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MANEJO SUSTENTÁVEL

Carne de jacaré do Lago do Cuniã avança no processo de Indicação Geográfica

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Etapa técnica será realizada de 1º a 6 de setembro na reserva extrativista, em Porto Velho, com participação de órgãos ambientais e entidades de apoio

Por Yan Simon - quinta-feira, 23/07/2026 - 08h52

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Porto Velho, RO – O reconhecimento da origem, da identidade e das características da carne de jacaré produzida no Lago do Cuniã entrará em uma nova fase no mês de setembro. Técnicos, órgãos ambientais e representantes das comunidades deverão se reunir na reserva extrativista para dar continuidade ao processo de criação da Indicação Geográfica (IG) do produto.

A programação está prevista para ocorrer entre os dias 1º e 6 de setembro, na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Porto Velho. O trabalho será desenvolvido com base no diagnóstico concluído em 2025, que reuniu informações necessárias para a estruturação do reconhecimento geográfico.

Na região, o manejo sustentável de crocodilianos é realizado de forma regulamentada para auxiliar no controle populacional. Além de contribuir para o equilíbrio ambiental, a atividade gera emprego e renda para moradores das comunidades tradicionais.

A construção da IG reúne a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Sebrae.

De acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, Herlan Alves Lopes, o procedimento é executado em diferentes etapas. Ele explicou que, após a conclusão do diagnóstico no ano passado, o trabalho passará à fase de construção da Indicação Geográfica, com análises técnicas voltadas à origem e às particularidades da carne de jacaré.

O Ibama participa do processo com atribuições relacionadas à regularização da atividade. Entre elas estão a emissão da Guia de Transporte pelo Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre (SisFauna), utilizada no transporte dos couros provenientes do manejo, e o licenciamento do abatedouro responsável pelo processamento dos animais.

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, a nova etapa pode contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva. Segundo ele, a Indicação Geográfica permitirá ampliar a valorização de um produto amazônico, estimular a produção sustentável e criar novas oportunidades para produtores e comunidades tradicionais.

O prefeito Léo Moraes afirmou que a valorização dos produtos da sociobiodiversidade pode fortalecer a economia local e estimular o desenvolvimento sustentável. “A Indicação Geográfica representa mais valor ao produto, mais renda para as comunidades e mais visibilidade para o nosso município”, declarou.

A expectativa é que o reconhecimento amplie o valor comercial da carne de jacaré, fortaleça o manejo sustentável destinado ao controle populacional e facilite o acesso a novos mercados. O projeto também pretende consolidar Porto Velho e Rondônia como referências na produção sustentável e na valorização de produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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