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DEFESA VEGETAL
Vazio sanitário da soja entra em vigor em Rondônia e proíbe cultivo até setembro

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Período de 90 dias busca reduzir a incidência da ferrugem asiática nas lavouras; fiscalização será intensificada pela Idaron em todo o estado

Por Yan Simon - quarta-feira, 10/06/2026 - 08h42

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Porto Velho, RO – Com o objetivo de proteger a próxima safra e reduzir os impactos da ferrugem asiática, Rondônia inicia nesta quarta-feira (10) o período de vazio sanitário da soja. A medida permanecerá em vigor até 10 de setembro e determina a proibição da semeadura e da manutenção de plantas vivas da cultura em todo o território estadual.

Durante os 90 dias de restrição, as atividades de fiscalização e orientação aos produtores serão reforçadas pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron). A ação segue as diretrizes estabelecidas pela Portaria SDA/Mapa nº 1.579, de 9 de abril de 2026, e pela Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas. O descumprimento das regras poderá resultar nas penalidades previstas pela legislação.

A medida é considerada essencial para interromper a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática da soja. Sem a presença de plantas hospedeiras durante a entressafra, a disseminação da doença tende a ser reduzida, favorecendo a sanidade das lavouras e contribuindo para menores custos de produção no ciclo seguinte.

Conforme explicou o gerente de defesa vegetal da Idaron, Jessé de Oliveira Júnior, todas as plantas voluntárias de soja, conhecidas popularmente como soja tiguera ou guaxa, devem ser eliminadas pelos produtores. Segundo ele, também permanece proibida a presença de plantas vivas da cultura em áreas irrigadas ou em locais associados a cultivos como milho, sorgo e milheto.

Uma novidade adotada neste ano envolve a vegetação espontânea encontrada às margens da BR-364. A eliminação dessas plantas também passará a ser obrigatória, ficando sob responsabilidade da concessionária encarregada da administração da rodovia.

O governador Marcos Rocha destacou que a preservação da sanidade das lavouras depende da atuação conjunta entre produtores e poder público. Ele afirmou que Rondônia ocupa posição de destaque na produção agrícola nacional e que o cumprimento do vazio sanitário representa uma medida técnica comprovada para garantir a competitividade e a segurança da atividade no estado.

Na mesma linha, o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, ressaltou que a participação dos produtores é determinante para o controle da ferrugem asiática. De acordo com ele, a eliminação completa das plantas voluntárias e a observância rigorosa das normas são fundamentais para o êxito da estratégia fitossanitária.

A Idaron reforça que o respeito ao vazio sanitário contribui para a manutenção dos avanços alcançados pela agricultura rondoniense e cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento da próxima safra de soja.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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