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São Paulo registra 42 mortes por dengue e mais de 58 mil casos em 2026

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Estado contabiliza 58.683 casos da doença desde janeiro e ainda investiga outras 30 mortes; Taubaté concentra o maior número de óbitos confirmados.

Por Yan Simon - segunda-feira, 07/09/2026 - 09h03

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Porto Velho, RO – Trinta mortes que podem ter relação com a dengue ainda estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde de São Paulo. Até agora, 42 óbitos provocados pela doença foram confirmados no estado, enquanto o total de casos registrados desde o início de 2026 chegou a 58.683.

Entre os registros contabilizados pela Secretaria de Estado da Saúde, 57.402 correspondem à forma convencional da dengue. Outros 1.180 pacientes apresentaram sinais de alarme e 101 foram classificados com dengue grave.

Os casos considerados de alerta podem envolver sintomas como dor abdominal, vômitos e sangramento de mucosas. Já os quadros graves são caracterizados por situações como choque, desconforto respiratório, hemorragias intensas ou comprometimento severo de órgãos.

Além dos diagnósticos confirmados, 7.256 notificações permanecem sob análise. A avaliação pode envolver exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos ainda pendentes. Mais de 297 mil suspeitas da doença já foram descartadas no estado.

Entre os municípios paulistas, Taubaté aparece com a maior quantidade de mortes associadas à dengue. Foram registrados sete óbitos entre pacientes com idades de 10 a 79 anos e outros quatro entre pessoas com mais de 80 anos.

Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria da Saúde informou que mantém acompanhamento permanente da circulação da doença. A vigilância é reforçada principalmente entre outubro e maio, período considerado de maior transmissão das arboviroses.

Entre as estratégias adotadas pelo governo estadual está o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, lançado no mês passado. A iniciativa prevê adequações nas ações de saúde diante da possibilidade de crescimento dos casos de dengue.

O planejamento inclui a identificação das áreas consideradas prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o suporte aos municípios para organizar tanto as ações de vigilância quanto a rede responsável pelo atendimento à população.

Os estoques de medicamentos e outros insumos também são monitorados. Paralelamente, as administrações municipais são orientadas a manter atualizados os respectivos planos de contingência.

A Secretaria da Saúde informou ainda que a estrutura de atendimento poderá ser ampliada temporariamente, caso a evolução da doença exija novas medidas. Conforme a pasta, mais de R$ 1,5 bilhão foram repassados pelo governo paulista aos 645 municípios desde 2024, por meio do IGM SUS Paulista, para fortalecer a Atenção Primária.

Em nota, a secretaria destacou que o enfrentamento das arboviroses urbanas está entre os critérios considerados pelo programa e afirmou que, dependendo do comportamento do cenário epidemiológico, a capacidade assistencial poderá receber reforço temporário.

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Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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