Após sucessivas turbulências políticas e investigações envolvendo aliados estratégicos, artigo traça um paralelo rural para descrever o momento de pressão vivido por Flávio Bolsonaro no entorno do PL e das articulações eleitorais.
Ele fez o diabo produzir dinheiro antes mesmo da eleição do pai. Conseguia tirar leite de vaca pintada. E convenceu o pai a indicá-lo como candidato da família, ainda que para perder, pois um Bolsonaro manteria o controle do patrimônio eleitoral. Estava certo! Com Tarcísio de Freitas ou mesmo com Michele o controle mudaria de dono. Para não voltar mais.
O problema foi persistir com a metodologia de ação mesmo quando cresceu meteoricamente nas pesquisas. Daí, não deveria continuar tirando leite da vaca pintada. Acabariam descobrindo que não era uma vaca com pintas, mas a pintura de uma vaca. Daí, deu no que deu! Encalacrou!!! Para manter o texto no ambiente agro, pode-se dizer que a situação ficou de “vaca não conhecer bezerro”
O inferno astral de Flávio Bolsonaro encerra a semana com a ação da PF contra o ex-governador Cláudio Castro, seu principal aliado no Rio de Janeiro. Está claro na música dos Paralamas do Sucesso: -“Depois da queda, o coice / o selo do castigo / pra uns só traz a foice / pra outros traz alívio / dançando toda noite / bem rente ao precipício / depois de tanto açoite / a dor virou teu vício”.
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O clima de barata voa que se instalou no PL começou com a denúncia contra o presidente do PP, Ciro Nogueira. Num primeiro momento, Flávio correu a dizer que não teve nada com isso, que cada um responde pelo próprio CPF. Foi preciso ser lembrado, pelo próprio Ciro, que seu CPF tem a reboque toda a bancada no PP, mais os preciosos tempos de TV no horário eleitoral, somados aos do União Brasil. Com o testemunho de Waldemar da Costa Neto, do PL.
Flávio foi obrigado a dizer que o que disse não era bem o que foi dito, “et coetera”, como dizia minha saudosa professora de Língua e Literatura. Agora, foi o próprio Flávio quem provocou o corre-corre. O PL inteiro foi obrigado a abandonar as sessões da Câmara e Senado para intermináveis reuniões e debates na coordenação da campanha, em busca de uma desculpa milagrosa. O problema é que foram puxadas apenas duas penas do que aparenta ser uma galinha gorda. E não há estoque de desculpas disponível. Vale a máxima do velho Ulysses: não há como explicar mancha de batom na cueca.
E não! Vaca pintada não dá leite!

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