Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Feminicídios crescem 4% no Brasil enquanto mortes violentas atingem menor taxa desde 2012

🛠️ Acessibilidade:

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta 1.571 feminicídios em 2025 e redução de 8,2% nas mortes violentas intencionais no país

Por Yan Simon - quinta-feira, 23/07/2026 - 10h04

Porto Velho, RO – O avanço da violência letal contra as mulheres contrariou a tendência de redução dos principais indicadores de criminalidade no Brasil em 2025. No período, 1.571 vítimas foram mortas em casos classificados como feminicídio, média de 4,3 ocorrências por dia. O número representa crescimento de 4% na comparação com 2024.

Os dados fazem parte da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23). Segundo o levantamento, 44,4% das mulheres assassinadas no país durante o ano foram mortas por razões de gênero. Trata-se do maior percentual observado desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal brasileiro.

A taxa nacional chegou a 1,4 vítima de feminicídio para cada grupo de 100 mil mulheres. As tentativas desse crime também aumentaram. Ao todo, 4.189 mulheres sobreviveram a ataques em 2025, resultado 5,9% superior ao registrado no ano anterior.

Na prática, para cada feminicídio consumado, quase três tentativas foram contabilizadas no país. Quando os casos consumados e tentados são analisados em conjunto, Centro-Oeste e Norte aparecem com as maiores taxas: 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.

Os menores índices foram verificados no Sudeste, com 4,2 vítimas por 100 mil mulheres, seguido do Nordeste, com 4,8, e do Sul, com 5,2.

Apesar do crescimento dos feminicídios, o total de mortes violentas intencionais caiu 8,2% em todo o território nacional. A taxa passou de 20,6 casos por 100 mil habitantes, em 2024, para 19,1 por 100 mil habitantes em 2025.

Esse foi o menor patamar registrado desde o início da série histórica, em 2012. Também foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes. No primeiro ano da medição, a taxa era de 27,7.

Em números absolutos, foram contabilizadas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025. No ano anterior, haviam sido registradas 44.127 ocorrências.

A classificação de mortes violentas intencionais reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais e assassinatos de policiais, tanto em serviço quanto fora do horário de trabalho.

Entre os crimes que apresentaram redução estão o homicídio doloso, com queda de 10%, o latrocínio, que recuou 17%, e a lesão corporal seguida de morte, com diminuição de 15,2%. Em sentido contrário, as mortes provocadas por intervenções policiais cresceram 5,4%.

Embora o índice nacional tenha diminuído, sete unidades da Federação registraram aumento das mortes violentas intencionais. A maior alta ocorreu no Rio Grande do Norte, com 19,6%. Rondônia aparece em seguida, com crescimento de 7,5%.

Também foram registrados aumentos no Acre, com 6,3%; em Roraima e no Distrito Federal, ambos com 5,8%; no Mato Grosso do Sul, com 4,9%; e no Rio de Janeiro, com 2,1%.

Nos demais estados, houve redução. As maiores quedas ocorreram no Amazonas, com 32,5%; Rio Grande do Sul, com 25,7%; Mato Grosso, com 23,2%; Piauí, com 15,7%; Paraná, com 15,5%; e Minas Gerais, com 14,2%.

Também apresentaram diminuição Goiás, com 12,7%; Santa Catarina, com 11,1%; Bahia, com 9,6%; Pernambuco, com 9,3%; Espírito Santo, com 8,4%; Ceará, com 7,5%; Alagoas, com 6,6%; e Amapá, com 5,9%.

As demais reduções foram observadas na Paraíba e em São Paulo, ambos com 3,9%; Pará, com 3,7%; Sergipe, com 3%; Tocantins, com 2,2%; e Maranhão, também com 2,2%.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: