Candidato ao Governo pelo PSB propõe ampliar leitos, fortalecer atendimento regional e CAPS 24 horas e reunir recursos estaduais, parlamentares e federais para viabilizar nova unidade hospitalar
Porto Velho, RO – A descentralização dos atendimentos e o fortalecimento da estrutura de saúde fora de Porto Velho estão entre as propostas apresentadas pelo candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB). Em entrevista ao programa Papo de Redação, da Rádio Parecis 98.1 FM, em rede estadual, ele também colocou a conclusão do novo Hospital João Paulo II entre as prioridades de uma eventual gestão.
Costa defendeu uma reorganização da rede estadual para que procedimentos de média e baixa complexidade sejam oferecidos mais próximos dos municípios. A medida, segundo o candidato, permitiria reduzir a concentração de pacientes na capital, aliviar a demanda sobre os hospitais de Porto Velho e tornar o atendimento mais rápido e humanizado.
Outro ponto abordado foi a saúde mental. O candidato afirmou que o Estado precisa ampliar a assistência psicológica e psiquiátrica, além dos investimentos em estruturas hospitalares. Entre as propostas citadas está a implantação e o fortalecimento de Centros de Atenção Psicossocial com funcionamento durante 24 horas por dia e sete dias por semana.
A ampliação desse serviço foi relacionada por Costa ao crescimento de problemas envolvendo dependência em jogos de azar e ludopatia. O candidato também incluiu entre suas propostas a adoção de políticas públicas permanentes destinadas às pessoas neurodivergentes. Segundo ele, aproximadamente 350 mil rondonienses estariam nessa condição.
“Mais importante do que construir obras é cuidar das pessoas”, afirmou Costa ao defender que as ações estaduais também alcancem as famílias de quem depende dos serviços públicos de saúde.
No atendimento hospitalar, a principal proposta apresentada foi a retomada do projeto do novo João Paulo II. Costa defendeu que seja firmado um convênio com o Ministério da Saúde para viabilizar a conclusão da unidade e citou a possibilidade de utilização da estrutura da Polícia Rodoviária Federal localizada às margens da BR-364, a aproximadamente 500 metros do atual hospital.
De acordo com a proposta apresentada pelo candidato, engenheiros e arquitetos pertencentes aos quadros públicos poderiam ficar responsáveis pela elaboração do projeto e do termo de referência necessários para o avanço da obra.
Costa afirmou que mais de R$ 35 milhões já teriam sido aplicados na construção e que a fundação da estrutura está executada. O espaço, entretanto, foi recentemente cedido à Prefeitura de Porto Velho para a implantação do Centro Político-Administrativo da capital.
Para financiar a conclusão do hospital, o candidato mencionou diferentes fontes. Entre os valores citados estão mais de R$ 70 milhões disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia e aproximadamente R$ 50 milhões que poderiam ser remanejados da fonte 500. Costa também propôs que cerca de 10% das emendas parlamentares dos deputados estaduais sejam destinados à área da saúde.
A intenção declarada é ampliar a capacidade de atendimento do sistema hospitalar estadual. “Dobrar a oferta de leitos clínicos de enfermagem, centros cirúrgicos e UTI vai ser a nossa palavra de ordem”, disse.
Ao tratar da execução de obras e projetos, Costa afirmou que uma eventual administração não deveria considerar a autoria política das iniciativas como critério para decidir sua continuidade. Para ele, a saúde deve ser conduzida como política de Estado, combinando planejamento, maior capacidade hospitalar, serviços regionalizados e atenção à saúde mental e à inclusão.
“A prioridade é entregar resultados. Não importa quem começou uma obra ou quem assinou um projeto. O que importa é entregar saúde e dignidade para o povo de Rondônia”, concluiu.
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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