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MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
TJRO relança programa de qualificação profissional para adolescentes em vulnerabilidade social

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Iniciativa retomada em Porto Velho oferece cursos e preparação para o mercado de trabalho a jovens, incluindo participantes que cumprem medidas socioeducativas

Por Yan Simon - sexta-feira, 17/07/2026 - 08h02

Porto Velho, RO – Adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social terão acesso a cursos de informática, atividades administrativas, serviços de supermercados, panificação, beleza e outras áreas profissionais por meio do programa “Se a Vida Ensina, Eu Sou Aprendiz”. A iniciativa do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), que havia sido suspensa durante a pandemia de Covid-19, foi relançada nesta quarta-feira (15), em Porto Velho.

A programação prevê cursos de Informática Básica, Operador de Computador, Assistente Administrativo, Técnicas de Recepção e Secretariado. Também serão disponibilizadas formações em Panificação, Salgadeiro, Confeiteiro, Manicure e Pedicure e Maquiador.

Jovens contratados como aprendizes poderão participar ainda de capacitações profissionais nas áreas de Serviços de Supermercados e Serviços Administrativos. As ações foram planejadas para fortalecer a formação educacional e ampliar as condições de ingresso e permanência dos participantes no mercado de trabalho.

O programa é desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário de Rondônia. Entre o público atendido estão adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, aplicadas pela Justiça com a finalidade de orientar e responsabilizar jovens envolvidos em atos infracionais.

A retomada do projeto foi oficializada durante cerimônia realizada na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). A instituição participa da iniciativa desde 2018. O evento foi conduzido pelo diretor da escola, desembargador Gilberto Barbosa, e reuniu autoridades civis e representantes das entidades parceiras.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) foi representado pelo promotor de Justiça Éverson Antônio Pini. Ele coordena o Grupo de Atuação Especial Cível e de Defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania, do Consumidor, das Crianças, Adolescentes e Jovens e da Saúde (Gaeciv) e é titular da 22ª Promotoria de Justiça, com atuação na área da infância e juventude.

Durante a solenidade, o promotor afirmou que a união entre o Ministério Público e o Tribunal de Justiça pode contribuir para diminuir desigualdades socioeconômicas e apresentar novas perspectivas aos participantes. Segundo ele, oportunidades concretas e apoio institucional podem favorecer mudanças na trajetória dos adolescentes.

Éverson Pini também defendeu uma atuação humanizada no sistema de Justiça, com prioridade para a ressocialização e não para a exclusão. “O olhar acolhedor e transformador das autoridades pode reestruturar vidas e gerar um impacto positivo e duradouro em toda a comunidade”, declarou.

Fundador do programa, o desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia conversou com adolescentes vinculados ao sistema socioeducativo. Ele ressaltou que erros cometidos anteriormente não impedem a construção de novos caminhos e comparou essa possibilidade ao funcionamento de um GPS, no qual é possível “recalcular a rota”.

O desembargador Gilberto Barbosa, responsável pela continuidade do projeto na Emeron, explicou que a retomada procura conciliar a responsabilização jurídica com o atendimento humanizado. De acordo com o magistrado, o caráter educativo da Justiça pode fazer com que experiências difíceis sejam convertidas em aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Com cursos, oficinas e atividades de preparação profissional, o programa busca oferecer alternativas para adolescentes que enfrentam dificuldades sociais. A expectativa é que os participantes desenvolvam conhecimentos técnicos e habilidades que contribuam para a inclusão social e para a construção de novas oportunidades de vida.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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