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DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Baixa vacinação preocupa em Porto Velho diante do aumento de doenças respiratórias no período seco

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Cobertura vacinal contra a gripe entre grupos prioritários está em cerca de 23%, enquanto casos de pneumonia e outras doenças respiratórias crescem com fumaça, calor e mudanças climáticas.

Por Yan Simon - sábado, 20/06/2026 - 14h49

Porto Velho, RO – O avanço dos casos de gripe, pneumonia e outras doenças respiratórias tem acendido um alerta em Porto Velho neste período marcado por calor intenso, fumaça e variações bruscas do clima. Mesmo diante desse cenário, os índices de vacinação permanecem abaixo do esperado, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam que a cobertura vacinal contra a gripe entre os grupos prioritários alcança cerca de 23%, percentual considerado insuficiente para ampliar a proteção coletiva. A situação também se repete na vacinação contra a Covid-19, cuja cobertura entre os públicos prioritários está em apenas 2%.

De acordo com a gerente de Imunização da Semusa, Elizeth Gomes, o reflexo desse quadro já pode ser observado nas unidades de saúde. Segundo ela, há muitos idosos internados com pneumonia, além de um número expressivo de crianças hospitalizadas por doenças respiratórias. A gestora ressaltou que a vacina não elimina totalmente o risco de infecção, mas reduz significativamente as chances de complicações graves, internações e óbitos.

A redução na procura por imunizantes tem sido observada desde o período pós-pandemia. Profissionais da área da saúde relatam preocupação com a queda da adesão justamente entre idosos, gestantes e crianças menores de cinco anos, grupos mais suscetíveis aos efeitos das doenças respiratórias.

Segundo Elizeth Gomes, a vacina contra a gripe oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e Influenza B, frequentemente associados a quadros que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e outras complicações. Ela explicou ainda que existe um período considerado ideal para a vacinação, definido pelo Ministério da Saúde, para que a população esteja protegida quando ocorre maior circulação viral. Conforme destacou, essa fase coincide com o momento atual, marcado pela alternância entre chuva, calor intenso e fumaça.

Enquanto a cobertura vacinal segue baixa, moradores que mantêm o calendário de imunização atualizado reforçam a importância da prevenção. A estudante da área da saúde Gabriele de Oliveira Barbosa afirmou que a vacinação é importante tanto para proteção individual quanto coletiva. Ela também destacou que, por atuar na área da saúde, considera essencial manter as doses em dia e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Entre os que não deixam de se vacinar anualmente está o aposentado Odair Alves. Segundo ele, a atualização das vacinas ajuda na proteção contra doenças e vírus. Odair relatou que, por ser idoso e possuir problemas de saúde, busca prevenir complicações que possam agravar seu estado clínico, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

A vacina contra a gripe continua disponível gratuitamente para toda a população nas unidades de saúde do município e também no Espaço Saúde, instalado em um shopping da capital. A gerente de Imunização reforçou que a proteção gerada pela vacina beneficia não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade, especialmente idosos, crianças e gestantes.

O prefeito Léo Moraes destacou que a vacinação permanece como uma das principais estratégias de prevenção. Segundo ele, a orientação é para que a população aproveite a disponibilidade dos imunizantes e mantenha a caderneta atualizada, já que uma medida simples pode evitar complicações graves e proteger toda a família.

A campanha de vacinação contra a gripe segue até 30 de julho. A recomendação da Semusa é que as pessoas que ainda não receberam a dose procurem a unidade de saúde mais próxima para se imunizar e atualizar o calendário vacinal.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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