Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

COLUNA DO SPERANÇA
É ruim o cenário para os candidatos da base aliada do presidente Lula em Rondônia

🛠️ Acessibilidade:

Coluna analisa a volta de Confúcio à disputa, os obstáculos enfrentados pela base governista e os desafios ambientais, econômicos e urbanos de Rondônia

Por Carlos Sperança - terça-feira, 07/07/2026 - 11h46

O Selo Amazônia

Um dos assuntos mais interessantes deste final de primeiro semestre, antecedendo o calor que seguramente virá no segundo, é o Selo Amazônia, proposta em estudos no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Partindo do princípio de que o desenvolvimento sustentável na floresta requer cadeias produtivas responsáveis, ampliar a rastreabilidade de produtos e atrair investimentos, o selo é pensado para ser a magia necessária para fortalecer a competitividade de negócios sustentáveis e contribuir para uma nova política industrial verde.

Como acontece com todas as boas ideias, sempre há o risco de algum fator adverso atrapalhar e até inviabilizar a proposta, mas o Selo Amazônia está na categoria do “sine qua non”, ou seja, sem ele pouco do que se tente na floresta vai chegar à melhor versão.

Importante relatório apresentado no final do ano passado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apontou que, no rumo atual, a mudança climática pode reduzir o PIB global em 4% até 2050 e em 20% até o fim deste século. Mas, ao contrário, investir num clima estável, em natureza e solo saudáveis e num planeta livre de poluição pode adicionar trilhões de dólares ao PIB global. Mais: evitará milhões de mortes, tirando centenas de milhões de pessoas da pobreza e da fome. Simples de entender, mas difícil de fazer, pois a ideia dominante é que o clima sempre muda e a humanidade sempre se adapta às mudanças.

Eleições 2026

Nas eleições de 2026, na região Norte, despontam na liderança das intenções de votos os senadores Marcos Rogério, do PL, em Rondônia; Alan Rick, do Republicanos, no vizinho estado do Acre; Omar Aziz, do PSD, no Amazonas; e a governadora Anna Hassan, do MDB, no Pará. Os governadores estão divididos entre o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Flávio Bolsonaro e a Ronaldo Caiado. No Pará, a postulante Anna Hassan conta com o respaldo do ex-governador Helder Barbalho, com elevada aprovação e enorme tradição política naquele estado. Acre e Rondônia têm sido estados com comportamento conservador nos últimos pleitos.

A confirmação

Depois de meses fazendo mistério e até sinalizando que penduraria as chuteiras na política, o senador Confúcio Moura (MDB) confirmou a disposição em disputar mais uma reeleição. Nos cargos para os quais se elegeu, como prefeito, deputado federal e governador, Confúcio sempre logrou reeleição e agora busca um novo mandato no Senado.

Possivelmente terá como outro candidato da chapa ao Senado pelo MDB o ex-ministro da Previdência Amir Lando. Caso Lando não consiga a indicação, como foi o caso de Valdir Raupp na década passada, o ex-senador emedebista poderá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O atendimento

Comparada com outros centros tradicionais que exploram o turismo, como Gramado, Foz do Iguaçu, Manaus e Fortaleza, Porto Velho engatinha neste segmento. Mas, para início de conversa, a cidade precisa atender a um requisito inicial: um bom atendimento nas lojas, supermercados, bares e restaurantes e até por parte dos taxistas.

Esta é uma das queixas mais cotidianas daqueles que visitam Rondônia, especialmente Porto Velho. Cabe ao Clube de Diretores Lojistas, juntamente com a Fecomércio e organismos municipais e estaduais, fazer alguma coisa em termos de treinamento para qualificar este atendimento aos consumidores.

Cenário ruim

Enquanto os petistas estão animados com a campanha em Rondônia, os adversários pintam um quadro diferente. Dizem que é ruim o cenário para os candidatos da base aliada do presidente Lula em Rondônia, Expedito Netto (PT) e Adailton Fúria (PSD), ambos coordenados pelo ex-senador Expedito Júnior.

Ocorre que a ponte binacional conectando Guajará-Mirim à Bolívia ainda não começou. Os brutais valores do pedagiamento na BR-364 assombram os rondonienses, e o custo das passagens aéreas em Rondônia segue entre os mais caros de todo o país.

Tudo isso cai na conta do governo federal e da bancada federal rondoniense, repleta de candidatos ao Governo do Estado e ao Senado da República. A cobrança poderá acontecer nas urnas nas eleições de outubro.

Pautas eleitorais

Nas eleições de 2026, entram como pautas importantes dos candidatos ao Governo do Estado temas como segurança pública, saúde, educação, saneamento básico, mobilidade urbana e industrialização, como forma de geração de emprego e renda.

No quesito segurança pública, espera-se reduzir a força do crime organizado na política e até nas licitações públicas. Nossos governantes também precisam combater o êxodo demográfico, que reduz a arrecadação e, por conseguinte, a capacidade de atendimento das demandas rondonienses. O Governo de Rondônia recentemente promoveu demissões, enquanto a Prefeitura de Porto Velho aplicou contingenciamento do orçamento.

Via Direta

O fenômeno El Niño começou para valer em várias regiões do país. Neste contexto, até Rondônia é ameaçada por escassez hídrica nos próximos meses. Os rios estão baixando rapidamente e temos o nível dos poços caseiros caindo bruscamente.

A expansão das redes de supermercados em Porto Velho “matou” dezenas de mercadinhos tradicionais nos bairros. Não suportaram a concorrência.

Os políticos andam se queixando de chantagens de alguns comunicadores nesta temporada. Mas nada mudou em Rondônia na época das eleições, e quem tem rabo preso paga mesmo o preço.

É coisa de louco!

Com informações de: Carlos Sperança

Rodapé da coluna

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]

AUTOR: CARLOS SPERANÇA





COMENTÁRIOS: