Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático intensifica ações durante o mês de julho e destaca que a maioria das mortes pode ser evitada com informação, supervisão e práticas de segurança.
Porto Velho, RO – Com a chegada das férias escolares e o aumento da frequência de famílias em praias, rios, piscinas e balneários, especialistas reforçam o alerta para os riscos de afogamento, uma das principais causas de morte entre crianças no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que, diariamente, quatro crianças perdem a vida em acidentes desse tipo no país.
Neste mês, a entidade lançou uma campanha nacional voltada à prevenção dos afogamentos, aproveitando as ações relacionadas ao Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho. A mobilização reunirá cerca de 10 mil voluntários, além da participação de instituições públicas e privadas, universidades, clubes, corporações de bombeiros e guarda-vidas em diversas regiões brasileiras.
De acordo com o presidente da Sobrasa, coronel Fábio Braga, integrante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e disseminar orientações que contribuam para salvar vidas. Segundo ele, o objetivo é celebrar a vida enquanto amplia o alcance das informações sobre os riscos e as medidas preventivas.
Entre as atividades programadas está a ação Celebrando sua Cidade, que levará palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática para diferentes estados. Também será realizado o movimento Go Blue – Vista-se de Azul, incentivando a iluminação de monumentos, prédios públicos e pontos turísticos na cor azul em 25 de julho. Entre os locais confirmados estão o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena Castelão, no Ceará.
Os dados da Sobrasa mostram que o afogamento ocupa a segunda posição entre as principais causas de morte de crianças de 1 a 4 anos. Na faixa etária de 5 a 9 anos, aparece como a terceira causa mais frequente, enquanto entre pessoas de 10 a 24 anos ocupa a quarta colocação.
A entidade informa ainda que aproximadamente metade dos afogamentos envolvendo crianças ocorre dentro do ambiente doméstico. Piscinas, banheiras, vasos sanitários, máquinas de lavar, caixas d’água e outros reservatórios figuram entre os locais onde esses acidentes são registrados com maior frequência.
Para reduzir os riscos, a recomendação é manter supervisão permanente de um adulto, instalar barreiras de proteção em piscinas, isolar reservatórios de água e incentivar a educação sobre segurança aquática desde a infância. Conforme ressaltou Fábio Braga, “Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação”.
Em âmbito nacional, os números também chamam atenção. Uma pessoa morre afogada a cada 90 minutos no Brasil, e quatro em cada dez vítimas têm menos de 29 anos. Ao longo de um ano, são registrados 5.742 óbitos por afogamento, sendo que cerca de dois terços desses casos acontecem em rios, lagos e represas.
Para a Sobrasa, o afogamento não é um evento inevitável. A instituição defende que informação, vigilância constante e comportamento seguro representam as estratégias mais eficazes para reduzir o número de mortes.
Com informações de: Agência Brasil
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