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PREVENÇÃO

Ovitrampas são instaladas em 27 bairros de Porto Velho para mapear presença do Aedes aegypti

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Levantamento realizado pela Semusa vai identificar áreas com maior circulação do mosquito e subsidiar a futura implantação do Método Wolbachia na capital

Por Yan Simon - quarta-feira, 12/08/2026 - 07h22

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Porto Velho, RO – Um diagnóstico sobre a presença do Aedes aegypti começou a ser elaborado em 27 bairros de Porto Velho com a instalação de armadilhas destinadas à coleta de ovos do mosquito. O levantamento será utilizado para identificar as regiões com maior nível de infestação e orientar etapas posteriores das ações de combate à dengue, zika e chikungunya no município.

Os equipamentos, conhecidos como ovitrampas, foram distribuídos em pontos estratégicos de residências das áreas consideradas prioritárias. A estrutura atrai fêmeas do Aedes aegypti para a postura de ovos, possibilitando que as equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) acompanhem a quantidade de mosquitos existente em cada localidade.

A iniciativa começou na segunda-feira (10) e integra uma fase de pesquisa anterior à implementação do Método Wolbachia. Neste momento, não está sendo realizada qualquer liberação de mosquitos modificados pela tecnologia. O trabalho é voltado exclusivamente ao levantamento da população comum do vetor existente na cidade.

Os dados obtidos permitirão à Semusa construir um panorama da circulação do mosquito nos bairros monitorados. A análise também deverá indicar quais regiões poderão exigir maior atenção quando forem iniciadas, futuramente, as liberações previstas dentro do Método Wolbachia.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, a medição atual será utilizada como referência para as etapas seguintes. Ela explicou que o método ainda não foi implantado e que a pesquisa busca estabelecer a quantidade de mosquitos presentes em cada área. As informações deverão orientar tanto o volume de futuras liberações quanto o acompanhamento do comportamento da nova população de mosquitos.

Após a implantação da tecnologia, as ovitrampas deverão permanecer em funcionamento. Nesse segundo momento, os equipamentos passarão a auxiliar no monitoramento da presença e da disseminação dos mosquitos portadores da bactéria Wolbachia no ambiente.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o conhecimento prévio sobre a situação do município é necessário antes da adoção da nova estratégia. De acordo com ele, o monitoramento permitirá fundamentar as medidas de saúde pública em informações coletadas diretamente no território.

“Antes de introduzir qualquer nova tecnologia, precisamos conhecer a fundo o nosso território”, afirmou o prefeito. Segundo Léo Moraes, o diagnóstico produzido pelas ovitrampas deverá contribuir para que a futura implementação seja conduzida com maior precisão.

O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. A presença do microrganismo dificulta o desenvolvimento dos vírus responsáveis por doenças como dengue, zika e chikungunya dentro do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão.

Quando esses mosquitos se reproduzem com a população local, a bactéria pode ser transmitida às novas gerações. A estratégia busca ampliar gradualmente a presença de insetos com Wolbachia e, consequentemente, diminuir a circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que a participação dos moradores será necessária durante a fase de diagnóstico. Ela pediu que a população dos 27 bairros permita o acesso das equipes responsáveis pela instalação e pelas verificações periódicas das armadilhas.

Sandra também reforçou que as medidas tradicionais de prevenção devem continuar sendo adotadas. Entre elas está a eliminação de recipientes que possam acumular água parada em quintais e outras áreas das residências.

“Estamos construindo a base para uma transformação no combate às arboviroses em Porto Velho”, ressaltou a secretária ao tratar da preparação para a futura utilização da tecnologia.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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