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OPERAÇÃO FUNDO OCULTO
PF apura desvio de recursos públicos e caixa dois que beneficiou 15 candidatos no Maranhão

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Operação Fundo Oculto cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e investiga movimentações financeiras que chegaram a quase R$ 10 milhões durante as eleições municipais de 2024.

Por Yan Simon - quarta-feira, 10/06/2026 - 08h32

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Porto Velho, RO – A identificação de pelo menos 15 candidatos supostamente beneficiados por repasses irregulares está entre os resultados já obtidos pela Operação Fundo Oculto, deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Federal. A investigação apura a atuação de duas organizações criminosas suspeitas de desviar recursos públicos e utilizá-los no financiamento ilegal de campanhas eleitorais durante as eleições municipais de 2024, no Maranhão.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram executados 25 mandados de busca e apreensão. Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Além disso, um servidor público foi afastado de suas funções e houve o sequestro de bens avaliados em R$ 4 milhões.

De acordo com a PF, as apurações revelaram uma intensa movimentação financeira nos períodos que antecederam a votação. Segundo os investigadores, as operações consideradas atípicas alcançaram quase R$ 10 milhões. Em um dos núcleos sob investigação, aproximadamente R$ 2 milhões teriam sido destinados a repasses ilícitos.

As investigações apontam que empresas contratadas por prefeituras maranhenses teriam sido utilizadas para desviar recursos públicos. Os valores eram depositados nas contas dessas empresas e, posteriormente, retirados por meio de um esquema que contava com o apoio de um funcionário de uma instituição bancária localizada em São Luís.

O trabalho policial também identificou mecanismos de lavagem de dinheiro. Conforme a corporação, recursos sacados das contas empresariais eram transferidos para contas de pessoas usadas como laranjas. A PF informou ainda que foram encontradas planilhas de caixa dois e arquivos que detalhavam a logística de entrega dos valores, além de registros voltados ao monitoramento da presença policial nas proximidades da agência bancária.

Outro aspecto identificado pelos investigadores foi a pulverização dos repasses entre servidores públicos e outros destinatários ligados ao esquema. A análise do material apreendido segue em andamento e poderá ampliar o número de envolvidos.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outras infrações relacionadas à administração pública.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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