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Esposa de Adaílton Fúria recebe R$ 1,5 milhão e supera Luís Fernando; e Jair Montes Júnior com a maior fatia no Avante

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Levantamento do FEFC expõe diferenças milionárias dentro de partidos e federações, candidaturas sem recursos, dobradinhas familiares e questionamentos sobre transparência e possíveis fraudes em nominatas

Por Herbert Lins - quarta-feira, 09/09/2026 - 16h01

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Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143

FEFC revela as entranhas da eleição: quem tem força no partido larga na frente, quem não tem corre atrás.

CARO LEITOR, a eleição também se mede pelo tamanho do caixa. A apuração da coluna mostra que, enquanto alguns candidatos largam com milhões do FEFC, outros aparecem zerados ou dependem do próprio bolso e de pequenas doações. No mesmo partido, a diferença entre R$ 1,5 milhão e R$ 100 mil não é apenas contábil: pode revelar prioridades, prestígio e força nas decisões internas. Nas federações e coligações, o discurso de equilíbrio também encontra limites quando a matemática entra em campo. Há quem largue com tanque cheio e quem ainda procure combustível. E nas dobradinhas familiares, o dinheiro pode reforçar estruturas políticas já conhecidas. No fim, a urna é do eleitor, mas o caminho até ela passa pelo caixa. Os números oficiais não contam toda a história, mas ajudam a revelar quem entrou na corrida com musculatura e quem foi deixado para correr atrás do prejuízo.

Dinheiro

A partir de hoje, a coluna abre os números das campanhas e mostra quem está financiando a eleição. A apuração reúne as receitas declaradas por partidos, coligações e candidatos, detalhando recursos do FEFC, dinheiro próprio e doações de terceiros. Afinal, no jogo eleitoral, saber de onde vem o dinheiro também é entender quem pode estar por trás do poder.

FEFC

O FEFC é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, recurso público distribuído aos partidos para custear campanhas eleitorais. O dinheiro vem do Orçamento da União e segue critérios definidos pela Justiça Eleitoral.

Vendo

Na coligação “Gente que gosta de gente”, formada por PSD, Avante e Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), o dinheiro também revela prioridades. Recursos foram distribuídos entre majoritários e proporcionais. Alguns receberam reforço; outros, ao que parece, ficaram vendo a caravana passar.

Doações

O governista Adailton Fúria (PSD) recebeu R$ 5 milhões do FEFC. De pessoas físicas, foram R$ 25,7 mil doações, além de R$ 12 mil próprios. Já o vice, Everton Leoni, aparece zerado, sem receitas ou despesas declaradas até agora na campanha eleitoral.

Expectativa

Já o governista Luis Fernando (PSD), candidato ao Senado, recebeu R$ 1 milhão do FEFC e R$ 12 mil de pessoa física, menos que a candidata a deputada federal Juliane Fúria. A expectativa era de campanha milionária, mas, até agora, é uma das mais franciscanas e sem cara de campanha eleitoral de senador.

Distribuiu

O Diretório Nacional do PSD distribuiu recursos do FEFC aos candidatos a deputado federal em Rondônia. Juliane Fúria recebeu R$ 1,5 milhão; Jaqueline Cassol, R$ 1 milhão; Rosário Helena e Pastor Evanildo, R$ 800 mil cada; Luiz Cláudio, R$ 600 mil. Adilson Honorato, Fernando Vilas, Daniel Pitbull e Júnior Lopes Becão receberam R$ 100 mil cada.

Distância

No PSD, o dinheiro do FEFC também revela a força de cada candidatura dentro do partido. Entre os R$ 1,5 milhão destinados a Juliane Fúria e os R$ 100 mil recebidos por quatro candidatos, há uma distância que fala por si: uns ganharam musculatura; outros ficaram com a menor fatia do bolo.

Zerados

Na outra ponta da distribuição do FEFC, 14 candidatos a deputado estadual do PSD aparecem zerados em repasses: Antonio Silva, Cleo do Carmosino, Dabson Bueno, Dr. Lauro Fernando, Laerte Gomes, Marcia Socorrista, Pastor Marcelo Pereira, Professor Ribamar, Professora Liana Lima, Professora Rosangela Murum, Rafael do Uber, Réga da Esperança, Tâlania e Wesley Germiniano.

Apurou

Entre os candidatos a deputado estadual do PSD, a coluna apurou receitas de diferentes origens. Cássio Gois recebeu R$ 5 mil de terceiros; Coronel Vital, R$ 6.350; Edimar Kapiche declarou doação própria; Everaldo Fogaça, R$ 6.550 próprios; Eyder Brasil, R$ 16.040 de terceiros; Franciele Gorza, R$ 700 próprios; e Jesuíno Boabaid, R$ 1 mil de terceiros.

Jogo I

Jurandir Oliveira lidera com R$ 40 mil do próprio bolso, enquanto Letícia Batista soma R$ 19 mil entre recursos próprios e de terceiros. Raissa Bento declarou R$ 10 mil próprios e Mara Marketo, apenas R$ 1.280 de terceiros. No jogo eleitoral, o tamanho do caixa também revela quem consegue bancar a própria disputa e quem começa a corrida praticamente sem combustível.

Jogo II

No PSD, a matemática eleitoral também fala e muito. Enquanto alguns colocam dinheiro no jogo, outros disputam com o caixa no limite. Entre recursos oficiais e aportes próprios, os números podem revelar quem tem musculatura política e quem ficou longe da mesa onde as decisões são tomadas.

Equilíbrio I

Na Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade e integrante do arco de aliança do governista Adailton Fúria (PSD), a distribuição do FEFC entre os candidatos a deputado federal buscou, em parte, manter equilíbrio. Mas, quando os números entram em cena, as diferenças aparecem.

Equilíbrio II

Pelo PRD, Ada Dantas, Angelo Lebrinho, Coronel Jefferson, Dr. Lucas Donadon, Juscélia Dallapicola e Marcia Oliveira receberam R$ 400 mil cada. No Solidariedade, Ana Albuquerque e Claudio Santos ficaram com R$ 235 mil cada, enquanto Dr. Welison Nunes recebeu R$ 392,5 mil. No papel, equilíbrio; na prática, a matemática mostra que nem todos largaram com o mesmo combustível eleitoral.

Casadinhas

As candidaturas a deputado federal do PRD e Solidariedade surgem, em vários casos, casadinhas com candidaturas a deputado estadual, uma espécie de dobradinha familiar que pode resultar em autofinanciamento eleitoral duplo. É o caso de Ada Dantas e do esposo Jesuíno Boabaid; Angelo Lebrinha e a irmã Gislaine Lebrinha; Lucas Donadon e Rosangela Donadon; Marcia Oliveira e o filho Jean de Oliveira, além de outros casos identificados pela coluna.

Financiando

Quando familiares disputam vagas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa na mesma eleição, o dinheiro, a estrutura e a força política podem circular dentro do mesmo núcleo. É uma estratégia legítima de campanha, mas os números das receitas merecem atenção para entender quem está financiando quem e como o capital eleitoral familiar é distribuído.

Realidade

Na nominata de candidatos a deputado estadual da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), a realidade é ainda mais desigual. Pelo PRD, Cecilia Carvalho, Evaldo Genus, Jean de Oliveira, Lucia da Porto Motos, Maria Artesã, Mary do Bombeiro, Oseas do Setor 07, Pastora Cila e Ribeiro do Sinpol seguem com receita zerada. Enquanto uns já receberam recursos, outros ainda esperam o primeiro centavo entrar no caixa.

Gasolina

Entre os candidatos do PRD que declararam receitas, Edvaldo Neves recebeu R$ 26 mil em doações; Pedro Fernandes, R$ 309 mil; Rosangela Donadon, R$ 41,3 mil em doação própria; e Vitor da Farmácia, R$ 23 mil do próprio bolso. No Solidariedade, Carlos Margo recebeu R$ 237,5 mil do FEFC e Tambura Amondawa, R$ 90 mil. Já a Missionária Cleide permanece zerada. Assim, na mesma federação, há quem largue com tanque cheio e quem ainda esteja procurando gasolina para entrar na corrida.

Avante

O Avante no arco de aliança de Adailton Fúria (PSD), distribuiu FEFC aos federais: Antenor da Sithathi, Bombeiro Galdino e Carlos Eduardo Kadu, R$ 50 mil cada; Elina Damásio e Najara Leandra, R$ 125 mil; Jair Ferrari, R$ 53 mil; Jair Montes, R$ 290 mil.

Diferença

Luiz Coelho recebeu R$ 60 mil do FEFC; Vanessa Lucena, R$ 190 mil. A diferença chama atenção: Jair Montes recebeu quase seis vezes mais que os candidatos contemplados com R$ 50 mil. No Avante, o dinheiro já desenha a largada eleitoral e política.

Declarou

Entre recursos próprios e doações de terceiros, os estaduais do Avante, Laercio Torres declarou de receita R$ 234 mil; Marcelo Cruz, R$ 154,9 mil; Roni Irmãozinho, R$ 117 mil; Dr. Breno Mendes, R$ 80,2 mil – financiamento coletivo; Zé Paroca, R$ 59 mil; Hermínio Coelho, R$ 50 mil; e Márcia da Saúde, R$ 25 mil.

Aparecem

Também aparecem no Avante Allen Goianinho, R$ 10 mil; Cidinha Albuquerque, R$ 400; Luiz Ferrari, R$ 5.510; Jeovane Ibiza, R$ 9 mil; Marcos Combate, R$ 7.950; Meire Macedo, R$ 3.830; e Tenente Pereira, R$ 7 mil.

Ponta

Na ponta, Cristiane Lasse, Joel da Saúde, Mary Granemann, Regiane Assunção, SGT Surita e Simone Siqueira seguem zerados. No Avante, a diferença grita: alguns largam fortes; outros ainda esperam recursos para entrar no jogo eleitoral de fato.

Abrir

O eleitor precisa abrir os olhos: há candidatos com campanhas gigantescas, mas prestação de contas zerada no DivulgaCand2026. Sem transparência sobre receitas e gastos, fica a pergunta: quem banca essa festa?

Rigor

Perguntar não ofende: os candidatos masculinos que apenas completam nominatas, não fazem campanha e amargam votação pífia sofrerão o mesmo rigor da Justiça Eleitoral nas investigações sobre fraude à cota de gênero? Inclusive, servidores públicos que se afastaram para ser candidato.

Alerta

Os sinais de uma possível fraude à cota de gênero já aparecem na ausência de prestação de contas de candidatas e na falta de campanhas efetivas nas redes sociais. Quando a candidatura existe no papel, mas não nas urnas, o alerta acende.

Sério

Falando sério, o dinheiro também move a eleição: milhões para uns, migalhas para outros e candidatos deixados à míngua. O FEFC revela quem larga com caixa cheio e quem fica vendo a banda passar. No fim, fica a pergunta incômoda: é força eleitoral ou força dentro do partido que define quem recebe o combustível para chegar às urnas?

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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