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ELEIÇÕES 2026

Neidinha Suruí defende presença feminina no Senado e diz que quer representar quem hoje não tem voz no Congresso

Neidinha Suruí defende presença feminina no Senado e diz que quer representar quem hoje não tem voz no Congresso
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Candidata do PSB falou ao Povo na TV sobre participação das mulheres na política, manutenção de sua candidatura, defesa dos povos indígenas, indenização de famílias na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, apoio à chapa partidária e representação de trabalhadores, cultura e segmentos que considera ausentes do Congresso

Por Yan Simon - quinta-feira, 27/08/2026 - 16h11

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Porto Velho, RO – A candidata ao Senado pelo PSB, Neidinha Suruí, participou nesta quinta-feira, 27, de sabatina no programa Povo na TV, veiculado pela TV Norte, afiliada do SBT em Rondônia. Em aproximadamente 15 minutos de entrevista, conduzida pela apresentadora Jemima Queren, ela respondeu a perguntas sobre a disputa eleitoral, a situação de sua candidatura dentro do partido, participação feminina na política, defesa dos povos indígenas, Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, composição partidária e as prioridades que pretende levar ao Congresso Nacional caso seja eleita. A apresentação do programa destacou sua trajetória ligada à defesa dos povos indígenas e do meio ambiente.

Um dos principais pontos apresentados por Neidinha foi a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão política. Ao abordar sua trajetória dentro do PSB, ela afirmou que as mulheres ainda enfrentam dificuldades para disputar eleições em condições de igualdade dentro das estruturas partidárias e relacionou sua experiência recente à discussão sobre participação política feminina.

“Primeiro, eu queria deixar claro para a população que nós mulheres somos minoria no Congresso e nós mulheres temos dificuldade dentro dos partidos, e aí não é só no meu partido, em ser candidatas no mesmo pé de igualdade”, declarou.

Neidinha relatou que procurou o Ministério Público depois dos acontecimentos envolvendo sua candidatura e afirmou ter decidido tornar pública sua manifestação também como forma de incentivar outras mulheres a denunciarem situações semelhantes. Segundo a candidata, sua posição não se limitou à própria situação, mas foi direcionada às mulheres que participam da política em diferentes legendas.

“Sofri e decidi que eu não ia ficar calada. E não só por mim, mas por todas essas mulheres de Rondônia, todas as mulheres do Brasil que sofrem violência política de gênero em vários partidos”, afirmou. Na sequência, acrescentou: “As mulheres precisam denunciar e a gente precisa fazer essa mudança dentro dos partidos.”

A candidata ampliou o argumento para outras questões que considera diretamente relacionadas à representação feminina. Durante a resposta, citou feminicídio, dificuldades enfrentadas por mães, ausência de creches para mulheres que precisam trabalhar e diferenças salariais entre homens e mulheres que exercem funções semelhantes. Para Neidinha, esses temas demonstram a importância de aumentar a participação de mulheres no Congresso Nacional.

“Então, está na hora de colocar a mulher no Congresso Nacional. Está na hora de colocar mulher no Senado”, declarou. A candidata afirmou ainda que Rondônia precisa ampliar a representação política e escolher pessoas capazes de representar diferentes parcelas da sociedade.

Durante a sabatina, Neidinha também afirmou que sua candidatura ao Senado estava assegurada naquele momento. Ela agradeceu a atuação do Ministério Público e as manifestações recebidas de pessoas e grupos que defenderam sua permanência na disputa. Segundo seu relato, a direção nacional encaminhou uma ata assegurando a candidatura.

“A minha candidatura está assegurada, a Nacional mandou a ata assegurando a minha candidatura”, disse. Neidinha agradeceu manifestações de apoio provenientes de povos indígenas, mulheres, professores, estudantes e integrantes de diferentes campos partidários. Segundo ela, houve manifestações vindas de pessoas identificadas com partidos de direita, centro e esquerda.

Ao ser questionada sobre sua relação com o próprio partido depois desse episódio, a candidata afirmou que pretende trabalhar por mudanças internas. Entre os objetivos citados por ela está a prevenção de novos episódios de violência política de gênero contra mulheres dentro das estruturas partidárias.

“Eu tenho inúmeras lutas, mas uma das lutas vai ser garantir que não haja dentro do partido nenhuma violência mais de gênero contra qualquer mulher. Eu sou uma defensora das mulheres e estou lá para provocar a mudança”, declarou.

Questionada sobre quem teria participado dos acontecimentos que classificou como violência política de gênero, Neidinha afirmou que decidiu não apresentar nomes durante a entrevista e justificou a postura por uma questão ética. Reforçou, no entanto, o pedido para que mulheres procurem os órgãos competentes quando considerarem que foram vítimas de violência e não permaneçam em silêncio.

Outro tema tratado foi a situação da chapa construída pelo PSB em Rondônia. Neidinha afirmou que trabalha internamente pela manutenção de todos os integrantes da composição partidária e destacou o apoio recebido de Samuel Costa, Vinícius Miguel e outros integrantes do grupo durante o período de incerteza em torno de sua própria candidatura.

“Eu estou lutando junto ao partido para que mantenha toda a chapa, toda a chapa. É essa a minha luta. Eu tenho os companheiros que não largaram da minha mão em nenhum momento”, afirmou. Segundo Neidinha, sua posição é pela recomposição integral do grupo definido anteriormente no processo partidário.

A candidata também reafirmou durante a entrevista que pretende preservar sua autonomia política na campanha. Ao ser questionada sobre a composição partidária construída para a disputa estadual, disse ter apresentado previamente ao PSB as condições políticas sob as quais aceitaria continuar concorrendo. Neidinha afirmou que pretende manter as posições que considera coerentes com a trajetória e as causas que defende.

Na parte final da sabatina, a entrevista avançou para um dos temas centrais da atuação pública de Neidinha: a defesa dos povos indígenas e a situação relacionada à Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Questionada sobre famílias que reivindicam indenização, a candidata afirmou defender o pagamento às pessoas que receberam títulos e, segundo sua declaração, foram prejudicadas pela atuação do poder público.

“Nós defendemos a indenização, dissemos isso na audiência pública, que nós defendemos as indenizações das pessoas que receberam o título e foram enganadas pelo INCRA”, declarou. Neidinha afirmou que a solução deve passar pelo pagamento das indenizações sem colocar em dúvida a proteção do território indígena.

A candidata atribuiu ao poder público a responsabilidade pela solução financeira do problema. “O governo cometeu um erro e aí não foi o governo Lula, já vem de governos anteriores, então o governo tem que pagar a indenização às pessoas”, afirmou. Na sequência, reforçou que sua atuação permanece direcionada à busca dessa indenização.

Nos instantes finais, Neidinha foi questionada diretamente sobre quais propostas e segmentos pretende representar caso seja eleita senadora. A candidata respondeu que quer ocupar no Congresso um espaço voltado às pessoas que, em sua avaliação, não dispõem atualmente de representação suficiente.

“Bom, eu quero ser e serei eleita uma representante dessa camada de pessoas que não estão lá representadas no Congresso Nacional”, declarou. Na sequência, mencionou a cultura e os pequenos trabalhadores rurais como exemplos de áreas e segmentos aos quais pretende direcionar atuação.

Neidinha encerrou a participação pedindo o voto dos eleitores para representar essas parcelas da população. “Que lute por pessoas que não estão lá representadas. Então, estou me colocando aqui pedindo o voto de vocês para representar essa camada”, afirmou, antes do encerramento da sabatina.

Ao longo da entrevista, a candidata concentrou suas respostas na ampliação da presença feminina na política, na defesa de mulheres, povos indígenas, cultura e pequenos trabalhadores rurais, na indenização das famílias envolvidas na questão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e na intenção de exercer um eventual mandato voltado a segmentos que considera sub-representados no Congresso Nacional.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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