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CONSELHO DE SEGURANÇA
Lula critica Conselho de Segurança da ONU e afirma que países promovem guerras em vez de paz

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Presidente também comenta conflito no Irã, anuncia planos eleitorais para 2026 e responsabiliza gestão anterior por caso envolvendo o Banco Master

Por Yan Simon - sexta-feira, 20/03/2026 - 07h44

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Porto Velho, RO – Durante discurso realizado na noite de quinta-feira (19), em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende cobrar posicionamento do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) diante do cenário de guerra envolvendo o Irã. Segundo ele, os países que integram o órgão deveriam atuar na preservação da paz, mas estariam envolvidos em conflitos.

Ao abordar o tema, Lula declarou que os cinco membros permanentes do Conselho — Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França — são responsáveis pela produção e comercialização de armamentos, o que, na avaliação dele, contribui para a continuidade das guerras. Ele também questionou os gastos globais com defesa, citando valores expressivos destinados à aquisição de armas, enquanto áreas como alimentação, educação e apoio a refugiados receberiam menos recursos.

O presidente afirmou que as consequências dos conflitos recaem principalmente sobre populações vulneráveis. Em sua fala, ressaltou que os mais pobres são os que sofrem os impactos diretos das guerras, ao mencionar o volume de investimentos militares realizados no último ano.

No mesmo evento, Lula anunciou que pretende disputar a reeleição à Presidência da República em 2026. Ele também informou que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será candidato ao governo de São Paulo. O presidente declarou ainda que deseja manter o vice-presidente Geraldo Alckmin na mesma função em uma eventual chapa.

Ainda durante o discurso, Lula comentou o caso envolvendo o Banco Master e atribuiu à gestão anterior a autorização para funcionamento da instituição financeira. Segundo ele, a aprovação ocorreu após decisão do Banco Central durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente afirmou que tentativas estariam sendo feitas para responsabilizar sua gestão pelo caso, o que foi rebatido em sua fala. Ele declarou que todas as apurações necessárias serão realizadas e mencionou que não deixará de investigar possíveis irregularidades relacionadas ao banco.

De acordo com Lula, o reconhecimento do Banco Master teria sido negado inicialmente, em 2019, pelo então presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Posteriormente, segundo o presidente, a autorização foi concedida em setembro do mesmo ano por Roberto Campos Neto, que presidiu a instituição durante o governo anterior.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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