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LAVAGEM DE DINHEIRO
Operação “Labirinto de Bronze” mira lavagem de dinheiro e bloqueia mais de R$ 48 milhões em Rondônia

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Ação do MPRO cumpriu mandados em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho e apura atuação de grupo investigado por ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro

Por Yan Simon - terça-feira, 26/05/2026 - 09h47

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Porto Velho, RO – Mais de R$ 48 milhões em bens e ativos financeiros foram alcançados por medidas judiciais durante a Operação “Labirinto de Bronze”, deflagrada nesta terça-feira (26) pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO). A ofensiva ocorreu nos municípios de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho, dentro de uma investigação que apura suposta prática de lavagem de dinheiro ligada à atuação de uma milícia privada.

As determinações judiciais incluíram bloqueio de valores, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais, restrições para circulação e transferência de veículos, apreensão de maquinários e medidas sobre rebanhos bovinos registrados em nome dos investigados. Entre os bens atingidos estão 1.611 cabeças de gado localizadas em propriedades rurais de Cujubim e região.

Além das medidas patrimoniais, sete mandados de busca e apreensão foram executados em imóveis urbanos, áreas rurais e empresas relacionadas aos alvos da investigação. Também houve cumprimento de mandado de prisão.

Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela operação, as investigações apontaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda formal dos investigados. Segundo o MPRO, uma empresa do setor de terraplanagem teria sido utilizada para movimentação de recursos, enquanto patrimônios rurais, veículos e semoventes eram mantidos em nome de terceiros para dificultar o rastreamento dos bens.

Os elementos reunidos no Procedimento Investigatório Criminal também indicam que o grupo teria mantido as atividades mesmo durante o período em que um dos principais investigados permaneceu foragido da Justiça. De acordo com o Ministério Público, ele possui histórico de crimes violentos e registros de fugas em outras operações.

A operação recebeu apoio de diferentes forças de segurança e órgãos públicos estaduais e federais. Participaram da ação a Polícia Militar de Rondônia, Polícia Civil, Secretaria de Estado de Justiça, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes e Polícia Rodoviária Federal.

O nome “Labirinto de Bronze” faz referência, segundo o MPRO, à estrutura considerada complexa de ocultação patrimonial identificada ao longo das investigações. O órgão informou que foram detectadas estratégias como uso de empresas, movimentações financeiras fracionadas, interpostas pessoas e propriedades rurais para dificultar a identificação da origem dos recursos e da titularidade dos bens investigados.

Ao final da operação, o Ministério Público reiterou que continuará atuando no combate à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro e na recuperação de ativos considerados ilícitos em Rondônia.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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