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OPERAÇÃO RESCALDO
Justiça condena 11 integrantes de facção por ataques a ônibus escolares em Porto Velho e distritos

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Decisão da 2ª Vara Criminal reconhece crimes de organização criminosa, incêndio e explosão após investigações da Operação Rescaldo conduzidas pelo MPRO e forças de segurança

Por Yan Simon - segunda-feira, 23/03/2026 - 10h16

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Porto Velho, RO – Onze integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça de Rondônia pelos ataques a ônibus escolares registrados em janeiro de 2025 nos distritos de União Bandeirantes e Jaci-Paraná. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Porto Velho em março de 2026, após atuação do Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

Na sentença, foi reconhecida a prática dos crimes de organização criminosa armada, além de incêndio e explosão qualificados, considerados agravados pela gravidade das ações e pelos danos causados à coletividade. As investigações apontaram que os atos resultaram na destruição de dez ônibus escolares, atingidos com uso de fogo e artefatos explosivos.

O caso é resultado de apurações que identificaram um núcleo responsável por coordenar os ataques em diferentes pontos, em meio a uma série de atentados registrados na capital e em municípios do interior. Conforme apurado, as ações foram executadas sob orientação de uma facção com atuação nacional.

De acordo com as investigações, os crimes tiveram como motivação uma reação a operações de segurança pública realizadas contra o grupo em Porto Velho. Também foi identificado o objetivo de provocar instabilidade social e pressionar autoridades, afetando diretamente o transporte de estudantes e o acesso à educação nas localidades atingidas.

As penas variam conforme a participação de cada réu. Cinco foram condenados por integrar organização criminosa armada e pelos crimes de explosão e incêndio. Quatro deles receberam pena de 22 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado, enquanto outro foi condenado a 20 anos e 20 dias, também em regime fechado.

Outros seis réus foram responsabilizados pelo crime de integração de organização criminosa armada. Um deles teve pena fixada em 6 anos de reclusão em regime fechado, e os demais receberam condenação de 4 anos e 6 meses em regime semiaberto.

A Operação Rescaldo, que deu origem à ação penal, foi deflagrada em abril de 2025 com cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisões preventivas. A ofensiva contou com atuação conjunta do Gaeco, da Polícia Civil, por meio da 10ª Delegacia de Nova Mutum, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, da Força-Tarefa Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Polícia Técnico-Científica, responsável pelas perícias nos veículos e análise de dispositivos eletrônicos.

O Ministério Público de Rondônia informou que a atuação no caso reafirma o compromisso institucional no combate às organizações criminosas e na responsabilização de envolvidos em ataques contra serviços essenciais.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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