Especialista alerta para consultas anuais e diagnóstico precoce, enquanto colunista enfatiza autonomia e direitos de pessoas com deficiência visual
Porto Velho, RO – A necessidade de ampliar o cuidado com a saúde ocular ganhou destaque durante o mês de conscientização conhecido como Abril Marrom, que mobiliza ações voltadas à prevenção de doenças que podem comprometer a visão. No contexto da campanha, especialistas têm reforçado que o acompanhamento médico regular é determinante para reduzir riscos e evitar agravamentos.
Durante participação no quadro Momento da Inclusão, exibido pela TV Rondônia, o oftalmologista Renato Veloso ressaltou que a realização de consultas periódicas deve fazer parte da rotina da população. Segundo ele, a recomendação é que o acompanhamento ocorra ao menos uma vez por ano, já que a identificação precoce de problemas amplia as possibilidades de tratamento e diminui as chances de evolução para quadros mais graves.
O médico também destacou doenças como glaucoma e catarata, que, apesar de possuírem tratamento, exigem diagnóstico antecipado. Ele explicou que, quando essas condições são detectadas tardiamente, podem avançar para estágios irreversíveis, impactando de forma permanente a qualidade de vida dos pacientes.
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No mesmo espaço, o colunista Jailton Delogo enfatizou que a prevenção continua sendo o principal instrumento para evitar a deficiência visual total. Ele defendeu que o cuidado com os olhos deve ser encarado como uma responsabilidade individual, mas ponderou que a perda da visão não representa o fim das possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
Ao abordar a realidade de pessoas com deficiência visual, Delogo destacou a importância de mecanismos de adaptação, como a alfabetização em braile, além do estímulo à locomoção e ao desenvolvimento da coordenação motora. Ele também apontou que instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, têm o dever de oferecer estrutura adequada para garantir inclusão efetiva.
Outro aspecto abordado foi a inserção no mercado de trabalho. O colunista lembrou que há profissionais com deficiência visual atuando em diferentes áreas e citou a própria trajetória como exemplo, ao conquistar uma vaga no Tribunal de Contas por meio de concurso público. Para ele, a principal dificuldade ainda está na falta de informação. “Muitas pessoas não sabem que existem garantias constitucionais que asseguram o acesso ao trabalho, à educação e à inclusão com igualdade de oportunidades”, afirmou.
A mobilização em torno do tema reforça que a preservação da saúde ocular está diretamente ligada à prevenção e ao acesso à informação, ao mesmo tempo em que evidencia a importância de políticas e práticas que assegurem inclusão e autonomia para pessoas com deficiência visual.
