom Será 2 (17), Brasileira (77), Boca do Jamari (21), Terra Firme (26), Cavalcante (72), Ilha dos Veados (6), Mutuns (36), Rio Verde (23) e São Sebastião (10).

Outras 402 tecnologias sociais serão implementadas pelo Instituto Vitória Régia (IVR) nas comunidades de Aliança, Nova Aliança, Ramal do Babaçu, Ramal do Jacu, Itacoã, São Carlos, Maravilha, Terra Caída e Niterói.

O Sanear Amazônia é coordenado pelo Memorial Chico Mendes, em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio do Programa Cisternas do Novo PAC e do Fomento Rural. A execução conta ainda com apoio de entidades como Instituto Desenvolver (ID), Instituto Vitória Régia (IVR), Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), Associação de Mulheres do Baixo Cajari (AMBAC) e Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual (ADAI).

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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