Rede municipal amplia diagnóstico, vacinação e acompanhamento; hepatite C teve redução de 5,7% nos registros em comparação com 2024
Porto Velho, RO – Dados registrados pela rede municipal de saúde mostram que Porto Velho contabilizou 215 casos de hepatite B e 133 de hepatite C entre moradores em 2025. No mesmo período, também foram identificados um caso de hepatite A e um de coinfecção pelos vírus B e D. Os números são acompanhados por ações de prevenção, diagnóstico e assistência oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na comparação com 2024, quando haviam sido registrados 173 casos de hepatite B, houve crescimento de aproximadamente 24%. Em sentido contrário, os casos de hepatite C recuaram de 141 para 133, o equivalente a uma redução aproximada de 5,7%.
Parte do avanço nos registros de hepatite B é relacionada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) à ampliação da oferta de testes e ao fortalecimento da capacidade de diagnóstico. Como essas infecções podem permanecer sem sintomas por longos períodos, o aumento da testagem contribui para localizar pessoas que desconheciam estar infectadas.
Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, a elevação dos registros precisa ser interpretada levando em conta essa expansão do diagnóstico. Ela explicou que identificar precocemente uma pessoa infectada permite oferecer orientação, acompanhamento e encaminhamento ao tratamento necessário, reduzindo o risco de evolução da doença sem assistência.
“Ampliar a testagem significa ampliar também a capacidade de cuidar”, afirmou Geisa.
Os testes rápidos para hepatites B e C, assim como para outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), são disponibilizados gratuitamente pela rede municipal. Quando um resultado positivo é identificado, o paciente recebe orientações e segue o fluxo assistencial até os serviços de referência, onde podem ser realizados avaliação, acompanhamento e tratamento.
Esse atendimento é organizado de forma integrada entre a Vigilância Epidemiológica, a Atenção Primária à Saúde e os serviços especializados. À Vigilância cabe monitorar os casos, qualificar informações, acompanhar notificações e realizar investigações epidemiológicas. Nas unidades de Atenção Primária, ficam concentradas ações de prevenção, orientação e diagnóstico mais próximas das comunidades.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que a identificação precoce é importante tanto para garantir assistência quanto para reduzir a transmissão. Segundo ela, muitas pessoas convivem com hepatites virais sem apresentar sintomas, o que torna a testagem uma ferramenta importante para orientar medidas preventivas e permitir o encaminhamento adequado dentro do SUS.
Para o prefeito Léo Moraes, a ampliação do acesso aos serviços de saúde faz parte da estratégia adotada para alcançar pessoas ainda sem diagnóstico. “Estamos fortalecendo a prevenção, a testagem e o acompanhamento para que a população tenha acesso ao diagnóstico e ao tratamento no momento certo”, declarou.
Além dos exames, a vacinação contra a hepatite B permanece disponível gratuitamente nas unidades municipais de saúde e é uma das principais formas de prevenção da doença. A orientação é para que a população procure a rede pública para conferir a situação vacinal e, quando necessário, atualizar as doses.
Em relação à hepatite C, o tratamento também é oferecido gratuitamente pelo SUS e apresenta elevada possibilidade de cura quando realizado de maneira adequada.
Outras medidas preventivas incluem o uso de preservativos e a não utilização compartilhada de objetos que possam entrar em contato com sangue, entre eles lâminas, alicates de unha e escovas de dentes. A testagem durante o pré-natal também integra as estratégias de prevenção e identificação de casos.
Durante a campanha Julho Amarelo, período nacionalmente dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, a Semusa intensifica atividades de orientação, testagem, prevenção e capacitação dos profissionais. As ações reforçam um trabalho que, segundo o município, é mantido durante todo o ano.
Com a ampliação do diagnóstico, a rede municipal busca obter um retrato mais preciso da circulação das hepatites virais em Porto Velho e inserir pacientes identificados no acompanhamento de saúde, com acesso à prevenção, assistência e tratamento oferecidos pelo SUS.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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