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INADIMPLÊNCIA
Banco do Brasil reduz projeção de lucro após alta da inadimplência no agronegócio

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Banco registrou lucro ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com impacto do aumento nos atrasos de pagamentos no crédito rural.

Por Yan Simon - quinta-feira, 14/05/2026 - 08h28

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Porto Velho, RO – A revisão das expectativas financeiras para 2026 foi anunciada pelo Banco do Brasil após o banco público encerrar o primeiro trimestre deste ano com redução expressiva no lucro e piora nos indicadores de rentabilidade. A instituição passou a projetar lucro entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões até o fim do ano, abaixo da previsão anterior, que variava de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões.

De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (13), o lucro líquido ajustado alcançou R$ 3,4 bilhões entre janeiro e março de 2026. O resultado representa retração de 54% na comparação com o mesmo período do ano passado. O banco atribuiu a mudança no cenário ao agravamento do risco nas operações ligadas ao agronegócio, além de incertezas geopolíticas e da deterioração de indicadores macroeconômicos.

A maior pressão sobre os resultados veio da carteira de crédito rural. O aumento dos atrasos nos pagamentos feitos por produtores elevou o custo das operações e ampliou a necessidade de provisões para cobrir possíveis inadimplências. A reserva destinada a perdas chegou a R$ 16,8 bilhões, valor 46% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

Segundo o Banco do Brasil, o crescimento das perdas esperadas foi provocado principalmente pelo avanço da inadimplência nas operações rurais. O índice de atrasos superiores a 90 dias no agronegócio atingiu 6,22% da carteira rural, alta de 3,5 pontos percentuais em 12 meses. Já a inadimplência total do banco ficou em 5,05%.

As dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário têm relação com a quebra da safra de soja em 2024, ocorrida após o recorde de produção registrado em 2023. O cenário levou ao aumento de pedidos de recuperação judicial entre produtores rurais ao longo de 2024 e 2025.

Outro indicador afetado foi o retorno sobre patrimônio líquido (ROE), utilizado para medir a rentabilidade das instituições financeiras. Em um ano, o índice recuou de 16,7% para 7,3%. No último trimestre de 2025, a taxa havia sido de 12,4%.

Na tentativa de conter os efeitos da crise no campo, o banco informou ter ampliado ações de cobrança, renegociação e recuperação de crédito. Entre as medidas adotadas está o programa BB Regulariza Dívidas Agro. Segundo a instituição, R$ 37,9 bilhões foram renegociados, com mais de 73 mil operações repactuadas e atendimento a cerca de 25,5 mil produtores rurais.

O banco também comunicou a ampliação do uso de garantias e o reforço de medidas judiciais para recuperação de valores em atraso.

Apesar do cenário de maior pressão financeira, a carteira total de crédito apresentou crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 1,3 trilhão. O crédito destinado ao agronegócio somou R$ 418,4 bilhões. O segmento de pessoas físicas esteve entre os destaques positivos do trimestre, impulsionado principalmente pelo crédito consignado.

Os ativos totais do Banco do Brasil encerraram o trimestre em R$ 2,6 trilhões. Já o patrimônio líquido chegou a R$ 194,9 bilhões.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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