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Vendaval deixa 279 mil clientes sem energia e causa mortes no Rio de Janeiro

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Rajadas acima de 100 km/h derrubaram centenas de árvores, interromperam linhas de trem e provocaram danos à rede elétrica na capital e na Baixada Fluminense

Por Yan Simon - sexta-feira, 31/07/2026 - 09h51

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Porto Velho, RO – Os impactos do vendaval que atingiu o Rio de Janeiro ainda eram sentidos nesta quinta-feira (30), com interrupções no transporte público, centenas de árvores derrubadas e registro de mortes. Duas pessoas morreram depois que um muro foi levado pela força do vento em Santa Teresa, na região central da capital.

A Polícia Civil também apura se a morte de três pessoas, vítimas de descarga elétrica dentro de uma residência na Cidade de Deus, possui relação com o temporal ocorrido na quarta-feira (29).

Além das vítimas, aproximadamente 279 mil clientes da Light permaneciam sem energia no início desta quinta. A Agência Nacional de Energia Elétrica acompanha as medidas adotadas para normalizar o fornecimento na Região Metropolitana.

No momento mais grave da ocorrência, cerca de 1,1 milhão de clientes ficaram sem eletricidade no Grande Rio. Foram afetadas residências, empresas e outros estabelecimentos.

Na capital, Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio estão entre os bairros com maiores prejuízos. Na Baixada Fluminense, os principais problemas foram identificados em Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

De acordo com a Light, parte da rede elétrica precisará ser reconstruída. O serviço envolve a troca de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a retirada de árvores que caíram ou ficaram apoiadas sobre a fiação.

Para acelerar os trabalhos, o plano operacional da concessionária foi reforçado. Cerca de 800 equipes, formadas por mais de 2 mil profissionais, foram mobilizadas para atuar nas ruas.

As rajadas ultrapassaram os 100 quilômetros por hora e provocaram a queda de 346 árvores. A maior velocidade foi registrada no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador. Entre 16h e 17h de quarta-feira, os ventos chegaram a 105,5 km/h.

Por volta das 19h desta quinta-feira, a Prefeitura do Rio informou que ainda atuava na remoção de mais de 49 árvores espalhadas pela cidade.

Os danos também atingiram o sistema ferroviário. O ramal Japeri permanecia com a circulação suspensa, enquanto a estação Saracuruna passava por vistoria antes de uma possível reabertura. Os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo funcionavam normalmente.

Durante a ventania, todo o serviço de trens chegou a ser interrompido. A paralisação dificultou o retorno para casa de moradores das zonas Oeste e Norte da capital e de municípios da Baixada Fluminense.

As quatro linhas do VLT tiveram o funcionamento normalizado nesta quinta-feira. Antes da retomada, mais de uma tonelada de resíduos foi retirada dos trilhos, incluindo árvores, galhos e lixo.

BRT, ônibus urbanos, metrô e barcas operavam com intervalos regulares, segundo as informações divulgadas pelas empresas responsáveis pelos serviços.

Para a noite de quinta-feira, o Sistema Alerta Rio previa céu nublado a parcialmente nublado, possibilidade de chuva fraca e isolada e ventos moderados.

Ao longo do dia, a umidade vinda do oceano influenciou as condições climáticas. O céu permaneceu parcialmente nublado, sem registro de chuva. A temperatura mínima foi de 16,8°C, enquanto a máxima chegou a 27,9°C.

Em Angra dos Reis, na Costa Verde, o município permaneceu em alerta após a ocorrência de rajadas de até 104 km/h. Árvores foram derrubadas em diferentes regiões, inclusive em trechos da BR-101, conhecida como Rodovia Rio-Santos.

Na Ilha Grande, cinco pessoas receberam atendimento no Serviço de Pronto Atendimento da Vila do Abraão. Duas estavam envolvidas no naufrágio de um taxiboat na Baía da Ilha Grande, e outras três eram moradoras da Vila. Todas foram liberadas e não houve registro de mortes no município.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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