Reunião em Porto Velho debateu integração entre órgãos de segurança, educação e inteligência para reforçar medidas preventivas e ampliar o monitoramento de ameaças no ambiente escolar
Porto Velho, RO – A integração entre instituições de segurança pública e órgãos da educação esteve no centro de uma reunião realizada em Porto Velho para fortalecer medidas de prevenção à violência extrema nas escolas de Rondônia. Entre os encaminhamentos definidos estão a criação de um grupo de articulação entre os participantes, a realização de simulações práticas e o treinamento voltado para intervenções em casos de ataques extremos.
O encontro foi coordenado pela promotora de Justiça Tânia Garcia e reuniu representantes do Ministério Público de Rondônia, Ministério da Justiça, Secretaria de Estado da Educação e das polícias Civil, Militar e Federal. Também participaram o promotor de Justiça Dandy Jesus Leite Borges, que atua na área de segurança pública na Capital, e a coordenadora do Grupo de Atuação Especial da Educação, promotora Luciana Ondei Rodrigues Silva.
Durante a reunião, foi discutida a necessidade de substituir ações apenas reativas por estratégias preventivas baseadas em inteligência e monitoramento. A proposta prevê a ampliação do compartilhamento de dados entre as instituições, com foco na identificação antecipada de possíveis ameaças por meio de redes sociais e canais de denúncia.
A coordenadora do “Canal Escola Segura” no Ministério da Justiça, Aline Taglian, apresentou números nacionais relacionados às denúncias de ameaças contra unidades de ensino. Segundo ela, o sistema foi implantado em abril de 2023 após o ataque registrado em uma creche de Santa Catarina.
De acordo com a representante do Ministério da Justiça, mais de 12 mil denúncias já foram recebidas desde a criação da plataforma. Ela explicou que todos os registros passam por análise individual das equipes de inteligência antes do encaminhamento às forças de segurança responsáveis pelas medidas preventivas.
Os participantes ainda defenderam maior atenção a fatores associados à radicalização de jovens, como casos de bullying e situações de negligência familiar. A avaliação do grupo é de que o fortalecimento da cultura de paz nas escolas depende da atuação conjunta entre poder público, instituições de ensino e forças policiais.
Para denúncias relacionadas a ameaças em escolas, os canais disponíveis incluem o WhatsApp da Polícia Civil, pelo número +55 69 3216-8940, além do telefone 197. A Polícia Militar também recebe informações pelo telefone 190, além do Canal Escola Segura.
Com informações de: Ministério Público de Rondônia
