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GOVERNO NAS REGIÕES
Memorial Rondon revitalizado impulsiona turismo histórico na região Madeira-Mamoré, em Rondônia

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Espaço em Porto Velho reabre com estrutura renovada, reforça preservação da memória e integra roteiro de atrações culturais e históricas do estado

Por Yan Simon - segunda-feira, 04/05/2026 - 09h06

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Porto Velho, RO – A reabertura do Complexo Memorial Rondon, em Porto Velho, após obras de revitalização realizadas pelo governo de Rondônia, reforça a estratégia de valorização do turismo histórico-cultural na região Madeira-Mamoré. O espaço, situado às margens do Rio Madeira, passou por intervenções estruturais, incluindo pintura, manutenção e substituição completa do telhado, além da instalação de sistema de monitoramento 24 horas. A visitação foi retomada em março, sob coordenação da Superintendência Estadual de Turismo (Setur).

Com acesso gratuito e funcionamento de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, o memorial soma mais de 130 mil visitantes desde sua inauguração, em 2015. As visitas são guiadas por militares da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, sem necessidade de agendamento. No entorno, outros elementos compõem o circuito turístico, como a igrejinha de Santo Antônio, uma maloca indígena, um mirante com vista para o Rio Madeira e estruturas históricas ligadas à formação da capital.

O espaço reúne um acervo permanente com mais de 400 itens relacionados à trajetória do Marechal Cândido Rondon. Entre os materiais expostos estão documentos, fotografias, peças originais e réplicas utilizadas nas expedições, além de mapas históricos e registros sobre a implantação das linhas telegráficas. O visitante também tem acesso a um antigo telégrafo e a painéis informativos sobre o processo de colonização da região.

A criação do memorial foi associada à preservação da identidade regional e ao estímulo ao turismo histórico. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que a iniciativa busca valorizar a trajetória do estado, destacando que os antigos postos telegráficos da expedição Rondon deram origem a diversas cidades. Segundo ele, preservar essa história é reconhecer a formação de Rondônia.

O titular da Setur, Gilvan Pereira, declarou que o espaço funciona como um convite ao público nacional e internacional, ao reunir elementos que conectam o passado ao presente da Amazônia. De acordo com ele, o memorial se consolida como um dos principais cartões-postais turísticos do estado.

A origem desse patrimônio remonta ao início do século XX, quando a Comissão Rondon implantou linhas telegráficas para integrar regiões isoladas do país. Conforme explicou o historiador Lourismar Barroso, autor de obras sobre o tema, o telégrafo representava, à época, o principal meio de comunicação para áreas distantes. A missão enfrentou obstáculos na floresta amazônica, onde foi necessário abrir caminhos e instalar estruturas em meio à mata. Com o tempo, os postos telegráficos se transformaram em núcleos urbanos.

Barroso também destacou que o trabalho de Rondon teve impacto direto na integração territorial, sendo reconhecido ainda em 1916 pelo antropólogo Edgar Roquette-Pinto, que sugeriu a denominação “Terras da Rondônia”. O historiador ressaltou que a atuação do marechal junto aos povos originários contribuiu para que ele recebesse o título de “Marechal da Paz”.

Além do memorial, a região Madeira-Mamoré concentra outros pontos de interesse histórico. A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, inaugurada em 1º de agosto de 1912, permanece como um dos principais símbolos da formação econômica local e integra o circuito turístico de Porto Velho com museu e áreas de contemplação. No centro da capital, as três caixas d’água, instaladas entre 1910 e 1912, continuam como referência urbana e patrimônio histórico.

O Mercado Cultural de Porto Velho também integra o roteiro, reunindo gastronomia regional e manifestações artísticas em um espaço que remete ao início do século XX. Já em Guajará-Mirim, o museu instalado na antiga estação ferroviária preserva acervo relacionado ao ciclo da borracha, à ferrovia e à cultura local.

A região Madeira-Mamoré reúne ainda municípios como Nova Mamoré, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste, que compartilham heranças históricas ligadas à formação do estado. Porto Velho e Guajará-Mirim, primeiros municípios de Rondônia, concentram parte significativa desse patrimônio, que inclui estruturas da ferrovia, memoriais e elementos culturais que refletem a diversidade da população local, formada por descendentes de diferentes origens, além de indígenas e comunidades ribeirinhas.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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