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PROTEÇÃO ÀS MULHERES
Programa Acolhe Mulher capacita 652 voluntários para fortalecer proteção em Porto Velho

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Iniciativa municipal prepara profissionais e atendentes para oferecer escuta qualificada, orientação e apoio às mulheres em situação de violência.

Por Yan Simon - sábado, 01/08/2026 - 09h21

Porto Velho, RO – A rede de proteção às mulheres em Porto Velho passa a contar com o apoio de 652 pessoas inscritas no Programa Acolhe Mulher. Psicólogas, assistentes sociais e atendentes voluntários estão sendo preparados para prestar orientação, acolhimento e encaminhamento às vítimas que procurarem ajuda.

A primeira turma de participantes foi reunida em uma capacitação promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), em parceria com a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação (SMTI).

Ao longo de dois dias, foram abordados temas como comunicação não violenta, escuta qualificada, protocolos de atendimento e articulação com os órgãos responsáveis pela proteção das mulheres. O objetivo é assegurar que o primeiro contato seja realizado de forma responsável, humanizada e integrada.

Representantes do Ministério Público de Rondônia, da Polícia Militar, do Gabinete Militar, do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) e da Coordenadoria de Assistência Social (CAS) participaram das atividades. A programação também recebeu apoio do Conselho da Mulher e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram).

De acordo com a representante da CPPM, Cintia Tatiélen Pereira Lima, a iniciativa foi criada para complementar os serviços existentes e ampliar o suporte oferecido no município. Ela explicou que muitas vítimas deixam de procurar atendimento por medo, insegurança ou vergonha, o que exige respeito ao tempo e às necessidades de cada mulher.

“O Programa Acolhe Mulher vem para complementar toda a rede de atendimento que já existe”, afirmou Cintia. Segundo ela, os voluntários deverão acolher as vítimas e fazer a ligação com os serviços especializados necessários em cada situação.

A promotora de Justiça Tânia Garcia destacou que a atuação dos atendentes não deve se limitar à escuta. O trabalho também envolve fornecer informações, orientar sobre medidas de proteção e indicar os caminhos disponíveis dentro da rede pública.

“Acolher é muito mais do que ouvir”, ressaltou a promotora. Para Tânia Garcia, um primeiro atendimento conduzido com sensibilidade, conhecimento e responsabilidade pode representar o início de uma mudança na vida de uma mulher submetida à violência.

O programa também terá suporte tecnológico. A assistente virtual VitorIA IA, desenvolvida pela SMTI, disponibilizará informações iniciais sobre os serviços existentes. Quando houver necessidade, a ferramenta encaminhará a usuária para atendimento especializado, mantendo a integração entre tecnologia e acompanhamento humano.

Entre as pessoas inscritas está a autônoma Laíse de Oliveira, que decidiu atuar como atendente voluntária. Ela afirmou que pretende contribuir para ampliar a divulgação dos canais de apoio e ajudar mulheres que ainda enfrentam situações de violência em silêncio.

“Quero fazer parte dessa rede para ajudá-las a encontrar apoio e mudar essa realidade”, declarou Laíse. A voluntária considera que o acolhimento pode ajudar a transformar a trajetória das vítimas e facilitar o acesso aos serviços de proteção.

A capacitação foi programada para ser concluída no dia 30, com a entrega dos certificados aos participantes. A conclusão do treinamento marca o início da atuação dos voluntários na ampliação da rede municipal de atendimento.

Para o prefeito Léo Moraes, o programa fortalece as políticas públicas destinadas às mulheres ao reunir profissionais capacitados, voluntários e ferramentas tecnológicas.

“Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha”, afirmou o prefeito. Ele acrescentou que a proposta é garantir acolhimento, orientação, respeito e proteção desde o primeiro pedido de ajuda.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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