Verdade prevalecerá, batalha em curso e as reviravoltas
Beleza à prova
Todos os cosméticos são anunciados como garantia total de embelezamento. Nenhum se anuncia com apenas meia capacidade ou qualquer fração. Garante uma beleza que nunca vai passar do que já é, e sem dinheiro de volta. A não ser que o cosmético tenha na composição um corante vermelho natural derivado do fungo amazônico Talaromyces amestolkiae.
Se tiver, segundo pesquisadoras da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista e da Universidade de Lisboa, ela é uma substância segura e eficaz para uso em cosméticos, como cremes, xampus e géis, já que, além de pigmentar, o composto protege as células e atua como antioxidante e antibacteriano.
Claro que as pesquisadoras Juliana Barone Teixeira e Joana Marques Marto não estão fazendo qualquer propaganda — apenas divulgam os resultados de um estudo profundo a respeito das qualidades e perspectivas do fungo, considerando que os corantes naturais têm menor toxicidade quando comparados aos corantes sintéticos. Não piorando já será um ganho.
Pode até ser que os futuros cosméticos produzidos à base do fungo amazônico não deixem as consumidoras realmente mais bonitas, mas é fato que muitos produtos de beleza hoje apresentados nos espaços publicitários, prometendo o que não podem cumprir, são tóxicos e têm arruinado muitas caras.
Verdade prevalecerá
Confiante que vai resgatar sua elegibilidade e manter sua candidatura ao Senado, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT-RO) assegura que a “verdade prevalecerá”, seguindo numa atuação marcante em favor do municipalismo rondoniense perante as esferas federais e, mais recentemente, obtendo parecer da União para conseguir uma reavaliação sobre o caso do pedagiamento na BR-364, que tanto tem revoltado os rondonienses. Acir tem percorrido os municípios do estado buscando propostas e sugestões para sua campanha, que se dará com as convenções partidárias iniciadas a partir do dia 20.
Os desafios da peleja
Com objetivos diferentes, os candidatos protagonistas nas eleições ao Governo de Rondônia estão acelerando o pé na estrada. O favorito, senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), tem como grande objetivo ganhar a parada em turno único. Havendo eleição em dois turnos, ele é, no momento, considerado presença garantida para a segunda etapa da eleição. Para atingir seu objetivo, que é evitar o segundo turno, Rogério precisa melhorar o desempenho na capital, onde está seu maior calcanhar de Aquiles: o concorrente Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho.
Batalha em curso
A oposição ao candidato bolsonarista Marcos Rogério acredita que teremos eleições em dois turnos e que quem for para a etapa seguinte ganha a eleição. Dois candidatos estão protagonizando uma disputa ferrenha para chegar ao segundo turno com o senador conservador. De um lado, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, da federação União Progressista; de outro, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, candidato do PSD. Nesta peleja, Chaves leva vantagem na capital sobre o adversário. Já Adailton Fúria tem a supremacia na Região do Café e na Zona da Mata. A campanha está apenas começando, com as convenções partidárias a serem iniciadas na semana que vem.
Agonizantes
Os demais postulantes ao Palácio Rio Madeira, que são o ex-deputado federal Expedito Netto (PT-Rolim de Moura), Pedro Abib (MDB-Porto Velho), Samuel Costa (PSB-Porto Velho) e Luís Carlos Teodoro (PSOL-Porto Velho), ainda agonizam nesta disputa estadual. A falta de decolagem é uma preocupação dos petistas, com Expedito Netto, e do MDB, com a postulação de Pedro Abib. Sem nenhuma estrutura, Luís Carlos Teodoro atua como mero coadjuvante neste pleito, embora tenha boas propostas para o Centro Político e Administrativo de Rondônia.
Cadê as zebras?
Num estado habituado a apresentar reviravoltas eleitorais de última hora, seja nas eleições ao governo estadual, ao Senado ou nas prefeituras municipais, não se descartam as chamadas zebras. Elas são difíceis de identificar e só começam a dar as caras nas semanas finais das eleições rondonienses, onde tudo é possível. Grandes vitórias em Rondônia partiram de candidatos que estavam na rabeira, como José Bianco, que bateu Valdir Raupp ao governo; Confúcio Moura, que venceu José Cahula e Expedito Júnior e depois se reelegeu; além do próprio governador Marcos Rocha, que saiu do zero para se tornar governador eleito e reeleito.
As reviravoltas
Em Porto Velho, a capital rondoniense, também proliferam as reviravoltas. Carlinhos Camurça virou em cima de Everton Leoni. Roberto Sobrinho saiu do zero para se eleger. Nazif virou sobre Garçon. Hildon Chaves virou a primeira eleição em cima de Léo Moraes, e o próprio Léo virou em cima de Mariana Carvalho, a favorita do pleito passado.
Por conseguinte, as zebras assombram os favoritos em Porto Velho. O eleitorado adora causar surpresas, e alguns candidatos saem do zero nas intenções de voto no início da campanha para chegar ao topo no dia da eleição. Não bastasse, também no Senado temos constatado resultados surpreendentes, como aqueles que levaram Ernandes Amorim e Fátima Cleide ao Congresso.
Via Direta
* A política rondoniense está repleta de coronéis. É coronel Marcos Rocha para cá, coronel Braguin para lá. Tem o coronel Vital e o coronel Chrisóstomo * Na peleja da reeleição, o coronel Chrisóstomo está cercado de predadores, e a fragmentação de votos no segmento militar pode prejudicá-lo no pleito de outubro * O Super El Niño está desembarcando em Rondônia para valer, e o primeiro sinal é a drástica redução do nível do Rio Madeira. É de ficar de barbas de molho. Que Espigão do Oeste, a cidade mais atingida por secas, já fique com os cabelos arrepiados * Com os ribeirinhos acorrendo aos rios e igarapés na busca de ouro, a produção de melancias e macaxeira e a criação de galinhas caipiras entraram em queda livre.
Com informações de: Carlos Sperança

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