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GESTÃO DE RESÍDUOS

RotaLume vence Béra Hackathon 2026 com solução para gestão de resíduos em Porto Velho

RotaLume vence Béra Hackathon 2026 com solução para gestão de resíduos em Porto Velho
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Projetos Samaúma e PortoRec ficaram em segundo e terceiro lugares na maratona, que reuniu 68 participantes e apresentou propostas de tecnologia, rastreabilidade e logística reversa

Por Yan Simon - sábado, 22/08/2026 - 08h30

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Porto Velho, RO – Uma plataforma capaz de conectar moradores, concessionárias, cooperativas de catadores e gestores públicos garantiu à equipe Causos o primeiro lugar no Béra Hackathon 2026, em Porto Velho. Batizada de RotaLume, a solução foi desenvolvida para acompanhar a coleta de resíduos e reunir dados que possam auxiliar no controle e no planejamento dos serviços realizados no município.

O projeto é de Ismael Roberto, Guilherme Magalhães e Gabriel da Silva Oliveira. Entre as funcionalidades previstas estão o acompanhamento das rotas e da situação da coleta, o envio de alertas aos moradores, o registro de falhas na prestação do serviço e a organização de pedidos para retirada de materiais recicláveis.

As informações geradas pela ferramenta também podem concentrar registros sobre ocorrências, trajetos e execução dos serviços. A proposta é criar uma base de dados que possa ser utilizada no acompanhamento da coleta e na tomada de decisões relacionadas à gestão dos resíduos.

A segunda colocação foi conquistada pela equipe Samaúma, formada por Nataniel Wilson, Raven Parintintin, Júlia Moraes, Carlos Miguel e Lucas Hector. O grupo apresentou uma plataforma destinada a integrar grandes geradores de resíduos, cooperativas de catadores e o poder público.

Por meio da solução, demandas de coleta podem ser organizadas e etapas como transporte, recebimento e destinação dos materiais podem ser acompanhadas digitalmente. O sistema ainda prevê a geração de registros das operações, ampliando a disponibilidade de informações para empresas, órgãos de fiscalização e acompanhamento ambiental.

A proposta da Samaúma também busca fortalecer a presença das cooperativas na cadeia de resíduos, ao permitir maior integração entre os agentes envolvidos no processo de coleta e destinação.

O terceiro lugar ficou com a PortoRec, desenvolvida por Fabiana Ramos, Sarah Togni e Marcelo Ribeiro. A solução é direcionada à rastreabilidade dos resíduos e à logística reversa.

A plataforma prevê o registro digital de etapas que vão desde a coleta e pesagem até o transporte, recebimento e destinação final. Com isso, controles manuais e informações dispersas poderiam ser substituídos por um fluxo centralizado, permitindo o acompanhamento do caminho percorrido pelos materiais e da destinação ambientalmente adequada.

Os três projetos foram selecionados ao final de três dias de atividades realizadas na Biblioteca Municipal Francisco Meirelles. A segunda edição do Béra Hackathon reuniu 68 participantes, divididos em 12 equipes, que passaram por mentorias, validação das propostas e preparação dos projetos antes da avaliação de uma banca especializada.

A maratona foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV), em parceria com o Sebrae Rondônia e a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI).

Nesta edição, os desafios foram concentrados na gestão de resíduos sólidos, na economia circular e na valorização das catadoras e dos catadores. A proposta foi estimular o desenvolvimento de soluções relacionadas a problemas identificados na rotina dos serviços públicos e na cadeia de destinação de resíduos.

Para o diretor-presidente da ARDPV, Oscar Dias de Souza Netto, os trabalhos apresentados indicam a capacidade técnica e criativa existente em Porto Velho. Segundo ele, o Hackathon aproximou diferentes áreas de conhecimento e permitiu o desenvolvimento de propostas relacionadas a desafios enfrentados pela cidade.

“RotaLume, Samaúma e PortoRec partiram de desafios reais”, afirmou Oscar Neto ao destacar o potencial das soluções para contribuir com eficiência, transparência e sustentabilidade na gestão dos resíduos.

Os projetos apresentados ainda são protótipos e poderão passar por novas etapas de validação e aperfeiçoamento. De acordo com o diretor-presidente da ARDPV, uma eventual adoção das ferramentas dependerá de análises técnicas, jurídicas, econômicas e operacionais para verificar segurança, viabilidade e resultados para a população.

A realização do Béra Hackathon também busca ampliar a aproximação entre poder público, universidades, empreendedores, empresas, cooperativas e sociedade, criando um ambiente para o desenvolvimento e o teste de propostas direcionadas aos desafios de Porto Velho.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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