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ARMA APREENDIDA
Polícia Civil pede ao STF autorização para ouvir Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida

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Delegado responsável pelo caso informou que a tentativa de intimação do ex-presidente não foi concluída após impedimento da equipe de segurança; depoimento poderá ocorrer por videoconferência.

Por Yan Simon - sexta-feira, 19/06/2026 - 08h03

Porto Velho, RO – A investigação sobre a arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro avançou com um novo pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira (18), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes para intimar e colher o depoimento de Bolsonaro no âmbito do inquérito conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia.

Caso a autorização seja concedida pela Corte, o depoimento está previsto para ocorrer na próxima quarta-feira (24), às 15h, por videoconferência.

O pedido foi formalizado pelo delegado Thiago Boing, responsável pela apuração. No documento enviado ao STF, ele informou que uma tentativa anterior de intimação não pôde ser concluída porque integrantes da escolta do ex-presidente impediram a realização do procedimento. Segundo o delegado, a medida acabou inviabilizando a ciência pessoal do intimado.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, após tratamento de pneumonia bacteriana.

A ocorrência que deu origem à investigação foi registrada na noite de segunda-feira (15), por volta das 23h30. Na ocasião, um Honda Civic foi abordado em um bloqueio policial realizado no Pistão Norte, em Taguatinga. Durante a fiscalização, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que a arma encontrada pertencia ao ex-presidente.

Além da pistola Glock calibre 9 milímetros, os policiais localizaram um carregador sobressalente. O condutor foi levado a uma delegacia e declarou que havia recebido a arma após uma pane, com a finalidade de providenciar o reparo do equipamento.

Em depoimento, o servidor relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 e que a devolução do armamento estava prevista para o dia seguinte.

Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro confirmou que o ex-presidente é o proprietário da arma apreendida. Os advogados sustentaram que o armamento havia sido entregue ao segurança para ser encaminhado a um conserto e argumentaram que não existe impedimento para que Bolsonaro mantenha a arma em sua residência.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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