Projetos Samaúma e PortoRec ficaram em segundo e terceiro lugares na maratona, que reuniu 68 participantes e apresentou propostas de tecnologia, rastreabilidade e logística reversa
Porto Velho, RO – Uma plataforma capaz de conectar moradores, concessionárias, cooperativas de catadores e gestores públicos garantiu à equipe Causos o primeiro lugar no Béra Hackathon 2026, em Porto Velho. Batizada de RotaLume, a solução foi desenvolvida para acompanhar a coleta de resíduos e reunir dados que possam auxiliar no controle e no planejamento dos serviços realizados no município.
O projeto é de Ismael Roberto, Guilherme Magalhães e Gabriel da Silva Oliveira. Entre as funcionalidades previstas estão o acompanhamento das rotas e da situação da coleta, o envio de alertas aos moradores, o registro de falhas na prestação do serviço e a organização de pedidos para retirada de materiais recicláveis.
As informações geradas pela ferramenta também podem concentrar registros sobre ocorrências, trajetos e execução dos serviços. A proposta é criar uma base de dados que possa ser utilizada no acompanhamento da coleta e na tomada de decisões relacionadas à gestão dos resíduos.
A segunda colocação foi conquistada pela equipe Samaúma, formada por Nataniel Wilson, Raven Parintintin, Júlia Moraes, Carlos Miguel e Lucas Hector. O grupo apresentou uma plataforma destinada a integrar grandes geradores de resíduos, cooperativas de catadores e o poder público.
Por meio da solução, demandas de coleta podem ser organizadas e etapas como transporte, recebimento e destinação dos materiais podem ser acompanhadas digitalmente. O sistema ainda prevê a geração de registros das operações, ampliando a disponibilidade de informações para empresas, órgãos de fiscalização e acompanhamento ambiental.
A proposta da Samaúma também busca fortalecer a presença das cooperativas na cadeia de resíduos, ao permitir maior integração entre os agentes envolvidos no processo de coleta e destinação.
O terceiro lugar ficou com a PortoRec, desenvolvida por Fabiana Ramos, Sarah Togni e Marcelo Ribeiro. A solução é direcionada à rastreabilidade dos resíduos e à logística reversa.
A plataforma prevê o registro digital de etapas que vão desde a coleta e pesagem até o transporte, recebimento e destinação final. Com isso, controles manuais e informações dispersas poderiam ser substituídos por um fluxo centralizado, permitindo o acompanhamento do caminho percorrido pelos materiais e da destinação ambientalmente adequada.
Os três projetos foram selecionados ao final de três dias de atividades realizadas na Biblioteca Municipal Francisco Meirelles. A segunda edição do Béra Hackathon reuniu 68 participantes, divididos em 12 equipes, que passaram por mentorias, validação das propostas e preparação dos projetos antes da avaliação de uma banca especializada.
A maratona foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV), em parceria com o Sebrae Rondônia e a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI).
Nesta edição, os desafios foram concentrados na gestão de resíduos sólidos, na economia circular e na valorização das catadoras e dos catadores. A proposta foi estimular o desenvolvimento de soluções relacionadas a problemas identificados na rotina dos serviços públicos e na cadeia de destinação de resíduos.
Para o diretor-presidente da ARDPV, Oscar Dias de Souza Netto, os trabalhos apresentados indicam a capacidade técnica e criativa existente em Porto Velho. Segundo ele, o Hackathon aproximou diferentes áreas de conhecimento e permitiu o desenvolvimento de propostas relacionadas a desafios enfrentados pela cidade.
“RotaLume, Samaúma e PortoRec partiram de desafios reais”, afirmou Oscar Neto ao destacar o potencial das soluções para contribuir com eficiência, transparência e sustentabilidade na gestão dos resíduos.
Os projetos apresentados ainda são protótipos e poderão passar por novas etapas de validação e aperfeiçoamento. De acordo com o diretor-presidente da ARDPV, uma eventual adoção das ferramentas dependerá de análises técnicas, jurídicas, econômicas e operacionais para verificar segurança, viabilidade e resultados para a população.
A realização do Béra Hackathon também busca ampliar a aproximação entre poder público, universidades, empreendedores, empresas, cooperativas e sociedade, criando um ambiente para o desenvolvimento e o teste de propostas direcionadas aos desafios de Porto Velho.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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