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MERCADO FINANCEIRO
Tensão no Oriente Médio derruba Ibovespa, impulsiona petróleo e faz dólar subir para R$ 5,13

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Mercado financeiro reagiu ao agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã; petróleo Brent avançou 9,59%, enquanto investidores ampliaram a busca por ativos considerados mais seguros.

Por Yan Simon - terça-feira, 14/07/2026 - 09h28

Porto Velho, RO – Os mercados financeiros encerraram esta segunda-feira (13) sob forte influência do agravamento das tensões no Oriente Médio. O aumento da percepção de risco internacional elevou o preço do petróleo, fortaleceu o dólar diante de moedas de países emergentes e levou a Bolsa brasileira a fechar em queda.

Ao final do pregão, o Ibovespa recuou 1,2%, encerrando o dia aos 175.739 pontos. Já o dólar comercial avançou 0,46%, sendo negociado a R$ 5,131. No mercado internacional, o barril do petróleo Brent registrou alta de 9,59%, fechando cotado a US$ 83,30, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 9,42%, para US$ 78,14.

Depois de iniciar a sessão próximo da estabilidade, o principal índice da B3 passou a acumular perdas conforme aumentava a aversão ao risco nos mercados globais. Apesar da valorização das ações da Petrobras e de outras empresas do setor petrolífero, o desempenho positivo não foi suficiente para neutralizar as quedas registradas por bancos, mineradoras e companhias ligadas ao consumo.

Os papéis ordinários da Petrobras encerraram o dia com alta de 3,44%, enquanto as ações preferenciais avançaram 2,55%, refletindo o salto nas cotações internacionais do petróleo.

A reação dos investidores foi motivada pelo receio de que a disparada do petróleo pressione a inflação mundial, aumentando as expectativas de manutenção de juros elevados nas principais economias.

No mercado de câmbio, a moeda norte-americana acompanhou o movimento de fortalecimento global frente às divisas de países emergentes. Durante a sessão, chegou à máxima de R$ 5,142 após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento das medidas contra o Irã e a intenção de ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz, incluindo a cobrança de uma taxa de 20% sobre cargas que transitarem pela região.

Além do cenário externo, investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central. O levantamento manteve em R$ 5,20 a projeção para o dólar no encerramento de 2026 e preservou a expectativa de que a taxa Selic termine o ano em 14% ao ano.

A valorização do petróleo foi atribuída ao agravamento da crise geopolítica na região do Golfo. O Estreito de Ormuz, considerado estratégico por concentrar cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, voltou ao centro das preocupações do mercado diante das ameaças envolvendo sua operação.

Em resposta às medidas anunciadas pelos Estados Unidos, o governo iraniano afirmou que reagirá. Paralelamente, novos confrontos foram registrados entre forças do Iêmen e da Arábia Saudita, além de explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas, ampliando as preocupações com possíveis restrições ao abastecimento global e maior volatilidade nos mercados nas próximas semanas.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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