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Hildon e Fúria travam duelo pelo passaporte ao segundo turno

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Marcos Rogério lidera pesquisas, enquanto Hildon Chaves e Adailton Fúria disputam espaço, narrativa e credenciais para chegar ao segundo turno

Por Cícero Moura - segunda-feira, 10/08/2026 - 11h35

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AJUSTANDO

O cenário da eleição para o Governo de Rondônia começa a ganhar contornos mais definidos.

ALVO

E, embora a campanha oficial ainda não tenha começado, a disputa já entrou naquela fase em que os candidatos deixam de conversar apenas com seus aliados e passam a mirar diretamente os adversários.

TRÊS PRIMEIROS

A fotografia mais recente ajuda a entender o movimento. Pesquisa Real Time Big Data divulgada em julho colocou Marcos Rogério na liderança, com 36%, seguido por Adailton Fúria, com 28%, e Hildon Chaves, com 13%.

TRÊS PRIMEIROS 2

Em outro levantamento, do Instituto Phoenix, a ordem se repetiu: Marcos Rogério na frente, Fúria em segundo e Hildon em terceiro.

FATO

É nesse ambiente que a troca de críticas entre Hildon e Fúria ganha importância. A disputa dentro da disputa.

COMPETÊNCIA

Hildon Chaves passou a explorar uma questão que, eleitoralmente, é bastante objetiva: experiência administrativa.

COMPETÊNCIA 2

O ex-prefeito de Porto Velho sustenta que Fúria ainda não teria experiência suficiente para assumir o Governo de Rondônia.

REALIDADE

É um argumento legítimo de campanha. Governar um Estado é diferente de administrar uma prefeitura.

MAIS COMPLEXO

A estrutura é maior, o orçamento é mais complexo, existem relações permanentes com Brasília, uma extensa rede de saúde e educação, segurança pública, infraestrutura, servidores, dívida, investimentos e uma série de responsabilidades que ultrapassam, em muito, os limites de uma administração municipal.

DETALHE

Mas o argumento também tem um contraponto. Fúria pode responder que experiência não se resume ao tempo ocupado em determinado cargo.

ESTRATÉGIA

Sua passagem pela Prefeitura de Cacoal, seus resultados políticos e sua capacidade de comunicação com o eleitorado são justamente os elementos que pretende apresentar como credenciais para chegar ao Palácio Rio Madeira.

ESTRATÉGIA 2

E é aí que começa uma disputa interessante: Hildon tenta transformar experiência em diferencial; Fúria tenta transformar renovação e capacidade de gestão municipal em diferencial.

ESTRATÉGIA 3

Nenhum dos dois está discutindo isso por acaso. Fúria também mira Marcos Rogério. Ao mesmo tempo, Fúria abriu uma segunda frente de batalha, desta vez contra Marcos Rogério.

PEDÁGIO

A questão da privatização da BR-364 e do modelo de concessão tornou-se uma arma política.

PEDÁGIO 2

Fúria cobra do senador uma postura mais contundente em defesa de Rondônia e questiona sua atuação diante do processo que envolve uma das principais rodovias do Estado.

AMPLO DEBATE

O tema é eleitoralmente poderoso porque mexe diretamente com o bolso e com a vida do rondoniense.

ARGUMENTOS

Pedágio, condições da rodovia, custo do transporte e impacto sobre quem precisa viajar pela BR-364 são assuntos capazes de ultrapassar facilmente a bolha política.

BRASÍLIA

Marcos Rogério, por sua vez, tem outra narrativa para apresentar ao eleitor: a de quem está há anos em Brasília e afirma ter destinado atenção e recursos a Rondônia durante sua trajetória como deputado federal e senador.

EXPLICAÇÃO

Essa é uma disputa clássica entre presença e resultado. Fúria questiona: o que foi feito especificamente para defender Rondônia?

CONTRAPONTO

Marcos Rogério responde: o que foi feito ao longo dos anos em termos de recursos, articulação e investimentos?

ELEITOR

A eleição decidirá qual dessas narrativas terá maior capacidade de convencer o eleitor.

TERCEIRO

E onde entra Hildon nessa história? Aqui está talvez o ponto mais importante da largada eleitoral. Hildon não pode ignorar Fúria. Fúria não pode ignorar Hildon.

LÍDER

E ambos sabem que Marcos Rogério, hoje, parte de uma posição confortável nas pesquisas.

LÍDER 2

O levantamento Real Time, por exemplo, mostra o senador à frente dos dois e indica Fúria como o adversário mais próximo. Isso ajuda a explicar a intensidade dos ataques.

TÁTICA

Para Fúria, consolidar-se como principal alternativa a Marcos Rogério significa evitar que Hildon cresça e roube seu espaço.

TÁTICA 2

Para Hildon, recuperar terreno significa justamente impedir que Fúria se consolide como o nome naturalmente destinado ao segundo turno.

SEGUNDO

É uma guerra pelo segundo lugar. E essa guerra pode ser tão importante quanto a disputa pela liderança.

ESPECTADOR

Marcos Rogério observa de camarote? Não exatamente. O senador também precisa responder aos ataques e transformar sua vantagem nas pesquisas em uma candidatura competitiva até o fim.

BÔNUS

Sua principal vantagem é conhecida: oito anos no Senado, além da experiência anterior na Câmara dos Deputados.

CAMINHOS

Ele pode apresentar ao eleitor uma trajetória parlamentar extensa e argumentar que conhece Brasília, os ministérios, o Congresso e os caminhos para buscar recursos para Rondônia.

ÔNUS

Mas essa mesma trajetória cria uma obrigação política maior. Quanto mais tempo alguém permanece em Brasília, maior é a cobrança sobre aquilo que efetivamente entregou ao Estado.

ÔNUS 2

Portanto, Marcos Rogério terá de fazer mais do que apresentar uma lista de investimentos.

DEMONSTRATIVO

Precisará demonstrar ao eleitor como esses recursos se transformaram em obras, serviços e melhorias concretas na vida dos rondonienses.

DEMONSTRATIVO 2

E Fúria certamente tentará explorar justamente essa diferença entre ter mandato e ter resultados percebidos pela população.

INTERESSE

A eleição começa a ficar interessante. Há uma certa lógica na guerra entre Hildon e Fúria.

OBJETIVO

Ambos precisam chegar ao segundo turno para continuar na disputa. E, neste momento, os dois representam projetos politicamente semelhantes em alguns aspectos, disputando um eleitorado que não é infinito.

EX-PREFEITOS

Hildon tem a experiência de ter administrado Porto Velho. Fúria carrega a experiência de Cacoal e uma imagem de político mais jovem e combativo.

CONGRESSO

Marcos Rogério tem a experiência parlamentar e uma posição de liderança nas pesquisas. São três credenciais diferentes colocadas diante do eleitor.

NADA IDEOLÓGICO

Por isso, a eleição de Rondônia não deverá ser decidida apenas pela ideologia ou pela simpatia pessoal.

PREPARO

A tendência é que a discussão avance para uma pergunta mais prática: quem está mais preparado para governar o Estado e, principalmente, quem consegue provar isso?

DIRETRIZ

Hildon tentará provar que experiência administrativa é indispensável. Fúria tentará provar que experiência municipal pode ser suficiente — e que sua capacidade de renovação pode ser justamente aquilo que o Estado precisa.

PODER DE ARTICULAÇÃO

Marcos Rogério tentará provar que oito anos no Senado e uma passagem anterior pela Câmara lhe deram aquilo que os adversários não têm: experiência política em Brasília e capacidade de articulação.

CENÁRIO DE HOJE

No final, cada um terá de transformar sua própria história em argumento eleitoral. E, por enquanto, a fotografia das pesquisas favorece Marcos Rogério. Mas eleição não é fotografia; é filme. E ainda há muitos capítulos pela frente.

POSICIONAMENTO

A guerra entre Hildon e Fúria, portanto, não é um acidente da pré-campanha. É a consequência natural de uma disputa em que três nomes tentam ocupar dois lugares no segundo turno.

PRIMEIRO CHEGAR

E, nesse tipo de eleição, às vezes a batalha pelo segundo lugar é justamente aquela que decide quem terá o direito de disputar o primeiro.

FRASE

Estratégia sem credibilidade vira encenação; credibilidade com estratégia pode virar liderança.

Rodapé da coluna

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AUTOR: CÍCERO MOURA





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