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ACOLHIMENTO FAMILIAR

Prefeitura de Porto Velho capacita 53 famílias para acolhimento temporário de crianças e adolescentes

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Formação do Serviço Família Acolhedora começou na terça-feira (8) e termina na sexta-feira (11), com preparação de voluntários para receber menores afastados do convívio familiar por decisão judicial

Por Yan Simon - quinta-feira, 10/09/2026 - 08h05

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Porto Velho, RO – Cinquenta e três famílias de Porto Velho estão sendo preparadas para receber temporariamente crianças e adolescentes que, por determinação da Justiça, precisam ser afastados do convívio com suas famílias de origem. Os participantes passaram a integrar uma capacitação promovida pelo município como etapa necessária para atuação no Serviço Família Acolhedora.

A formação começou na noite de terça-feira (8), no auditório do Sest/Senat, teve continuidade na quarta-feira (9) e está prevista para ser concluída na sexta-feira (11). A iniciativa é conduzida pelo Departamento de Proteção Social Especial (DPSE), vinculado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias).

Durante o treinamento, os voluntários recebem orientações para lidar com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O acolhimento ocorre de maneira temporária e busca garantir proteção enquanto a situação da família biológica é analisada e são tomadas as providências necessárias pela rede de proteção e pelo Judiciário.

Entre as participantes está Poliana Colares de Oliveira, de 41 anos, moradora do bairro Socialista. Casada, mãe de duas filhas, de 25 e 24 anos, e avó de quatro netos, ela conheceu o programa após assistir a um vídeo publicado nas redes sociais no qual o prefeito Léo Moraes apresentava o serviço. A experiência de uma amiga que já atuou como família acolhedora também contribuiu para sua decisão de se inscrever.

Poliana afirmou que o interesse pelo acolhimento está relacionado à afinidade com crianças e à disposição de ajudar quem enfrenta uma situação de vulnerabilidade. “É um serviço de amor ao próximo”, declarou.

A abertura da capacitação reuniu representantes do município e de instituições ligadas à proteção da infância. Participaram o coordenador da Infância, Juventude e da Pessoa Idosa (CIJPI) do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), desembargador Isaias Fonseca Moraes; o defensor público Daniel Mendes Carvalho, coordenador do Núcleo de Promoção e Defesa da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Nueca IPCD) da DPE-RO; o secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso; a secretária adjunta Tércia Marília; a diretora de Proteção Social Especial, Poliana Miranda; e a diretora de Inclusão da Semias, Lidiane Silva.

Durante o encontro, o desembargador Isaias Fonseca Moraes apontou o acolhimento familiar como um dos serviços sociais de maior relevância para crianças e adolescentes afastados de suas famílias. Segundo ele, a medida permite que menores que poderiam permanecer em instituições tenham contato com uma rotina familiar, recebendo atenção individualizada e criando referências de convivência dentro de um lar.

O magistrado também destacou que as decisões judiciais são tomadas com base na proteção dos direitos da criança e do adolescente, mas que a convivência familiar oferece elementos que não podem ser proporcionados apenas pela aplicação da legislação, como proximidade, carinho e acolhimento cotidiano.

O secretário Paulo Afonso ressaltou que a proteção da infância depende da participação de diferentes setores da sociedade. Ele agradeceu às famílias inscritas e reconheceu o trabalho desenvolvido pela coordenadora do serviço, Sefra Barros, e pelos demais integrantes da equipe responsável pela iniciativa.

“Obrigado por terem aceitado o nosso convite. Sintam-se acolhidos e abraçados”, afirmou Paulo Afonso ao receber os participantes. O secretário também agradeceu, em nome do prefeito Léo Moraes, às pessoas que decidiram colaborar com o programa municipal.

Coordenadora do Serviço Família Acolhedora e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Sefra Barros explicou que a participação das famílias amplia a rede de proteção destinada à infância e à adolescência. Conforme destacou, os voluntários precisam estar preparados para oferecer segurança e cuidado, respeitando a trajetória e os direitos de cada criança ou adolescente recebido temporariamente.

O Serviço Família Acolhedora integra a política pública de proteção à infância e à adolescência. A iniciativa atende crianças e adolescentes que tiveram determinado judicialmente o afastamento do núcleo familiar em razão de situações como violência, negligência ou outras condições de vulnerabilidade.

Para o prefeito Léo Moraes, a ampliação da rede de famílias participantes está relacionada à política municipal de proteção à infância. Segundo ele, além de disponibilizar um local para permanência temporária, as famílias oferecem segurança e convivência enquanto cada caso é acompanhado pelos órgãos responsáveis. A Prefeitura também prevê suporte aos participantes durante o período de acolhimento.

O modelo é diferente do acolhimento institucional realizado em abrigos ou casas de acolhimento. No Serviço Família Acolhedora, crianças e adolescentes permanecem temporariamente em uma residência familiar cadastrada, onde recebem cuidados individualizados e convivem diretamente com os integrantes daquele núcleo.

As famílias participantes atuam de forma voluntária, passam por cadastro e capacitação junto aos órgãos de assistência social e permanecem acompanhadas pela rede responsável. O acolhimento segue até que seja possível definir uma solução para cada caso, que pode envolver a reintegração à família de origem ou, quando determinada pelas autoridades competentes, outra medida permanente, como a adoção.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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