Evento promovido pelo governo de Rondônia segue até quinta-feira (16) com participação de estudantes indígenas de diversas regiões
Porto Velho, RO – Apresentações culturais marcaram o início da IV Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena (Maloca), realizada no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho. A programação reúne estudantes da rede estadual em atividades que incluem documentários, teatro, dança, música e exposições de artesanato e fotografias, evidenciando diferentes manifestações culturais dos povos indígenas.
A iniciativa, que segue até quinta-feira (16), foi organizada pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com foco na valorização dos saberes tradicionais e no fortalecimento da identidade cultural nas escolas públicas. A proposta também envolve ações educativas voltadas à diversidade, promovendo o intercâmbio de conhecimentos entre estudantes de várias regiões do estado.
Durante a abertura, o governador em exercício, desembargador Alexandre Miguel, afirmou que a mostra contribui para o fortalecimento das políticas públicas direcionadas aos povos indígenas e destacou que o evento funciona como espaço de reconhecimento e preservação cultural. Segundo ele, trata-se de um ambiente onde os estudantes podem expressar suas identidades e manter vivas suas tradições no contexto escolar.
Na mesma linha, o secretário da Seduc, Massud Brada, apontou que o evento amplia o diálogo entre culturas e fortalece práticas pedagógicas inclusivas. Ele destacou que a troca de experiências entre os estudantes contribui para enriquecer a formação educacional em toda a rede estadual.
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O secretário da Casa Civil, Elias Rezende, ressaltou que a Maloca promove integração e valorização das histórias de cada povo. Conforme declarou, o evento ultrapassa o caráter cultural e reforça vínculos, aproximando a comunidade escolar de suas origens e reafirmando o compromisso com políticas educacionais voltadas à diversidade.
Entre os participantes, a estudante Rafaela Cinta Larga apresentou um documentário sobre o Paralelo 11, episódio relacionado ao massacre contra seu povo, abordando também a resistência da comunidade ao longo do tempo. Além disso, participou de uma encenação teatral baseada no mito de origem, com a narrativa sobre o surgimento do sol e da lua.
Outro participante, Kelvin Cinta Larga, destacou a importância da iniciativa para a preservação cultural, afirmando que a juventude deve manter viva essa tradição. Já o estudante Kenedy Paiter Suruí integrou a programação com uma dança tradicional e uma música representativa de seu povo, reforçando elementos identitários da cultura Paiter Suruí.
Com informações de: Governo de Rondônia
