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FALANDO SÉRIO
Bruno Scheid desafia a velha política, Hildon amplia agenda no interior e PSD em saia justa na Assembleia

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O que é um candidato antissistema?

Por Herbert Lins - terça-feira, 16/06/2026 - 10h37

CARO LEITOR, já tratamos em colunas pretéritas sobre o tema e a temática do candidato antissistema a cargos eletivos. Com a pré-campanha em curso, faz-se necessário retomar o debate e esclarecer que a expressão “candidato antissistema” se tornou uma das mais utilizadas no vocabulário político contemporâneo. Em períodos de descrédito das instituições, de insatisfação popular e de crises econômicas ou morais, figuras que se apresentam como antissistema costumam ganhar espaço no debate público. Mas, afinal, o que significa ser um candidato antissistema? Em tese, trata-se daquele que se coloca como oposição à estrutura política estabelecida, criticando partidos tradicionais, instituições, grupos de poder e práticas consideradas responsáveis pelos problemas enfrentados pela sociedade. O discurso antissistema costuma explorar a indignação popular contra a corrupção, a burocracia, os privilégios e a distância entre governantes e governados. Entretanto, é preciso separar a retórica da realidade. Portanto, um candidato antissistema não deve ser definido apenas pelo que critica, mas principalmente pelo que propõe. Mais do que promessas de ruptura, a sociedade precisa avaliar a competência, integridade, responsabilidade e a capacidade de entrega daqueles que pretendem exercer o poder. Afinal, mudar o sistema é uma tarefa muito mais complexa do que simplesmente dizer que está contra ele.

Candidato

Nem todo candidato que se apresenta como antissistema realmente está fora do sistema político. Muitos possuem longa trajetória em cargos públicos, são filiados a partidos tradicionais ou contam com apoio de grupos econômicos e políticos consolidados.

Observar

No caso do candidato antissistema que circula nos espaços de poder e de tomada de decisões, torna-se mais uma estratégia de comunicação do que uma condição efetiva. Ser crítico ao sistema é legítimo e, muitas vezes, necessário, porém, o eleitor precisa observar bem as nuances.

Sentimento

A força desse discurso do candidato antissistema está na capacidade de canalizar o sentimento de frustração de parcelas da população. Quando cidadãos percebem que suas demandas não são atendidas e que as instituições falham em produzir resultados, cresce o espaço para lideranças que prometem romper com as regras existentes e promover mudanças rápidas e profundas.

Cautela

A democracia exige cautela diante das promessas de ruptura e das soluções simplificadas que candidatos antissistema costumam oferecer para problemas cuja resolução exige planejamento, diálogo e responsabilidade institucional.

Depende

O aperfeiçoamento das instituições depende justamente da capacidade de questioná-las. O problema surge quando o discurso antissistema se transforma em ataque permanente às regras democráticas, aos órgãos de controle e aos mecanismos de equilíbrio entre os poderes.

Desponta

Entre os pré-candidatos ao Senado, o vice-presidente estadual do PL, Bruno Bolsonaro Scheid, desponta como uma das principais vozes do campo antissistema. E vale repetir: quem apostava em seu despreparo parece ter se precipitado.

Discurso

Com presença política crescente e discurso alinhado a uma parcela significativa do eleitorado, o pré-candidato ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), demonstra que deve ser levado a sério na disputa.

Percorrendo

O pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) está cruzando Rondônia em uma van estilizada, acompanhado por sua equipe de comunicação. A estratégia chama a atenção nos municípios por onde passa.

Estilo

Com um estilo simples e contato direto com a população, o pré-candidato a senador Bruno Bolsonaro Scheid (PL) lembra a fórmula política que projetou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), baseado no contato próximo com os eleitores e na comunicação sem intermediários.

Demonstrado

Nas entrevistas que concede, o pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) tem apresentado propostas e soluções para os temas levantados pelos entrevistadores, demonstrando conhecimento em áreas estratégicas como segurança pública, regularização fundiária e geração de oportunidades.

Apresentado

Nas entrevistas, Bruno Bolsonaro Scheid (PL) não se limita às críticas. O pré-candidato ao Senado tem apresentado propostas para os desafios debatidos, demonstrando conhecimento sobre segurança pública, regularização fundiária e geração de oportunidades para a população.

Escolhido

Bruno Bolsonaro Scheid, como pré-candidato a senador escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), tem se consolidado como uma pedra no sapato dos pré-candidatos ao Senado ligados à velha política.

Expõe

A presença frequente nos municípios do pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) expõe a diferença entre quem constrói uma pré-campanha baseada no contato com o eleitor e quem só se lembra da população quando o calendário eleitoral se aproxima.

Frequência

Experiente na política, o deputado federal Lúcio Mosquini (PL) percebeu rapidamente o avanço da pré-candidatura de Bruno Bolsonaro Scheid (PL) ao Senado. Desde então, tem procurado caminhar ao lado do correligionário, citando-o com frequência nas entrevistas e reconhecendo sua crescente projeção no cenário político estadual.

Intensificando

Falando em frequência, o pré-candidato a deputado federal Célio Lopes (União) vem intensificando sua pré-campanha. Além de receber o apoio de diversas lideranças políticas, mantém reuniões diárias em Porto Velho e percorre o interior do estado nos fins de semana, ampliando sua presença junto ao eleitorado.

Visitou

Após uma extensa agenda pelo interior, o pré-candidato ao governo Hildon Chaves (União) retorna a Porto Velho. Na última semana, visitou Ariquemes, Cacoal, Alvorada d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste, Chupinguaia, Rolim de Moura, Ouro Preto do Oeste e Espigão d’Oeste, reforçando sua presença política nos municípios rondonienses.

Contratação

O governador Coronel Marcos Rocha (União), acompanhado do secretário de Educação, publicitário Massud Brada, anunciou a contratação de 1.038 professores aprovados em concurso público recente. A iniciativa provocou críticas nas redes sociais, onde internautas cobraram a realização de concursos para reforçar os quadros da segurança pública e da saúde.

Promete

A sessão ordinária desta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa promete exigir jogo de cintura do líder do governo, deputado estadual Jean de Oliveira (PRD), e do vice-líder, deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD). Isso porque o deputado estadual Jesuíno Boabaid (PSD) anunciou que fará duras críticas ao governo, especialmente em relação à ausência de novos concursos para as forças de segurança pública e ao envelhecimento dos efetivos.

Comando

O detalhe político é que o PSD em Rondônia está sob o comando do governador Coronel Marcos Rocha, principal liderança da legenda no estado. Filiado ao partido, o deputado estadual Jesuíno Boabaid (PSD) sabe que críticas ao governo podem gerar desgastes internos justamente no momento em que o PSD se prepara para definir, em convenção, os nomes que disputarão as eleições.

Confirmou

O vereador de Porto Velho Zé Paroca (Avante) confirmou à coluna que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa. Com a pré-candidatura posta, tem ampliado sua agenda de articulações, reunindo em seu escritório lideranças políticas e comunitárias da capital e do interior de Rondônia.

Flopou

Falando em frequência, a Copa Fan Fest flopou, realizada pela Associação Beneficente Vida e Paz em parceria com a Faculdade FIMCA e com recursos de fomento do Ministério do Esporte, não conseguiu atrair o público esperado. O amplo espaço disponibilizado pela instituição acabou evidenciando o esvaziamento do evento.

Questionamentos

A Copa Fan Fest foi idealizada para reunir a população em torno dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. No entanto, a execução do projeto levanta questionamentos sobre os limites entre o interesse público e benefícios de caráter privado, tema que merece a atenção dos órgãos de fiscalização e controle.

Sério

Falando sério, a história demonstra que reformas importantes podem surgir tanto de lideranças consideradas tradicionais quanto de figuras que se apresentam como renovadoras. O que realmente importa não é a etiqueta de “antissistema”, mas a coerência entre discurso e prática, a capacidade de apresentar propostas viáveis e o compromisso com os valores democráticos.

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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