Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

ECONOMIA BRASILEIRA
Arrecadação federal atinge recorde histórico e soma R$ 229,2 bilhões em março de 2026

🛠️ Acessibilidade:

Resultado mensal e acumulado do trimestre são os maiores da série histórica, com avanço impulsionado por emprego, consumo e mudanças tributárias

Por Yan Simon - quarta-feira, 29/04/2026 - 07h47

Compartilhe
72 compartilhamentos
Facebook Instagram WhatsApp X

Porto Velho, RO – Com impacto direto no resultado das contas públicas, a arrecadação federal registrou em março de 2026 o maior valor já apurado para o período. O montante alcançou R$ 229,2 bilhões, conforme divulgado pela Receita Federal nesta terça-feira (28). O desempenho contribui para a estratégia do governo de cumprir a meta fiscal estabelecida para o ano, fixada em superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), além de reduzir o déficit nas contas públicas, ainda que projeções indiquem possibilidade de saldo negativo ao fim do exercício.

Na comparação com março de 2025, o resultado apresentou crescimento real de 4,99%, já descontada a inflação. No acumulado de janeiro a março, também foi registrado recorde, com arrecadação total de R$ 777,12 bilhões, o que representa alta real de 4,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Fisco, o avanço foi sustentado por diferentes fontes de receita. Houve elevação nas contribuições destinadas à Previdência Social, impulsionadas pelo aumento do emprego formal e da massa salarial. Também foi observado desempenho positivo nas receitas de PIS e Cofins, tributos ligados ao consumo e à prestação de serviços, além do crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital.

Outro destaque foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que somou R$ 8,3 bilhões em março. O tributo apresentou expansão real de 50,06% no mês e de 44,45% no acumulado do ano. Esse aumento está associado a alterações nas regras implementadas em 2025, que ampliaram a tributação sobre operações de crédito e câmbio.

O crescimento da arrecadação também reflete a ampliação da atividade econômica e mudanças tributárias recentes. Entre as medidas adotadas estão ajustes na tributação de investimentos, reoneração de setores e elevação de impostos incidentes sobre operações financeiras e importações, fatores que contribuíram para ampliar a base de receitas do governo.

A partir de 2026, a taxação de dividendos passou a integrar as fontes de arrecadação. Em março, esse mecanismo gerou cerca de R$ 308 milhões. A regra estabelece cobrança de 10% sobre valores superiores a R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas. A medida foi adotada para compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil.

Embora ainda tenha participação reduzida no total arrecadado, a expectativa é de que essa modalidade ganhe relevância ao longo do tempo. Os dados indicam que o ano começou com arrecadação em patamar elevado, repetindo o comportamento observado em 2025. O desempenho futuro dependerá da evolução da economia, do mercado de trabalho e da adoção de novas medidas fiscais.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: