Produção dirigida por Rafael Rogante acompanha dois seringueiros na Amazônia e foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo
Porto Velho, RO – Dois trabalhadores da extração da borracha enfrentam o isolamento, as tensões e as adversidades da floresta amazônica no curta-metragem rondoniense “Poronga”, selecionado para a programação do Festival de Cinema de Vitória. Com classificação indicativa de 16 anos, a produção aborda relações humanas, sobrevivência e marcas históricas associadas ao ciclo da borracha na região Norte.
A narrativa acompanha dois seringueiros submetidos às condições impostas pelo ambiente amazônico. O enredo também explora os conflitos internos, os desejos e as contradições dos personagens, utilizando o silêncio, a solidão e o isolamento da floresta como elementos da construção psicológica da obra.
O filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Fundação Cultural de Ji-Paraná. O ator e produtor Artur Nestor foi o proponente do projeto e conduziu a produção desde a aprovação, além de interpretar um dos protagonistas.
Artur Nestor divide o papel principal com José Valdomiro, ator que reúne trabalhos em produções como “Casmurro”, “Tudo que Não Cabe no Silêncio” e o longa-metragem “Bom Futuro”. No curta, os dois intérpretes representam trabalhadores ligados à construção histórica e social da Amazônia.
Além de “Poronga”, Artur Nestor participou da produção de obras realizadas em Rondônia, entre elas o espetáculo “Onde Morrem os Pássaros?”, o curta-metragem “Mucura” e os longas “Casmurro” e “Bom Futuro”.
A direção e o roteiro são assinados por Rafael Rogante, que atua no cinema, no teatro e no audiovisual. Ao lado de Fabiano Barros, ele dirigiu e roteirizou o curta “Ela Mora Logo Ali”, produção que recebeu mais de 60 prêmios em festivais nacionais e internacionais, incluindo três Kikitos no Festival de Gramado.
A trajetória de Rogante também inclui participações em “Mucura”, “Maior que a Casa Toda”, “Destino da Pele”, “Beira”, “Pai Nosso” e nos longas-metragens “Bom Futuro” e “Caramelo”, produção da Netflix.
Com a seleção, “Poronga” passa a integrar um evento dedicado à exibição e à difusão do audiovisual brasileiro. A participação leva ao festival uma produção desenvolvida em Rondônia e construída em torno da memória dos seringueiros, das relações humanas e das experiências associadas à floresta amazônica.
Com informações de: Conexão Norte Produção
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