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Filme rodado em Rondônia leva inclusão e superação a estudantes no CINEAMAZÔNIA

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Curta E Assim Aprendi a Voar foi exibido na Escola Major Guapindaia e mostrou como o audiovisual abriu novas possibilidades ao cadeirante Guilherme Sussuarana

Por Vinicius Canova - terça-feira, 04/08/2026 - 16h39

Porto Velho, RO – A presença de Guilherme Sussuarana diante dos estudantes da Escola Estadual Major Guapindaia aproximou a história exibida na tela da experiência vivida pelo próprio protagonista. Cadeirante, ele acompanhou, na segunda-feira (3), a apresentação do curta-metragem E Assim Aprendi a Voar durante a abertura da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental, em Porto Velho.

Dirigido por Antonio Fargoni, o filme acompanha um jovem que enfrenta dificuldades para encontrar uma nova oportunidade de trabalho e descobre no cinema um caminho para reorganizar a própria trajetória. A produção aborda inclusão, resiliência, representatividade e a possibilidade de seguir em frente mesmo diante de portas fechadas.

Guilherme contou que sua aproximação com o audiovisual ocorreu de maneira inesperada, mas se transformou em uma experiência capaz de ampliar suas perspectivas pessoais e profissionais.

“Eu entrei no audiovisual quase por acaso e descobri um universo que me fez enxergar novas possibilidades para a minha vida”, afirmou.

Segundo o protagonista, o curta não se limita a apresentar as dificuldades enfrentadas por uma pessoa com deficiência. A obra também procura mostrar que limitações impostas socialmente não impedem a ocupação de espaços, a realização de sonhos e a construção de novas histórias.

“Como pessoa com deficiência, eu sei que muitas vezes a sociedade tenta nos limitar, mas esse trabalho mostra justamente o contrário: que nós podemos ocupar espaços, contar nossas histórias e realizar nossos sonhos”, declarou.

Produzido em Rondônia, E Assim Aprendi a Voar recebeu premiações em eventos como o Cine Minhocão, o Festival de Rondônia e o Olhar do Norte. A narrativa de perseverança apresentada na obra estabeleceu diálogo com os jovens presentes na sessão, especialmente com aqueles que enfrentam barreiras de acesso e inclusão.

Para Guilherme, a realização da atividade dentro de uma escola pública fortalece o alcance da mensagem. Ele destacou que estudantes com deficiência podem se reconhecer na tela e perceber que também têm espaço no cinema e em diferentes áreas da sociedade.

“A representatividade é importante porque mostra possibilidades e ajuda a construir confiança para enfrentar os desafios da vida”, disse.

A sessão integrou a programação de abertura do CINEAMAZÔNIA na Escola Major Guapindaia. Ao longo do dia, os alunos acompanharam produções voltadas à cultura amazônica, às questões sociais e ambientais e ao fortalecimento do cinema realizado na região.

O diretor do festival, José Jurandir da Costa, afirmou que a proposta de levar produções audiovisuais às escolas busca democratizar o acesso ao cinema e alcançar públicos que nem sempre têm contato com esse tipo de atividade cultural.

“Quando exibimos um filme como E Assim Aprendi a Voar dentro da escola, estamos oferecendo aos estudantes a oportunidade de refletir sobre inclusão, superação e cidadania por meio de uma linguagem que dialoga diretamente com eles”, afirmou.

Além das exibições, a 19ª edição do festival oferece oficinas e atividades formativas. A programação segue até o dia 7 de agosto e contempla escolas públicas de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

O CINEAMAZÔNIA é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia.

A edição conta com apoio da Cinemateca Brasileira, da Sociedade Amigos da Cinemateca, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Laboratório Universitário de Cinema e Audiovisual, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Rondônia. A realização é da Acapulco Filmes.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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