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SEMANA DO MEIO AMBIENTE
MPRO abre Semana do Meio Ambiente 2026 com foco em queimadas, saneamento e gestão de resíduos em Rondônia

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Evento realizado em Porto Velho reuniu autoridades, forças de segurança, estudantes e representantes de diversos setores para debater ações de preservação ambiental e conscientização

Por Yan Simon - terça-feira, 02/06/2026 - 10h28

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Porto Velho, RO – A preservação ambiental e a conscientização da população estiveram no centro dos debates que marcaram a abertura da Semana do Meio Ambiente 2026, promovida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) nesta segunda-feira (1º), em Porto Velho. Com o tema “Educar e preservar o meio ambiente é responsabilidade de todos”, a programação reuniu representantes do poder público, forças de segurança, iniciativa privada e sociedade civil.

Voltadas especialmente para estudantes do ensino médio da capital, as atividades incluíram palestras e orientações sobre prevenção de queimadas, descarte correto de resíduos, saneamento básico e conservação ambiental. A proposta foi incentivar práticas sustentáveis e ampliar o conhecimento dos jovens sobre questões ambientais.

Durante o encontro, o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente (Gaema), Pablo Hernandez Viscardi, ressaltou que os estudos técnicos relacionados às mudanças climáticas precisam ser encarados como alertas científicos. Segundo ele, a efetividade das políticas ambientais deve ser avaliada pela preservação das áreas verdes e pela melhoria da qualidade do ar, e não apenas pela quantidade de autuações aplicadas.

A questão dos incêndios florestais também foi abordada. Integrantes do Batalhão de Polícia Ambiental explicaram a diferença entre queimadas e incêndios florestais. Conforme apresentado, a queimada é uma ação iniciada pelo ser humano que pode permanecer sob controle quando realizada com manejo adequado. Já o incêndio florestal ocorre quando o fogo se espalha de forma descontrolada por áreas de vegetação, provocando impactos à fauna, à flora e à saúde da população.

Como exemplo dos efeitos provocados pelo fogo, foi lembrado o cenário registrado em 2024, quando diversas cidades enfrentaram problemas causados pela fumaça. Naquele período, aeroportos tiveram operações interrompidas, a qualidade do ar foi comprometida e a estiagem foi apontada como uma das mais severas dos últimos anos. Em alguns municípios rondonienses, a situação resultou em crises de saúde pública e exigiu o redirecionamento de recursos governamentais para ações de combate aos incêndios.

O Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia informou que o planejamento para o período de maior incidência de queimadas tem início em março, com ações voltadas principalmente à prevenção e à conscientização da população.

Outro tema discutido foi o saneamento básico. A Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia destacou a importância do setor para a saúde pública e lembrou que o Marco Legal do Saneamento estabelece metas de universalização dos serviços, prevendo 99% de acesso à água potável e 90% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto. A empresa explicou ainda que a água distribuída em Porto Velho é captada no reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e submetida a processos de tratamento antes de chegar aos consumidores.

A programação também reforçou aspectos legais relacionados à proteção ambiental. O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado está garantido pelo artigo 225 da Constituição Federal, que atribui tanto ao Poder Público quanto à sociedade a responsabilidade pela sua preservação. Em Rondônia, essa atuação é desenvolvida pelo Gaema, responsável por fiscalizar, investigar e propor medidas contra infrações e crimes ambientais.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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