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COLUNA DO SPERANÇA
Confúcio Moura aposta em Pedro Abib; Expedito Júnior articula Fúria e Expedito Neto; e Bruno Scheit polemiza sobre êxodo em Rondônia

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Coluna aborda bastidores da sucessão estadual, movimentações para o Senado, disputa na AROM e os impactos políticos das inelegibilidades no Norte do país

Por Carlos Sperança - quinta-feira, 07/05/2026 - 16h43

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Véspera do desastre

Por sua bela história de vida, o mínimo que se pode dizer sobre Martin von Hildebrand, secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), é que é um homem sábio. Nascido em Nova Iorque, mas com vivência na Colômbia desde criança e formação acadêmica em Etnologia na Irlanda e França, ele conhece bem o mundo e sua gente, objetos de seus estudos. Sobretudo a Amazônia e seus povos fazem parte de sua lida diária, tornando recomendável ouvir o que ele diz.

Por exemplo: “A Amazônia está sob pressão e se aproxima de um ponto de não retorno”. Quem sai do zero e de repente mergulha profundamente na realidade amazônica fica estarrecido ao saber que por quase três décadas estava paralisada a Comissão Especial de Ciência e Tecnologia da Amazônia (CECTA), sendo reativada somente há um mês, quando caiu de vez a ficha de que o ponto de não retorno está muito próximo.

Para fazer a lição de casa de décadas perdidas, a comissão elaborou uma pauta de tirar o fôlego, mas sem a qual todos estaremos com o fôlego irremediavelmente prejudicado. A orientação de ouro vem da diretora executiva da comissão, Vanessa Grazziotin. Para ela, “a cooperação precisa se traduzir em ações práticas”. De fato, já se falou demais e muito planejamento tem sido feito, mas a ação é urgente e obrigatória. Se o ponto de não retorno vier não vai resolver apontar culpados.

Eleições na AROM

A Associação Rondoniense de Municípios-AROM, que nasceu como uma modesta associação de prefeitos na década de 80 se prepara para eleição renovando sua direção. Estarão frente a frente os prefeitos Marcélio Rodrigues Uchoa, de Nova Mamoré e Sydney Borges de Alvorada do Oeste disputando a presidência da entidade. A associação surgiu tendo como seu primeiro presidente o então jovem prefeito de Rolim de Moura, Valdir Raupp, que mais tarde seria eleito governador. Também o ex-governador Jose Bianco comandou a entidade quando prefeito de Ji-Paraná. O último nome expressivo no comando da AROM foi o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, candidato a governador no pleito 2026.

Algo novo

O MDB, partido que já elegeu governadores e senadores e foi a maior agremiação em Rondônia, atualmente em queda livre, aposta em algo novo na política para a eleição ao governo estadual. O velho manda brasa que já teve no antigo Palácio Presidente Vargas, o governador Ângelo Angelim (foi nomeado, com base eleitoral em Vilhena), Jeronimo Santana (Porto Velho, o primeiro governador eleito pelo voto direto), Valdir Raupp (Rolim de Moura) e Confúcio Moura (Ariquemes em dois mandatos), projeta nas eleições 2026 o professor universitário Pedro Abib, da Universidade Católica. Terá como escudeiros como candidatos ao Senado, o senador Confúcio Moura e o ex-senador Amir Lando.

Estão combinados!

Sob a mesma coordenação – do ex-senador Expedito Junior – os governadoráveis Adailton Fúria (PSD) e Expedito Neto (PT) estariam combinados nesta campanha 2026. O candidato que colar, com possibilidade de alcançar um segundo turno previsível, teria o apoio do outro. Pelo menos é o que pensam os concorrentes que indagam, porque motivo nenhum critica o outro salientando que nos debates programados para as emissoras de rádio e televisão isto será bem visível para os ouvintes e espectadores. O tempo dirá se os dois realmente estão pulando cirandinha.

Faltam oportunidades?

O pré-candidato ao Senado, o milionário Bruno Scheit (PL) afirma que a evasão populacional ocorrida em Rondônia, constatada pelo IBGE, é o resultado da falta de oportunidades em Rondônia. Na verdade, o êxodo demográfico rondoniense foi decorrente do ciclo pós usinas, com enormes contingentes de trabalhados se mudando para outros estados na década passada e atualmente não faltam oportunidades, já que temos um verdadeiro apagão de mão de obra na construção civil, falta de trabalhadores nos supermercados, restaurantes. Existem milhares de vagas para serem ocupadas no comercio e na construção civil em Rondônia.

Dois inelegíveis

Com a condenação do ex-govenador do Acre Gladson cameli, agora são dois govenadores da região norte que se tornaram inelegíveis para as eleições de 2026. O outro é Antônio Denarium, de Roraima. Por coincidência ambos estavam liderando a corrida ao Senado nos seus estados e os concorrentes agora estão comemorando a desgraceira de ambos. Os outros governadores que deixaram o cargo na Amazonia, Wilson Miranda (Amazonas) e Helder Barbalho (Pará) estão firmes e fortes na peleja ao Senado. A briga mais equilibrada é no Amazonas, com o senador Omar Aziz e o o governador Wilson Miranda.

*** No Amazonas o deputado estadual Roberto Cidade foi eleito governador tampão do Amazonas e já assumiu o cargo. Já, Roraima terá eleição suplementar dia 21 de junho também para mandato tampão com a cassação do govenador Antônio Denarium e o vice que assumiu *** Situação complicada de nossos estados vizinhos. ***Mas sem intercorrências com a justiça eleitoral, os vices governadores no Acre e no Pará assumiram com seus respectivos governadores renunciando para disputar cadeiras ao Senado *** Em Rondônia o governador Marcos Rocha vem quente e fervendo para apoiar o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) na sua sucessão. A máquina estadual entra em campo.

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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