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“Governar é cuidar de gente”, diz Samuel Costa ao defender mudança de prioridades em Rondônia

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Candidato ao Governo pelo PSB afirma que população não pode continuar pagando pela falta de soluções e relaciona sua proposta de gestão a saúde, inclusão, educação, infraestrutura e segurança

Por Yan Simon - quarta-feira, 09/09/2026 - 12h11

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Porto Velho, RO – “Governar é cuidar de gente”. Foi a partir dessa definição que o candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) resumiu a visão que pretende levar à administração estadual caso seja eleito. Em entrevista ao Portal de Rondônia, conduzida pelos jornalistas Raildo Sales e Vinícius Amaral, ele defendeu que o cidadão seja colocado no centro das decisões do poder público e afirmou que problemas antigos não podem continuar sendo tratados como parte inevitável da realidade do Estado.

Ao abordar dificuldades enfrentadas pela população em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública, Samuel sustentou que muitas soluções já são conhecidas, mas não avançaram por ausência de decisão política.

“Faltou e falta vontade política, conhecimento técnico e boa vontade de tirar o cidadão do sofrimento”, afirmou.

Para o candidato, governar com foco nas pessoas significa impedir que a população continue arcando com as consequências de serviços insuficientes ou de problemas que se prolongam durante anos.

“O cidadão não pode continuar pagando a conta”, declarou.

Samuel afirmou que pretende romper com a lógica de naturalização de dificuldades históricas. Na avaliação apresentada durante a entrevista, um governo deve ser medido pela capacidade de produzir respostas concretas para quem depende das políticas públicas, e não apenas pela quantidade de estruturas físicas entregues.

“Porque governar não é apenas construir prédios. Governar é cuidar de gente.”

A frase também foi utilizada pelo candidato para explicar a prioridade que pretende dar à saúde mental. Samuel defendeu o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, da atenção básica nos 52 municípios e da estrutura destinada ao atendimento especializado.

A proposta inclui a ampliação do funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial, com unidades operando 24 horas por dia e sete dias por semana conforme a necessidade de cada região.

Nesse ponto, o candidato relacionou atendimento em saúde mental e inclusão à concepção de governo apresentada ao longo da entrevista.

“É por essas pessoas que eu quero governar. Um governo que cuide do ser humano, que olhe para a saúde mental, que fortaleça a inclusão e não deixe ninguém para trás”, afirmou.

As pessoas neurodivergentes também foram incluídas entre as prioridades mencionadas. Samuel defendeu uma rede pública preparada para acolhimento, atenção e inclusão, vinculando essas políticas à necessidade de aproximar o Estado das pessoas que mais dependem de seus serviços.

Para o candidato, cuidar de gente também exige que disputas políticas e interesses de grupos não sejam colocados acima das necessidades da população. Ele afirmou que problemas acumulados não podem permanecer sem solução enquanto o cidadão continua esperando por atendimento e melhorias nos serviços públicos.

Samuel disse que, se eleito, pretende transformar compromissos apresentados durante a campanha em ações de governo e tratar antigas demandas como questões que precisam ser enfrentadas, e não apenas administradas.

A entrevista também teve um momento voltado à trajetória pessoal do candidato. Samuel reconheceu erros cometidos ao longo da vida e afirmou que procura transformar essas experiências em aprendizado.

“Eu sou resiliente. Ao longo da minha vida, eu errei, aprendi e, todos os dias, tento ser uma pessoa melhor.”

Ao falar sobre sua entrada na política, ele relacionou a própria trajetória à indignação com desigualdades e à defesa de pessoas que considera pouco alcançadas pelas estruturas tradicionais do poder público.

“Eu sou um ser humano. Sou uma pessoa comum. Mas transformei a minha indignação em luta, em militância política, em defesa daqueles que historicamente não têm vez, não têm voz e muitas vezes são esquecidos pelo poder público.”

Samuel associou essa experiência pessoal à concepção de que governar exige olhar para as necessidades concretas da população. No discurso apresentado, saúde mental, inclusão e melhoria dos serviços aparecem como partes de uma mesma lógica: fazer com que a estrutura estadual funcione para quem precisa dela.

A ideia também alcança áreas como educação, infraestrutura e segurança pública, mencionadas durante a entrevista entre os setores nos quais o candidato considera necessário substituir problemas recorrentes por soluções capazes de produzir efeitos na vida cotidiana dos rondonienses.

Ao longo da conversa, Samuel voltou a sustentar que obras e estruturas físicas são importantes, mas não podem ser o único parâmetro para medir uma administração. Para ele, o resultado de um governo deve aparecer principalmente na condição de vida das pessoas atendidas pelas políticas públicas.

Foi nesse contexto que sintetizou novamente o princípio que pretende associar à candidatura.

“Governar é cuidar de gente.”

Samuel Costa disputa o Governo de Rondônia pelo PSB ao lado do candidato a vice-governador Sargento Machado. Na entrevista, apresentou a defesa de uma administração voltada ao atendimento da população, à inclusão e à solução de demandas que, segundo ele, permanecem sem resposta há anos.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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