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AEDES AEGYPTI
Prefeitura mantém Porto Velho sem mortes por dengue em 2026 e reforça ações contra o Aedes aegypti

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Município apresenta baixo índice de infestação do mosquito, redução de casos confirmados e intensifica orientações preventivas nos bairros

Por Yan Simon - quarta-feira, 20/05/2026 - 08h52

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Porto Velho, RO – Porto Velho segue sem registrar mortes por dengue em 2026, cenário atribuído pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) às ações permanentes de combate ao Aedes aegypti e ao apoio da população na eliminação de criadouros. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam ainda redução no número de casos da doença e baixo índice de infestação predial no município.

Entre janeiro e abril deste ano, foram contabilizados 27 registros da doença, número inferior ao verificado em anos anteriores. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 114 casos. Já em 2024, o total chegou a 426 notificações. Até agora, a Semusa contabilizou 268 notificações relacionadas à dengue em 2026, com 30 confirmações da doença.

As equipes da Prefeitura mantêm visitas domiciliares, bloqueios, monitoramento de bairros, levantamentos técnicos e campanhas educativas para conscientizar os moradores sobre a prevenção. O município também realizou, em março, o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, que identificou índice de infestação predial de 1,9%, classificação considerada de baixo risco pelo Ministério da Saúde.

Segundo o gerente da Divisão de Entomologia da Semusa, Ricardo Alves Melo, o resultado está relacionado ao trabalho contínuo dos agentes de combate às endemias. De acordo com ele, as equipes realizam visitas frequentes às residências, orientam os moradores e atuam diretamente na eliminação de focos do mosquito.

Os recipientes com água acumulada continuam sendo os principais locais de proliferação do Aedes aegypti. Entre os focos identificados estão lixo plástico, resíduos domésticos, pneus, tonéis e outros recipientes utilizados para armazenamento de água.

A orientação da Semusa é que os moradores mantenham os quintais limpos, eliminem objetos que possam acumular água e façam limpeza semanal de caixas d’água, tambores e reservatórios. Bebedouros de animais também devem permanecer higienizados e tampados.

Ricardo Melo alertou que os cuidados devem ser reforçados após o período de chuvas, especialmente devido à possibilidade de acúmulo de água nos quintais. Ele afirmou que objetos pequenos, como tampinhas, vasos, cascas de ovo e pneus, podem favorecer a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“O combate à dengue é uma responsabilidade coletiva”, enfatizou o gerente da Divisão de Entomologia.

Além das ações de campo, a Prefeitura também mantém atividades educativas em escolas e comunidades. Agentes comunitários e profissionais de combate às endemias realizam palestras e orientações diárias para ampliar a conscientização sobre os riscos das arboviroses.

O levantamento do LIRAa é utilizado para identificar os bairros com maior incidência de focos do mosquito. A partir dos dados coletados nos imóveis, as informações são encaminhadas para análise técnica da Semusa e dos órgãos estaduais de vigilância epidemiológica.

A Secretaria Municipal de Saúde também orienta que pessoas com sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima. A recomendação é evitar automedicação, já que os sintomas podem estar associados não apenas à dengue, mas também à chikungunya, zika e malária.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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